a estrada Nacional 2 em Harley Davidson

A estrada do interior de Portugal que parte de Chaves e chega a Faro, ou o inverso; um país, o nosso, inteiro numa estrada, Portugal ao comprido. São 738 quilómetros, 35 concelhos e 11 distritos atravessados. Território com muita história e cultura dentro é, provavelmente, o melhor retrato da N2. Na verdade o “projeto rota turística N2” é coesão territorial e desenvolvimento para o interior. Viver a N2 numa Harley integrando um espetacular grupo do Lisboa Chapter Portugal foi um privilégio somado. Esta coisa de viajar com outras 13 HD ajuda muito mas, todavia, a N2 é efetivamente a rainha. Os imensos, ricos e diversificados patrimónios estão lá todos, a mais das vezes em poucos quilómetros tudo muda. Faltou-nos o principal recurso para respirar totalmente a N2, tempo. A N2 e tudo à volta exige-nos tempo. Tempo, o recurso que o nosso modo de vida nos rouba. Dois dias é muito pouco para tanto.

A história completa de uma viagem de Chaves a Faro, Portugal ao comprido:

https://www.dropbox.com/s/0rykwcvlx6c87b3/en2%20by%20hd.pdf?dl=0

Newsletter Lisboa Chapter HD – outubro 2017

https://app.flashissue.com/newsletters/e795e512f3bd02a8da05a6d85a9b1eb8525696cd

serras de aires e candeeiros

muitos, muitos anos depois, provavelmente nesta caminhada do dia 12 novembro foi onde os nossos passos nos levaram mais longe.

Saber popular das Serras de Aires e Candeeiros:

Terra que possas.

Terras que consigas cuidar e manter limpas e cultivadas.

Casas que caibas.

Casas que sejam o suficiente para  dormires e descansares da vida diária.

Olival que não saibas.

Oliveiras que não saibas de modo a que tenhas muito azeite para vender para que tenhas dinheiro para o sustento e luz para iluminação à noite.

 

O melhor jornal do mundo mostra o que de melhor se faz no mundo, obviamente:

http://omirante.pt/sociedade/2017-11-12-Caminheiros-visitam-Serra-DAire-e-Candeeiros

http://omirante.pt/economia/2017-11-13-Produzir-cogumelos-biologicos-na-Serra-DDaire-e-Candeeiros

Fotografias de Natividade Silva:

https://photos.app.goo.gl/4vLD9bMCmPz3N3uw2

vinho, escravo da geologia

Tim Marshall, num recente livro publicado em Portugal, Prisioneiros da Geografia, explica-nos o que somos pelo substrato (geografia).

E o vinho? Será que o vinho, para além da casta, do clima, do terroir e do enólogo é uma expressão da geologia?

Aqui bem perto de Évora, há 2000 anos, os romanos disseram-nos que sim.

o valor do lugar

Quando nada sobra, resta o lugar. A alma do lugar, a identidade de cada lugar, os vizinhos de sempre, a nossa gente, os iguais. Dramaticamente, este é o quadro dos nossos lugares. Depois da devastação do fogo apenas ficou o mais intangível mas, talvez, o mais importante: a alma, o que só sente quem lá vive. Afortunadamente, esse pouco pode ser muito, é muito. Na verdade, este espaço de proximidade tem a força necessária para levantar cabeça. O lugar, a nossa terra, a melhor do mundo, faz parte de nós, somos um.

Continue reading

as pequenas grandes questões do up global

as pequenas grandes questões do nosso modelo de globalização começam a dar que pensar:

http://www.huffingtonpost.es/2017/11/02/la-comentada-reflexion-de-teresa-rodriguez-tras-abrir-una-bolsa-de-pipas_a_23264296/

nacional 2 by Harley Davidson

esta é a primeira parte, de três, de uma viagem de Chaves a Faro, Portugal ao comprido, pela charmosa Estrada Nacional 2.

como sempre em Portugal poucos ainda compreenderam o enorme potencial deste produto turístico “on road”, porque tem de ser sempre assim?

https://www.dropbox.com/s/gf468eov1asamqi/en2%20by%20hd%20in%20ds%201.pdf?dl=0

que turismo?

Para que fique claro, mais uma vez escrevo, só um parvo é contra os turistas e o turismo. Não é disso que se trata, é sim a forma como se faz esta coisa fantástica que se chama turismo. Só um estúpido é que desmerece os turistas que nos visitam, Prof. António Barreto, in: Diário de Notícias de 27 de agosto de 2017.

Todavia, por muito que o custe admitir vivemos apenas o imediato, esta é industria mais predadora do século XXI: o objectivo é viajar cada vez para mais longe em menos tempo com a intensidade máxima, dando uma nova expressão à máxima do “quanto mais melhor.” Acresce ainda que, depois da viagem em low cost, o turista no destino exige e consome sem limites. Este turismo é um produto do nosso tempo com uma factura de valor incalculável, que inevitavelmente será cobrada um dia: “faz e leva o quiseres desde que pagues”, o quanto basta para o nosso contentamento.

No jornal Expresso de 26 de agosto.

artigo completo:

https://www.dropbox.com/s/sqgirvzhnv3fgmx/c%20cupeto%20-%20turismo%20-%20Expresso%2026%20agosto%202017.pdf?dl=0

wine tourism

turismo com alma, aquele que acrescenta valor à nossa terra porque os actores são a nossa gente e os protagonistas os turistas.

turistas de última geração, os que participam e fazem parte da história:

– visita à vinha e breve história geológica – porque razão a mesma planta/casta 50 metros ao lado dá um vinho diferente?;

– apresentação do vinho e prova;

– o sabor do lugar.

  • notícia no jornal Público:

https://www.dropbox.com/s/1rae5rg4n2nn2jb/A%20hist%C3%B3ria%20da%20Terra%20num%20copo%20-%20P%C3%BAblico%203%20ago%202017.pdf?dl=0

  • descrição da “história da Terra num copo”:

https://www.dropbox.com/s/b64vx0eladyyw56/doc%20de%20apoio%20hist%20da%20Terra%20num%20copo%202017.pdf?dl=0

  •  a “história da Terra num copo”em imagens:

https://www.dropbox.com/s/4wek654a8s1nt6a/a%20hist%C3%B3ria%20da%20Terra%20num%20copo%20em%20imagens.pdf?dl=0

despovoamento do campo

O conhecido jornalista José Gomes Ferreira diz em O Mirante que “a desertificação do mundo rural é uma tendência irreversível”. Refere-se ao despovoamento, claro, mas felizmente está equivocado. Na verdade, como bem diz, o abandono do campo não é um fenómeno português, mas global. Diz-se que cerca de 80 por cento dos europeus vivem em cidades, mas suponho que não são cidades como Santarém e Abrantes; são das outras, grandes, onde há muito deixou de haver estações do ano. Só que esta verdade de hoje é meramente circunstancial e um dia destes, num repente, a coisa vai mudar. É inevitável que mude.

Continue reading

emparelhamento

Uma das palavras mais usadas para caracterizar o up local é  proximidade. Na verdade a proximidade é sinónimo de contiguidade, pequena demora ou mesmo vizinhança. A proximidade surge na forma de amizade, ajuda, contacto, reciprocidade, troca de ideias e outras formas de relação social entre o indivíduo e o que o rodeia. Tudo isto é o Diário do Sul na região em que se insere e nós, os seus leitores, não só o reconhecemos como o sentimos. Sei que as pessoas, profissionais, que fazem o jornal vivem o reciproco. Isto é, é a proximidade que confere ao jornal a perfeita simbiose com a região. A mais das vezes as notícias e os acontecimentos são vividos pelas duas partes da mesma forma; porque as pessoas se conhecem. O Sr. Piçarra, o Sr. Oliveira, a Maria Antónia ou o Paulo para além de um nome teem um rosto e um jeito que quase todos conhecem. Esta similitude de emoções só é possível porque as pessoas se tocam, vivem todos os dias a mesma temperatura do ar.

Continue reading

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan