wine tourism

turismo com alma, aquele que acrescenta valor à nossa terra porque os actores são a nossa gente e os protagonistas os turistas.

turistas de última geração, os que participam e fazem parte da história:

– visita à vinha e breve história geológica – porque razão a mesma planta/casta 50 metros ao lado dá um vinho diferente?;

– apresentação do vinho e prova;

– o sabor do lugar.

  • notícia no jornal Público:

https://www.dropbox.com/s/1rae5rg4n2nn2jb/A%20hist%C3%B3ria%20da%20Terra%20num%20copo%20-%20P%C3%BAblico%203%20ago%202017.pdf?dl=0

  • descrição da “história da Terra num copo”:

https://www.dropbox.com/s/b64vx0eladyyw56/doc%20de%20apoio%20hist%20da%20Terra%20num%20copo%202017.pdf?dl=0

  •  a “história da Terra num copo”em imagens:

https://www.dropbox.com/s/4wek654a8s1nt6a/a%20hist%C3%B3ria%20da%20Terra%20num%20copo%20em%20imagens.pdf?dl=0

patrimónios (Cuba)

Providencialmente, os últimos dias trouxeram-me cultura. Na verdade, cada vez mais acredito que o caminho da mudança é por aí e quem julga que a ciência e os patrimónios, e bem assim, a arte, são intocáveis, engana-se profundamente. Tive a oportunidade de ir a Cuba e tomar contacto próximo com o Cuba Leader; quase que se pode resumir numa palavra: fantástico. Já sabia que este pequeno concelho do Baixo Alentejo tem identidade cultural, mas é muito mais que isso; assume a sua matriz como um recurso incontornável e primordial. E não é que tem razão?

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a cultura e o vinho

Do lado de cá do Tejo, há quase um ano, um conjunto de pessoas que representam diversas entidades levam a cabo uma tertúlia mensal sobre o vinho – Coisas de vinho. Antes de tudo convém não ignorar que, neste país de matriz essencialmente rural, a vinha é a cultura agrícola mais importante de Portugal. Li algures que representa cerca de 10% da área agrícola do país. Para além de tudo o resto, magníficas adegas, enologia de grande valia, enoturismo em alta etc., esta dimensão agrícola a montante de tudo é de longe o mais relevante. Poucos temas serão tão transversais e identitários com a cultura e tradição da região onde trabalhamos e vivemos, os patrimónios associados à vinha e ao vinho tenderão para o infinito.

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Conversas da garrafa

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Como quase sempre acontece um “tremor de terra” pessoal empurrou a Lígia Horta para a olaria.

O ambiente, a cor, o cheiro, o barulho da roda… o barro, elevou a nova barrista para a inspiração e motivação que criou a  garrafa: “o barro invadiu a minha vida”.

Mais uma interessante conversa no fim da tarde de domingo – todos os meses no segundo e quarto domingo.

Dia 23, 18:00, excepcionalmente no Centro Cultural de Cascais falaremos de sustentabilidade à volta do livro Cancioneiro da Sustentabilidade.

Sinta-se convidado e convide.

Pucariça (Aldeia do Mato – Abrantes)

Em boa hora nas minhas férias de excelência pelo Zêzere-Tejo passei e fiquei um tempo pela Pucariça.  Desde logo porque fui encontrar o casal Kau e Cláudia meus queridos ex-alunos de há muitos anos e amigos. As “coincidências” pregam-nos partidas, quase sempre boas como esta.

Na Pucariça conheci a TerradÁgua, as palavras certas são difíceis e provavelmente sempre escassas e redutoras. Muito agradeço à Marina e ao Tó Zé o provarem, na prática o que sintetizo na expressão UP LOCAL; na verdade o up local é uma realidade.

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a inovação inútil

Num dos corredores da universidade onde trabalho surgiu agora exposta uma bicicleta de madeira. Para que serve uma bicicleta de madeira? Não consigo encontrar uma resposta que valha a pena. É uma inutilidade como tantas outras que para nada serve a não ser entreter um conjunto de gente que assim se sente ocupada e útil. Muito provavelmente o país evita assim maiores despesas com tratamento de depressões, baixas, desemprego etc. É a sociedade que somos. Todavia esta inutilidade interessa ao leitor porque assim fica a saber onde se gasta muito do dinheiro dos seus impostos. Este mal não é português, é geral. A Europa padece desta prática – inovar com inutilidades e chamar a isso empreendedorismo. A bicicleta de madeira simboliza o produto de excelência dos nossos jovens cientistas empreendedores e inovadores que por esse país fora enchem os centros de incubação de empresas e coisas parecidas. Na prática, nada disto interessa à vida das pessoas e resolve coisa nenhuma. Algumas destas peças até têm alguma beleza mas nada mais.

 

bike de madeira

 

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arraial do largo

cartaz_ARRAIAL (1) A Ana Luísa, minha amiga de há quarenta anos, tem uma loja na Av. Guerra Junqueiro em Lisboa – a avenida que sai da Praça de Londres para a Almirante Reis. Outrora, a Guerra Junqueiro tinha nome, e o comércio de rua vivia de algum charme. Os tempos ficaram difíceis e a Ana há uns anos decidiu esquecer a lamúria e dedicar a sua energia a um movimento de comerciantes da avenida. Ao longo dos anos fui sabendo de algumas histórias incríveis, na verdade, só com muita força e persistência se consegue chegar a bom porto. Mas lá conseguiram. Há dias vi na TV o enorme sucesso de mais uma iniciativa deste movimento de comerciantes, uma open night. É assim, este exemplo que conheço com alguma proximidade mostra como se faz, como se tem de fazer. O centro UNESCO de Évora só pode renascer, com movimentos deste tipo, que façam a sua parte e que deixem de reclamar junto de outros as causas de todos os males.

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“fazer pela vida”

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fazer pela vida, foi o que me disse o Vasco, quando lhe perguntei o que estava ali a fazer.

todavia esta atitude de vida é muito mais que isso, é uma lição de mestre sobre empreendedorismo e inovação.

os teóricos da universidade e afins devem correr à Malagueira (Évora) para aprender.

o que o Quim faz é muito melhor que bicicletas de madeira.

atenção, porque é empreendedorismo à séria, o Vasco não está lá todos o dias mas o domingo também é dia.

 

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Conversas em torno da Ciência “Beat in Science”

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Comemoração do 11º aniversário do CCVEstremoz

Datas: 12, 19 e 26 de Maio, 21h15 | Local: Beat in Box Caffé, Estremoz

3 dias | 3 temáticas | 9 cientistas

Com intuito de comemorar a sua décima capicua (número cuja inversão é ele próprio, ou seja, que lido da esquerda para a direita ou vice-versa é o mesmo), a primeira na casa das dezenas, o CCVEstremoz irá promover um Ciclo de Palestras, seguido de debate, aberto ao público, intitulado “Beat in Science” a ter lugar nos dias 12, 19 e 26 de Maio no “Beat in Box Caffé”, Estremoz. Cada um destes três dias terá uma temática própria, para o qual serão convidados três oradores, alguns dos quais com ligações claras à cidade, que irão apresentar temáticas científicas diversas, todas elas de alguma forma interligadas à cidade Estremoz e à sua envolvente.

O CCVEstremoz convida desde já todos os potenciais interessados a estarem presentes em cada um dos três dias de conferências.

Semanalmente, são anunciados os oradores convidados para os 3 dias de conferências. Não percas…

Vamos olhar a cidade de Estremoz e a sua envolvente de forma diferente e, contamos contigo!

As Conversas em torno da Ciência “Beat in Science”, são uma organização do CCVEstremoz, da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, do Instituto de Ciências da Terra e do Município de Estremoz; Contam com os media partners, Jornal Brados do Alentejo, Jornal Ardina do Alentejo, Jornal E e da Rádio de Estremoz; Com o patrocínio da Pastelaria Formosa, de Tiago Cabaço Winery e do Beat in Box Caffé.

 

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É já no próximo dia 19 de maio que se realiza o segundo conjunto de conferências “Riscos Geológicos, Recuperação Ambiental e Alterações Climáticas no Alentejo”… Revelamos em primeira mão as suas temáticas e oradores:

Está Alqueva a mudar o clima do Alentejo?

por Rui Salgado (Departamento de Física da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora | Instituto de Ciências da Terra)

Sismos no Alentejo: Porquê?, Onde?, e Quando?

por Bento Caldeira (Departamento de Física da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora | Instituto de Ciências da Terra)

 A Alma do Mármore

https://www.dropbox.com/home/uploads?preview=carlos+cupeto+11+anivers%C3%A1rio+19+de+maio+fundo+cinza.pdf

por Carlos Cupeto (Departamento de Geociências da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora)

MODERAÇÃO: Hugo Cortes (Jornal E)

Após a sua intervenção, trocamos ideias numa agradável e calorosa tertúlia?

Contamos que sim, contamos consigo!

Registe já na agenda… 21h15, dia 19 de maio, Beat in Box Caffé em Estremoz!

 

 

Terras Sem Sombra

Algumas são as razões porque somos um país de excelência em matéria de festivais. Este tema deveria ser olhado mais seriamente, como uma grande oportunidade para o nosso país e, em particular, para o vale do Tejo que tudo tem, e sobeja, para excelentes festivais.

Vem isto a propósito do Festival Terras Sem Sombra, uma magnífica iniciativa que percorre algumas terras do Alentejo e que o Tejo deve seguir. Como país caraterizam-nos os bons exemplos que depois não conseguimos generalizar. Esta é daquelas iniciativas que devia ser disseminada por todo o país com grandes benefícios para todos.

O Terras Sem Sombra é um festival que este ano está na sua décima segunda edição e que, desde 2003, a partir da Diocese de Beja, espalha cultura da melhor pelo Alentejo. Esta ímpar itinerância cultural a que o Alentejo assiste assenta numa tónica de descentralização como forma de construção da sustentabilidade. São programas como este que garantem o pulsar da alma da região, e o Tejo bem precisa. Como alguém disse, “é um grito de combate à resignação” que alia a música sacra, o património e a biodiversidade. Que mais podemos desejar?

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan