Comenda Grande

Partilhar  coisas boas é o meu maior gosto. Até porque acredito que a mudança, para melhor, se faz pelo exemplo. Muitos conhecerão os excelentes vinhos da Comenda Grande. A história deste projeto de empresa vínica com apenas 16 anos,  é um exemplo local e deve constituir um orgulho nacional. Um exemplo de como uma história agrícola centenária, que se perde na memória dos tempos, se reinventou, com grande sucesso. Há muito mérito e trabalho nisso. Às vezes corremos mundo à procura de tesouros e eles estão à porta de nossa casa.

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municípios e vinho

Quando se juntam duas coisas boas o mais provável é dar certo, municípios e vinho é um desses felizes casamentos. Como muitos sabemos o poder local, quando não dá para o torto, é do melhor que temos em Portugal, junta-se-lhe a AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho e acontecem daquelas coisas raras em Portugal. O mais curioso, pela grandiosidade do que fazem, a coisa é basicamente discreta, outra boa prova que o trabalho realizado é justo e perfeito. Vem isto a propósito da Gala do 11º aniversário da AMPV que se comemorou há dias no Cartaxo. O Centro Cultural do Cartaxo encheu para homenagear Vasco d’Avillez, distinguir personalidades e entidades com os Prémios Prestígio e também para assistir ao filme “Setembro a Vida Inteira”, de Ana Sofia Fonseca. Alguém muito distraído que tivesse assistido a esta sessão perceberia com muita facilidade porque razão o vinho é um dos sectores com mais sucesso em Portugal; tão só porque trabalha bem.

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caminhar no estuário do Sado

caminhar no magnífico estuário do Sado e almoçar e visitar a quinta do projecto Romã é o nosso convite para domingo, dia 29.

vinho trabalha bem

 

A vantagem de andar de olhos abertos é enorme. Quando menos se espera, vemos coisas fantásticas que enriquecem a nossa existência. Um dia destes, nas recorrentes viagens que faço de um lado para outro, onde nada de relevante se espera por razões óbvias, aconteceu uma daquelas situações que valem a pena. Os meus olhos bateram na traseira de um camião TIR que ostentava uma imagem fabulosa. Por ir de olhos abertos ganhei o dia e mais alguma coisa: a enorme fotografia tinha como ponto central um caminho de terra que se perdia no infinito da planície alentejana. Acontece que o referido caminho era ladeado por vinhas, também elas infinitas. A (con)fusão da estrada em que estávamos a rolar (A6) com esta imagem foi qualquer coisa de soberbo. Tão bom como o excelente vinho que produzimos e que, como este exemplo evidencia, tão bem promovemos. Este sublime exemplo mostra-nos que é possível fazer bem mais e melhor.

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falar de vinho ao fim da tarde

a tertúlia do vinho em Évora/Alentejo volta dia 19, 5ª feira, 18:30, no Estrela d’ Ouro.

Estrela d’ Ouro (no centro UNESCO da cidade de Évora) será o palco para “o vinho ao fim da tarde”.

O vinho ao fim da tarde,com Vanessa Scnhitzer, estudante de PhD na UÉv.

Provaremos Courela da Toure da Agrovinaz.

Depois do dia de trabalho venha passar um bom bocado, traga os seus amigos.

 

auto-suficiência [Conversas de Cesta]

o grande desafio da auto – suficiência partilhado por quem o faz.

muitos de nós sonhamos com um modo de vida diferente, mais sustentável.

muitos lemos ou ouvimos falar… todos temos ideias fantásticas e planos ainda melhores para um futuro distante, talvez um dia. Todavia há quem faça agora, com sucesso.

a Tatiana e o Cláudio vivem a 15 minutos de Lisboa e são auto-suficiências, é da sua experiência que nos vêm falar no domingo, dia 8 às 18:00.

venha também, partilhe este convite com os seus amigos.

caminhada na ribeira das vinhas em Cascais

No último domingo solarengo antes do abençoado inverno um numeroso grupo de amigos e caminheiros juntou – se no Mercado da Vila em Cascais e andou pelo campo desta terra. O convite foi-nos feito pela famosa ribeira das Vinhas.

Artigo completo no Noticias do Mar:

https://www.dropbox.com/s/nomub1b97df8vg8/vinhas%20em%20Cascais%20-%20noticias%20do%20mar%20-%20mar%C3%A7o%202018%20%28tejo%20a%20p%C3%A9%29.pdf?dl=0

mato limpo

O Governo manda fazer o que não faz, ou seja, que o cidadão limpe o mato nas suas propriedades. Manda fazer em pouco tempo o que não fez durante anos. O típico “casa arrombada tranca na porta”.

A realidade é um interior despovoado onde predominam velhos. De resto, são emigrantes e imigrantes de difícil contacto e que por isso dificilmente vão cumprir o dever. Segundo quem melhor conhece o território, os autarcas, é tarefa impossível. Na verdade, o que se tem de fazer é um trabalho de anos, quase de reestruturação total de ordenamento do campo. Mas para isso são necessárias pessoas, que ocupem e que façam e tirem riqueza do campo. Isso só é possível, como sempre, se o campo for valorizado. Como em tudo, a valorização do campo não vai acontecer por decreto, será um processo lento, essencialmente por mudança do “nível de consciência dos portugueses”. Ora, isto é lento, muito lento, e custoso.

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o vinho e a literatura

O vinho é a única obra de arte que se pode beber! (Robert Louis Stevenson, escritor escocês)

Em março a Coisas de vinho mistura vinho com livros.

Sinta-se convidado e convide os seus amigos.

Na agenda cultural de Évora:

http://www.cm-evora.pt/pt/agendacultural/Paginas/Tert%C3%BAlia-o-vinho-e-a-literatura.aspx

ilha do Pico

Quem tiver dúvidas que território é, antes de tudo, geologia, vá ao Pico. A verdade maior é que somos a terra onde nascemos e vivemos. Os picarotos, os naturais da ilha do Pico, são, provavelmente, pela força das circunstâncias, o melhor exemplo português desta realidade: uma existência entre o partir e ficar, a terra e o mar. Agricultores e pescadores. Homens que fizeram o milagre de tornar a rocha, sem água, terra habitável. Entre uma agricultura de resistência, onde só heróis como estes são capazes, e plantas rústicas, como a videira e a figueira, se aguentam. No principio nem um palmo de terra, esta, muito valiosa, foi “importada” em pequenas caixas do Faial. Assim nasceu a mais fantástica construção em pedra da humanidade – os currais do excelente vinho do Pico. Depois, a filoxera atirou os picarotos para a miséria, empurrou-os para o mar e tornou-os baleeiros; a ancestral arte da pesca, que põe frente a frente um animal de 50 toneladas e meia dúzia de homens numa embarcação a remos, munidos de arpões lançados à mão.

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan