montras vivas

montras em Évora, por esta altura, chama-se Montras Vivas. Passo a passo a boa ideia vai-se afirmando.

obviamente, nunca vi ser muito diferente, a iniciativa tem inspiração e raiz privada; se o “Público” não atrapalhar já é muito bom.

é já no sábado que as montras de Évora vão ter mais vida. Esta é mais uma muito meritória iniciativa que pelo seu valor, contra muitos Velhos, se vai impondo.

pouco mais há dizer, saiam à rua, vivam o que a cidade tem de melhor e comprem preferencialmente a quem é cá da terra. Esta é uma das minhas mais velhas manias.

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aRRÁBIDA, proposta de extinção do ICNF

Se os dinossauros se extinguiram, a bem da natureza e do capital natural, porque não se extingue o ICNF?

Já escrevi duas ou três vezes sobre a Arrábida, falando do que acredito serem boas ideias. E agora, como se passa à prática?

Qual a agenda essencial para a Arrábida? Desde logo AGENDA.

Um. Nada de estudos e estratégias, o melhor caminho para estragar dinheiro. Agenda é ação.

Dois. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) é dos maiores cancros deste país. Não só não faz o que deve como impede que outros o façam. Todos o sabemos, não me vou perder em exemplos e justificações. Basta saber que em Portugal é mau viver num parque natural…  Como é mau esperar por alguém lúcido que acabe com o ICNF; a Área Metropolitana de Lisboa deve exigir e reclamar para si a responsabilidade e gestão da Arrábida. Só vantagens para todos, a começar pela serra. Esta óbvia transferência de competências do ICNF para câmaras municipais já se faz.

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interior miserável

Ao interior miserável junta-se agora a miséria da fronteira.

Mentira e mentira.

Provavelmente a mais vergonhosa fake news que por aí anda.

Tenho profunda convicção do contrário, com risco de me tornar arrogante. Não me convencem do interior pobre.

Tenho muita curiosidade em saber se a mentira que nos impingem é por ignorância ou se é intencional? Agora, como se a maldição cinzenta do interior não nos chegasse, junta-se o fatalismo da fronteira, como terra de ninguém, até agora, esquecida. A coisa é tanto mais grave quanto a responsabilidade de quem o apregoa.

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turismo em Setúbal

Desde o início deste ciclo de vacas gordas no turismo que tudo gira à volta desde, parece que a vida do país e das cidades começa e acaba com o turismo. Às vezes, vezes de mais, parece que isto vai ser sempre assim: crescer todos anos, cada vez mais turistas. De resto já sabemos, no turismo e no resto, quando a coisa vai com bons números, parece sempre que vai bem.

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vai à adega e prova o vinho

Conta a lenda que num dia frio e chuvoso de inverno Martinho seguia montado a cavalo quando encontrou um mendigo. Vendo o pedinte a tremer de frio e sem nada para lhe dar, pegou na espada, cortou o manto ao meio e cobriu o mendigo com uma das partes. Mais à frente encontrou outro mendigo, com quem partilhou a outra metade da capa. Martinho continuou viagem sem nada que o protegesse do frio. Diz a lenda que, nesse momento, as nuvens negras desapareceram e o sol surgiu. O bom tempo prolongou-se por três dias. Não sei onde entra aqui o vinho mas o ditado popular diz, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”.

Assim vai ser no próximo fim de semana por todo o Alentejo.

A nossa sugestão,

dia 10:

17:00, Adega do Mestre Daniel, Vila Alva, Cuba;

18:00, 125 anos do Moinho do Cú Torto, com Francisco Pimenta, Évora;

dia 11:

18:00, com a artista Maria do Céu Guerra, Sovibor, Borba.

 

sabedoria e conhecimento

neste mundo robótico, e artificial, na inteligência, pequenas coisas partilham e ensinam enorme sabedoria…

é estranho, só leio entusiasmos pela “inteligência artificial”, por onde anda a “inteligência natural”?

não tenho a ousadia de dissertar entre “saber” e “conhecer” mas sei, convictamente, o que me interessa é o saber; as pequenas coisas com enorme sabedoria.

a infinita sabedoria que só vê quem sabe – a reutilização de uma pequena garrafinha de dose individual de Martini, uma rolha de cortiça com duas ranhuras laterais: uma para entrar o ar outra para pingar o picante.

 

fazer

entre o Sado e o Tejo

Todas as terras têm um rio, o mais bonito de todos. Esta certeza popular diz tudo sobre a importância de um rio. Muito mais do que o escoamento superficial da água, um rio é vida. Que o diga quem vive o Sado, nem que seja só com os olhos, ao longe, de quando em vez. Muito para além das suas margens, o rio são as pessoas, as árvores, os pássaros, os peixes e tudo o resto, tudo isto é o rio. Desde há milhares de anos que é assim no Sado, o melhor e mais bonito rio do mundo, porque é o nosso rio, mas também porque tem tudo, tem vida e tem alma, que contagia a quem toca. Como todos os rios maturos, a diversidade torna-o ainda mais precioso. Uma bênção às terras que ele atravessa de sul para norte, desde o Baixo Alentejo, com uma beleza natural ímpar. Mas Setúbal, a região de Setúbal tem também o Tejo, e muito mais, tem os fabulosos e ricos estuários destes rios, as serras da Arrábida e Sintra e, ainda, o imenso Atlântico; que abençoada terra esta. Qual a região da Europa que tem tanta riqueza?

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754

Ajude o Alentejo, a nossa cultura e os nossos saberes.

Por estas paragens, este nosso país, enferma de grandes, fatais e muito caros enganos. Acreditamos que há serviços grátis, acreditamos que a riqueza é uma coisa espontânea, e, entre muitos outros equívocos, pugnamos sempre pelos nossos direitos esquecendo os DEVERES. Na verdade, queiramos ou não, mesmo os nossos mais justos e naturais direitos têm sempre, a par, um pacote de deveres.

É a este dever que vos apelo. Ao DEVER de votar no Alentejo, na nossa alma, por todos nós mas essencialmente pelos filhos e netos, que cá vão ficar quando partirmos.

Ajude o seu Alentejo, as nossas tradições e cultura.

Basta enviar um SMS gratuito e está a fazer a sua parte, está a cumprir o seu dever.

SMS gratuito para o número 3838, com a seguinte mensagem:

OPP [espaço] 754 [espaço] NÚMERO DE CARTÃO DE CIDADÃO – 9 algarismos + 2 letras + 1 algarismo – ou Bilhete de identidade

Só conseguiremos trazer o projeto para o Alentejo se tivermos votos. Como somos poucos todos temos que votar e todos temos que arranjar muitos votos. Ajude o seu Alentejo. O nosso projeto é sobre as Tabernas, o vinho, os saberes e os sabores, tem o número 754. É este o número que deve usar para votar. Votar no 754 é muito fácil.

Faça a sua parte, vote e peça votos a toda a família e amigos.

 

terras à conversa

dia 23, 18:00, regressa a Conversas de Cesta.

o tema à conversa é de grande actualidade e importância:

terras de Cascais.

as hortas e as vinhas urbanas/comunitárias de Cascais.

a Teresa Pelagio e o André Miguel são gente que sabe e que garantem uma excelente Conversas.

faça parte da mudança; sinta-se convidado e convide os seus amigos.

 

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan