alentejo mágico

          paula varela, zambujeira, 17 – jan – 2019

arrábida 2

Dois, natureza. Um valor incalculável.

Calcular, em Euros, o valor do Capital Natural da Arrábida é a tarefa principal para proteger e valorizar a natureza e criar a riqueza para que se viva mais feliz nesta abençoada terra.

A natureza exige ser viva e vivida, esta deve ser a inspiração, o DNA, da Agenda Arrábida. A natureza não vivida é morta. A Arrábida merece e tem de ser vivida. Só assim pode ter vida e ser rica. A prática de proibir para proteger é errada. É tempo de corrigir tamanho disparate. A Agenda Arrábida deve começar por aqui. Como? A vida, o quotidiano, o bom senso mostra-nos que proteção e valorização de recursos não só são compatíveis como se complementam e potenciam. O inventário do Capital Natural da Arrábida está mais que feito. Falta calcular o seu valor em Euros, esta é uma tarefa não só necessária como prioritária. Esta informação vai possibilitar a tomada de decisão mais consciente e verdadeira. Logo de seguida vem a questão: o que fazer, como valorizar este potencial? Espreitar o que faz quem faz melhor que nós não custa muito. Provavelmente seremos surpreendidos pela simplicidade de muitas ações e, sobretudo, pelo seu efeito muito positivo. Isto é, contrariamente ao que se sempre pensa por cá, não são necessários milhões de Euros.

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arrábida 1

Serra bendita.

Porque a Arrábida merece vou continuar com o tema.

O ponto um, proposto para Arrábida a semana passada, foi a Agenda Arrábida.

É isso mesmo uma Agenda, nada de mais estudos, estratégias e muito menos consultas públicas. Esta da “consulta pública” é dos maiores logros do nosso tempo: gasta-se dinheiro e perde-se tempo no faz de conta. Quem tem o dever de decidir, pelas suas funções, que o faça; na negativa dê o lugar a alguém capaz.

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reconstruir a estrada de Borba

Óbvio e incontornável.

Não havia como não andar por aquela estrada (Ricardo Costa, Expresso, 20/11/2018). Pura verdade.

Pensámos durante dias a, aparente, estapafúrdia ideia: reconstruir a icónica estrada nº 255 que liga Borba a Vila Viçosa. Sim, não é lapso, esta é uma estrada icónica. Durante a nossa reflexão não conseguimos identificar um, um só, argumento contra a reconstrução. Tudo aponta para que a estrada seja reconstruída e reabilitada; nada nos diz o contrário. Nem a desgraça que ocorreu. Reconstruir a estrada é a melhor homenagem que se pode prestar às vítimas. Deixar ali aquela ferida, eventualmente um dia cicatriz, é o pior. Permitam uma questão: qual a estrada que não tem na sua história vítimas mortais. Todos os acidentes são estúpidos e evitáveis; o acidente da estrada 255, não é diferente. Todos os acidentes são muito graves quando envolvem vítimas mortais.

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agenda Arrábida

A Arrábida  necessita de uma Agenda. A melhor Agenda que defina o quê, quem o faz, em que prazo, com que meios e, ainda, plano de monitorização. Este é o conceito simples de uma agenda. É isto que a Arrábida tem de ter, um plano para a acção. Obviamente que não será perfeito, nunca o será, mas nada, como até aqui, é bem pior. O imenso capital da Arrábida tem que ser valorizado e tem que criar riqueza. A Arrábida é a primeira a beneficiar.

Por último a pergunta fatal, quem faz a Agenda Arrábida e quem assume a sua implementação? A semana passada já o respondi, obviamente, a Área Metropolitana de Lisboa (AML). Isto não significa que seja a AML a fazer tudo, claro que não. Muitos atores, incluindo privados, devem ser chamados à Agenda.

Tem riscos? Tem. Nada, como hoje, é o maior de todos os riscos, a começar pela tão apregoada e castradora “conservação da natureza”, que nem de conservação tem alguma coisa que valha a pena. Pela Arrábida.

artigo completo:

https://www.dropbox.com/s/c1qc38bfxf7oemz/Arr%C3%A1bida%201-%20carlos%20cupeto%20-%20Set%20DR%20Edi%C3%A7%C3%A3o%2081-pages-2.pdf?dl=0

reserva mundial de tudo

Muito, mas muito mais que reserva mundial de surf a Ericeira e a sua costa de sonho é uma reserva mundial de tudo.

Que poucos o saibam para não estragar.

Os estrangeiros sabem-no, os portugueses, para o bem e mal, como em quase tudo, andam distraídos.

artigo completo (Notícias do Mar):

https://www.dropbox.com/s/2tb56tecrnzpakz/Tejo%20a%20p%C3%A9%20na%20Ericeira%2C%20Dez%202018.pdf?dl=0

montras vivas

montras em Évora, por esta altura, chama-se Montras Vivas. Passo a passo a boa ideia vai-se afirmando.

obviamente, nunca vi ser muito diferente, a iniciativa tem inspiração e raiz privada; se o “Público” não atrapalhar já é muito bom.

é já no sábado que as montras de Évora vão ter mais vida. Esta é mais uma muito meritória iniciativa que pelo seu valor, contra muitos Velhos, se vai impondo.

pouco mais há dizer, saiam à rua, vivam o que a cidade tem de melhor e comprem preferencialmente a quem é cá da terra. Esta é uma das minhas mais velhas manias.

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aRRÁBIDA, proposta de extinção do ICNF

Se os dinossauros se extinguiram, a bem da natureza e do capital natural, porque não se extingue o ICNF?

Já escrevi duas ou três vezes sobre a Arrábida, falando do que acredito serem boas ideias. E agora, como se passa à prática?

Qual a agenda essencial para a Arrábida? Desde logo AGENDA.

Um. Nada de estudos e estratégias, o melhor caminho para estragar dinheiro. Agenda é ação.

Dois. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) é dos maiores cancros deste país. Não só não faz o que deve como impede que outros o façam. Todos o sabemos, não me vou perder em exemplos e justificações. Basta saber que em Portugal é mau viver num parque natural…  Como é mau esperar por alguém lúcido que acabe com o ICNF; a Área Metropolitana de Lisboa deve exigir e reclamar para si a responsabilidade e gestão da Arrábida. Só vantagens para todos, a começar pela serra. Esta óbvia transferência de competências do ICNF para câmaras municipais já se faz.

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interior miserável

Ao interior miserável junta-se agora a miséria da fronteira.

Mentira e mentira.

Provavelmente a mais vergonhosa fake news que por aí anda.

Tenho profunda convicção do contrário, com risco de me tornar arrogante. Não me convencem do interior pobre.

Tenho muita curiosidade em saber se a mentira que nos impingem é por ignorância ou se é intencional? Agora, como se a maldição cinzenta do interior não nos chegasse, junta-se o fatalismo da fronteira, como terra de ninguém, até agora, esquecida. A coisa é tanto mais grave quanto a responsabilidade de quem o apregoa.

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vinho: seminário técnico

“Antes do vinho há a geologia, geografia, cepa e clima. Toda mudança numa destas 4 variáveis vai ter consequências no resultado final, isto é, na qualidade e quantidade do vinho na garrafa. Todos os dias ouvimos falar em “alterações climáticas”.

O que é isto?

Que consequências tem para a vinha?

Quando e onde?

Lá longe e daqui a muito tempo? Ou aqui e agora?

Todos somos poucos para debater tão importante assunto que a todos toca: grandes e pequenos produtores. Técnicos e consumidores. Novos e velhos. No Alentejo e no Minho…

Venha a Borba no dia 17 de nov. às 10:00, partilhe saber e experiência; ajude-nos e ajude-se.”

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan