Amarante – terra de patrimónios

As terras de patrimónios têm um encanto especial. Por ora o termo “patrimónios” é orgulhosamente um exclusivo meu. Enquanto isto, Amarante com o seu Tâmega, convidou-me a vivê-la durante um fim de semana. Esta é uma terra de patrimónios com muito encanto. Provavelmente este é um dos segredos mais bem guardados de Portugal; encanto, beleza, cultura e tradição. Não é Porto, não é Douro, não é Minho nem Trás-os-Montes, é tudo isto.

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guia de Portugal

Neste tempo em que tudo aponta para o turismo talvez seja oportuno (re)visitar  o Guia de Portugal (1927).

Felizmente vamos tendo umas Fundações que muito para além de cumprirem o seu objeto enriquecem, e de que maneira, este país. No caso presente a Fundação Calouste Gulbenkian reeditou o texto integral que reproduz a 1ª edição do Guia de Portugal pela Biblioteca Nacional de Lisboa em 1927. São oito deliciosos volumes que agora mesmo estão a preço de Natal. Todas as casas portuguesas deviam ter esta obra, um hino há nossa memória e identidade. Bem sabemos que para alguns, demais, “memória e identidade”, é algo estranho e mesmo absurdo. Sobre o monte alentejano pode ler-se “…é um modelo de hospitalidade e asseio. Lá dentro a mesa é franca e a chama da lareira aquece todos os que chegam.” Tem a ver connosco. Gozamos de “uma beleza própria, embora só uma longa intimidade com a sua paisagem a permita apreender”.

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a estrada Nacional 2 em Harley Davidson

A estrada do interior de Portugal que parte de Chaves e chega a Faro, ou o inverso; um país, o nosso, inteiro numa estrada, Portugal ao comprido. São 738 quilómetros, 35 concelhos e 11 distritos atravessados. Território com muita história e cultura dentro é, provavelmente, o melhor retrato da N2. Na verdade o “projeto rota turística N2” é coesão territorial e desenvolvimento para o interior. Viver a N2 numa Harley integrando um espetacular grupo do Lisboa Chapter Portugal foi um privilégio somado. Esta coisa de viajar com outras 13 HD ajuda muito mas, todavia, a N2 é efetivamente a rainha. Os imensos, ricos e diversificados patrimónios estão lá todos, a mais das vezes em poucos quilómetros tudo muda. Faltou-nos o principal recurso para respirar totalmente a N2, tempo. A N2 e tudo à volta exige-nos tempo. Tempo, o recurso que o nosso modo de vida nos rouba. Dois dias é muito pouco para tanto.

A história completa de uma viagem de Chaves a Faro, Portugal ao comprido:

https://www.dropbox.com/s/0rykwcvlx6c87b3/en2%20by%20hd.pdf?dl=0

Newsletter Lisboa Chapter HD – outubro 2017

https://app.flashissue.com/newsletters/e795e512f3bd02a8da05a6d85a9b1eb8525696cd

nacional 2 by Harley Davidson

esta é a primeira parte, de três, de uma viagem de Chaves a Faro, Portugal ao comprido, pela charmosa Estrada Nacional 2.

como sempre em Portugal poucos ainda compreenderam o enorme potencial deste produto turístico “on road”, porque tem de ser sempre assim?

https://www.dropbox.com/s/gf468eov1asamqi/en2%20by%20hd%20in%20ds%201.pdf?dl=0

que turismo?

Para que fique claro, mais uma vez escrevo, só um parvo é contra os turistas e o turismo. Não é disso que se trata, é sim a forma como se faz esta coisa fantástica que se chama turismo. Só um estúpido é que desmerece os turistas que nos visitam, Prof. António Barreto, in: Diário de Notícias de 27 de agosto de 2017.

Todavia, por muito que o custe admitir vivemos apenas o imediato, esta é industria mais predadora do século XXI: o objectivo é viajar cada vez para mais longe em menos tempo com a intensidade máxima, dando uma nova expressão à máxima do “quanto mais melhor.” Acresce ainda que, depois da viagem em low cost, o turista no destino exige e consome sem limites. Este turismo é um produto do nosso tempo com uma factura de valor incalculável, que inevitavelmente será cobrada um dia: “faz e leva o quiseres desde que pagues”, o quanto basta para o nosso contentamento.

No jornal Expresso de 26 de agosto.

artigo completo:

https://www.dropbox.com/s/sqgirvzhnv3fgmx/c%20cupeto%20-%20turismo%20-%20Expresso%2026%20agosto%202017.pdf?dl=0

wine tourism

turismo com alma, aquele que acrescenta valor à nossa terra porque os actores são a nossa gente e os protagonistas os turistas.

turistas de última geração, os que participam e fazem parte da história:

– visita à vinha e breve história geológica – porque razão a mesma planta/casta 50 metros ao lado dá um vinho diferente?;

– apresentação do vinho e prova;

– o sabor do lugar.

  • notícia no jornal Público:

https://www.dropbox.com/s/1rae5rg4n2nn2jb/A%20hist%C3%B3ria%20da%20Terra%20num%20copo%20-%20P%C3%BAblico%203%20ago%202017.pdf?dl=0

  • descrição da “história da Terra num copo”:

https://www.dropbox.com/s/b64vx0eladyyw56/doc%20de%20apoio%20hist%20da%20Terra%20num%20copo%202017.pdf?dl=0

  •  a “história da Terra num copo”em imagens:

https://www.dropbox.com/s/4wek654a8s1nt6a/a%20hist%C3%B3ria%20da%20Terra%20num%20copo%20em%20imagens.pdf?dl=0

mágicos do turismo

Continuamos, por mais umas semanas, no tal tempo de férias. Por muito que custe a admitir o sucesso do turismo é apenas o imediato e esta é “apenas” a industria mais predadora do século XXI: o objetivo é viajar cada vez para mais longe em menos tempo com a intensidade máxima, dando uma nova expressão à máxima do “quanto mais melhor.” Depois da viagem em low cost, o turista no destino exige e consome sem limites. Este turismo é um produto do nosso tempo com uma fatura de valor incalculável, que inevitavelmente será cobrada um dia: “faz e leva o quiseres desde que pagues”, o quanto basta para o nosso contentamento. No fim, como sempre é, resta-nos uma certeza o custo disto vai ser enorme. Tudo o que estamos a vender como produto turístico (monumentos e pouco mais) todos os outros têm, muitas vezes melhor.

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turismo depredador

“alegres, cegos e patetas” é a melhor legenda para os responsáveis portugueses eufóricos com o sucesso do turismo:

http://observador.pt/2017/07/30/fotogaleria-lavertezzo-o-paraiso-suico-que-foi-destruido-por-um-video-viral-no-facebook/#comment-post-2200862-1617682

enquanto isto, por cá, na busca dos euros para o abençoado crescimento, “paga e leva o que quiseres”, intensidade máxima, dando uma nova expressão à máxima do “quanto mais melhor.”

está-se mesmo a ver qual vai ser o fim.

turismo, pedras e vinho

Ciência no Verão

Universidade de Évora/Centro de Ciência Viva no Verão e Adega de Borba.

Numa breve visita à vinha é possível observar e interpretar alguns episódios da fabulosa história da Terra e tentar transpo-los para o vinho. Na adega procuraremos, no vinho, o sabor do lugar (the taste of the place) . Este é o espantoso mundo da  enogeobiodiversidade  que desejamos viver numa experiência que associa ciência, arte e cultura, através de um simples copo de vinho.

https://www.dropbox.com/s/4wek654a8s1nt6a/a%20hist%C3%B3ria%20da%20Terra%20num%20copo%20em%20imagens.pdf?dl=0

https://www.dropbox.com/s/7n3329gheugz3p8/tejo%20confraria%20%20carlos%20cupeto%20-22-06-2017.pdf?dl=0

 

 

turismo e sustentabilidade (observatório)

Começo por confessar que a palavra “observatório”, tanto na moda nos nossos tempos, me deixa, imediatamente, com alguma desconfiança. Não se trata da mania de “ser do contra”, como sempre esforço-me por ser positivo e participativo como devo. Salvo raras e boas exceções, nunca vi sair nada de verdadeiramente transformador desses centros de análise e estudo, os observatórios; desde logo, se se limitam a observar, é francamente pouco, digo eu. Na verdade, era muito bom que a título de amostra se escolhesse meia dúzia de observatórios, daqueles que todos pagamos, e se fizesse uma simples e básica análise custo-benefício. No caso em apreço, o anunciado observatório de turismo sustentável no Alentejo, provavelmente, vão-me acenar com a Organização Mundial de Turismo (OMT), que recomenda a existência de observatórios de vocação regional que monitorizem e recolham informação sobre a atividade turística;  mesmo ao jeito da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan