vinho: seminário técnico

“Antes do vinho há a geologia, geografia, cepa e clima. Toda mudança numa destas 4 variáveis vai ter consequências no resultado final, isto é, na qualidade e quantidade do vinho na garrafa. Todos os dias ouvimos falar em “alterações climáticas”.

O que é isto?

Que consequências tem para a vinha?

Quando e onde?

Lá longe e daqui a muito tempo? Ou aqui e agora?

Todos somos poucos para debater tão importante assunto que a todos toca: grandes e pequenos produtores. Técnicos e consumidores. Novos e velhos. No Alentejo e no Minho…

Venha a Borba no dia 17 de nov. às 10:00, partilhe saber e experiência; ajude-nos e ajude-se.”

vai à adega e prova o vinho

Conta a lenda que num dia frio e chuvoso de inverno Martinho seguia montado a cavalo quando encontrou um mendigo. Vendo o pedinte a tremer de frio e sem nada para lhe dar, pegou na espada, cortou o manto ao meio e cobriu o mendigo com uma das partes. Mais à frente encontrou outro mendigo, com quem partilhou a outra metade da capa. Martinho continuou viagem sem nada que o protegesse do frio. Diz a lenda que, nesse momento, as nuvens negras desapareceram e o sol surgiu. O bom tempo prolongou-se por três dias. Não sei onde entra aqui o vinho mas o ditado popular diz, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”.

Assim vai ser no próximo fim de semana por todo o Alentejo.

A nossa sugestão,

dia 10:

17:00, Adega do Mestre Daniel, Vila Alva, Cuba;

18:00, 125 anos do Moinho do Cú Torto, com Francisco Pimenta, Évora;

dia 11:

18:00, com a artista Maria do Céu Guerra, Sovibor, Borba.

 

entre o Sado e o Tejo

Todas as terras têm um rio, o mais bonito de todos. Esta certeza popular diz tudo sobre a importância de um rio. Muito mais do que o escoamento superficial da água, um rio é vida. Que o diga quem vive o Sado, nem que seja só com os olhos, ao longe, de quando em vez. Muito para além das suas margens, o rio são as pessoas, as árvores, os pássaros, os peixes e tudo o resto, tudo isto é o rio. Desde há milhares de anos que é assim no Sado, o melhor e mais bonito rio do mundo, porque é o nosso rio, mas também porque tem tudo, tem vida e tem alma, que contagia a quem toca. Como todos os rios maturos, a diversidade torna-o ainda mais precioso. Uma bênção às terras que ele atravessa de sul para norte, desde o Baixo Alentejo, com uma beleza natural ímpar. Mas Setúbal, a região de Setúbal tem também o Tejo, e muito mais, tem os fabulosos e ricos estuários destes rios, as serras da Arrábida e Sintra e, ainda, o imenso Atlântico; que abençoada terra esta. Qual a região da Europa que tem tanta riqueza?

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terras à conversa

dia 23, 18:00, regressa a Conversas de Cesta.

o tema à conversa é de grande actualidade e importância:

terras de Cascais.

as hortas e as vinhas urbanas/comunitárias de Cascais.

a Teresa Pelagio e o André Miguel são gente que sabe e que garantem uma excelente Conversas.

faça parte da mudança; sinta-se convidado e convide os seus amigos.

 

Tejo ao vento

Há uns anos que a beira Tejo é palco para um bonito festival de papagaios ao vento. Imagine-se que vêm equipas de vários países. Deste ano não passou e fui lá espreitar. Valeu muito a pena. No caminho pensei: como voariam os ditos se não estava vento? Mas o Tejo é assim, uma vez na praia, mesmo sem perceber nada da coisa, o vento não enganava, fazia-se sentir de forma contínua e persistente. Tudo muito bom. Depois de andar um tempo de cabeça no ar, não faltou uma excelente esplanada, muito confortável, onde estavam umas largas, larguíssimas, dezenas de pessoas com o olhar entre a terra e o céu. Só faltou mesmo uma bebida fresca, pois não havia serviço de esplanada. Por aqui me fiquei, deixei de ver os papagaios e a magnífica paisagem, a imaginar como se pode tomar uma decisão destas: “não temos serviço de esplanada”?…

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desperdício

Uma das marcas do nosso mundo é o desperdício. Sendo a fome um flagelo que persegue centenas de milhões de pessoas, imagine-se o que significa um terço de todos os alimentos produzidos serem desperdiçados. E, quando desperdiçamos comida, esta não é a única coisa que é desperdiçada quando não é consumida: todos os recursos (como sementes, água, energia, etc.), o dinheiro e o trabalho necessários para produzi-los também são perdidos. A diminuição do desperdício alimentar começa nas compras. Comprar acertado é um ato que depende só de cada um e que se pode traduzir em considerável economia de recursos, designadamente dos euros de cada um.

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auto-suficiência [Conversas de Cesta]

o grande desafio da auto – suficiência partilhado por quem o faz.

muitos de nós sonhamos com um modo de vida diferente, mais sustentável.

muitos lemos ou ouvimos falar… todos temos ideias fantásticas e planos ainda melhores para um futuro distante, talvez um dia. Todavia há quem faça agora, com sucesso.

a Tatiana e o Cláudio vivem a 15 minutos de Lisboa e são auto-suficiências, é da sua experiência que nos vêm falar no domingo, dia 8 às 18:00.

venha também, partilhe este convite com os seus amigos.

ainda a floresta

Pelas razões que todos sabemos a floresta continua na ordem do dia. Pode parecer um paradoxo, mas para escrever sobre floresta vou-me fixar na nossa magnífica capital, Lisboa. É verdade, Lisboa tem uma floresta magnífica e admirável que devia servir de exemplo para todo o país. Mais, o exemplo do Parque Florestal de Monsanto pode e deve constituir motivo de orgulho para todos nós. Saibam que qualquer desses emblemáticos parques verdes, mais ou menos urbanos, que as grandes capitais mundiais exibem e que todo o mundo conhece, até pelo cinema, são ridículos quando comparados com Monsanto. No meu tempo de menino, ir a Lisboa visitar o Jardim Zoológico era um sonho de todas as crianças. Pois bem, o Zoo que me desculpe, mas Monsanto está muito à frente. O sonho das crianças e pais de hoje devia associar Monsanto ao Zoo.

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mato limpo

O Governo manda fazer o que não faz, ou seja, que o cidadão limpe o mato nas suas propriedades. Manda fazer em pouco tempo o que não fez durante anos. O típico “casa arrombada tranca na porta”.

A realidade é um interior despovoado onde predominam velhos. De resto, são emigrantes e imigrantes de difícil contacto e que por isso dificilmente vão cumprir o dever. Segundo quem melhor conhece o território, os autarcas, é tarefa impossível. Na verdade, o que se tem de fazer é um trabalho de anos, quase de reestruturação total de ordenamento do campo. Mas para isso são necessárias pessoas, que ocupem e que façam e tirem riqueza do campo. Isso só é possível, como sempre, se o campo for valorizado. Como em tudo, a valorização do campo não vai acontecer por decreto, será um processo lento, essencialmente por mudança do “nível de consciência dos portugueses”. Ora, isto é lento, muito lento, e custoso.

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agricultura familiar

A Assembleia Geral das Nações Unidas – Food and Agriculture Organization (FAO) vai dedicar a próxima década (2019-2028) à Agricultura Familiar. A FAO sabe a importância da agricultura familiar. Esta prática tem um papel fundamental na erradicação da fome, na sustentabilidade das zonas rurais, na produção diversificada de alimentos saudáveis e seguros, na preservação dos recursos naturais e da biodiversidade, isto é, na criação de riqueza, sobretudo, para os mais desfavorecidos.

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan