riscos naturais

Riscos naturais e perigosidade do território é tema sempre oportuno, as recentes ocorrências motivam-me a voltar ao assunto. Obviamente que incluo os incêndios. Os riscos naturais rodeiam-nos por todos os lados e não se pense que é lá longe, nas Caraíbas ou no México, é aqui à nossa porta. Imaginem que na Florida, depois do tufão, veio uma vaga de calor que também já fez vítimas. Por muito que a ciência tenha avançado, as incertezas continuam a ser muito maiores que as certezas, designadamente previsões, gestão, controlo, etc. Sabemos que ocorrências catastróficas já aconteceram e vão voltar a acontecer em todos os locais, regiões e países, pobres e ricos. Também temos a certeza que os meios de acção disponíveis (humanos e materiais), em caso de ocorrência, são sempre mais escassos que o necessário. Tudo isto são certezas. A grande incerteza é saber quando e onde? O que fazer? Avaliar e assumir a perigosidade/risco; prevenir e, em caso de ocorrência, ação rápida e eficaz de forma articulada por parte de todos os agentes de protecção civil.

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chuva perigosa

Já escrevi sobre o tema mas o absurdo é tão grande que merece honras de título: o problema da chuva. Assumo ter pouco tempo, um bem que muito valorizo, para me sentar em frente à televisão. Todavia, às vezes é inevitável, como no almoçar num espaço público com um ecrã à frente dos olhos. No final da semana passada choveu um pouco e nas terras altas nevou. O canal público, provavelmente em perseguição do serviço público, foi incansável no alerta do risco de chuva, neve e vento. Pateticamente, proclamava a chova como um risco. No limite, as nossas crianças apreendem que a chuva é uma coisa má e perigosa. O ridículo destes tempos chegou a isto. Muito a propósito, um amigo comentou que ainda “vamos chegar ao momento de morrer de fome enquanto olhamos alegremente para uma galinha que se passeia à nossa frente sem saber o que lhe fazer.”

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cancioneiro da sustentabilidade

Conversas em torno da Ciência “Beat in Science”

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Comemoração do 11º aniversário do CCVEstremoz

Datas: 12, 19 e 26 de Maio, 21h15 | Local: Beat in Box Caffé, Estremoz

3 dias | 3 temáticas | 9 cientistas

Com intuito de comemorar a sua décima capicua (número cuja inversão é ele próprio, ou seja, que lido da esquerda para a direita ou vice-versa é o mesmo), a primeira na casa das dezenas, o CCVEstremoz irá promover um Ciclo de Palestras, seguido de debate, aberto ao público, intitulado “Beat in Science” a ter lugar nos dias 12, 19 e 26 de Maio no “Beat in Box Caffé”, Estremoz. Cada um destes três dias terá uma temática própria, para o qual serão convidados três oradores, alguns dos quais com ligações claras à cidade, que irão apresentar temáticas científicas diversas, todas elas de alguma forma interligadas à cidade Estremoz e à sua envolvente.

O CCVEstremoz convida desde já todos os potenciais interessados a estarem presentes em cada um dos três dias de conferências.

Semanalmente, são anunciados os oradores convidados para os 3 dias de conferências. Não percas…

Vamos olhar a cidade de Estremoz e a sua envolvente de forma diferente e, contamos contigo!

As Conversas em torno da Ciência “Beat in Science”, são uma organização do CCVEstremoz, da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, do Instituto de Ciências da Terra e do Município de Estremoz; Contam com os media partners, Jornal Brados do Alentejo, Jornal Ardina do Alentejo, Jornal E e da Rádio de Estremoz; Com o patrocínio da Pastelaria Formosa, de Tiago Cabaço Winery e do Beat in Box Caffé.

 

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É já no próximo dia 19 de maio que se realiza o segundo conjunto de conferências “Riscos Geológicos, Recuperação Ambiental e Alterações Climáticas no Alentejo”… Revelamos em primeira mão as suas temáticas e oradores:

Está Alqueva a mudar o clima do Alentejo?

por Rui Salgado (Departamento de Física da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora | Instituto de Ciências da Terra)

Sismos no Alentejo: Porquê?, Onde?, e Quando?

por Bento Caldeira (Departamento de Física da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora | Instituto de Ciências da Terra)

 A Alma do Mármore

https://www.dropbox.com/home/uploads?preview=carlos+cupeto+11+anivers%C3%A1rio+19+de+maio+fundo+cinza.pdf

por Carlos Cupeto (Departamento de Geociências da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora)

MODERAÇÃO: Hugo Cortes (Jornal E)

Após a sua intervenção, trocamos ideias numa agradável e calorosa tertúlia?

Contamos que sim, contamos consigo!

Registe já na agenda… 21h15, dia 19 de maio, Beat in Box Caffé em Estremoz!

 

 

perto e longe da porta

O tema das alterações climáticas lê-se por todo o lado. Mas mais do que ler também se sente e alguns de nós não acreditam nisso.

É um daqueles assuntos que se prestam a que cada um, na sua boa terra, pense que nada tem a ver com ele.

Como explico à minha mãe, com quase 80, anos que isto também lhe deve importar?

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cheias

Um autarca dizia-me recentemente estar muito admirado com o que se está a passar em Inglaterra no que respeita a cheias. “Como é que um país com aquela organização e meios está a viver uma situação tão catastrófica?”

Desde sempre as populações ocuparam as zonas de maior perigosidade, designadamente os leitos de cheia dos rios. Em qualquer parte do mundo, estas são as zonas mais férteis e com mais recursos. Na região de Londres vivem atualmente mais de 10 milhões de pessoas  e por isso não há ordenamento e meios que possam evitar o que se está a passar na bacia do Tamisa. A ocupação maciça destas zonas, partes baixas das bacias hidrográficas, agrava enormemente o risco de cheias. É apenas isto que se está a passar na zona de Londres.

E por cá?

Texto completo (pdf): 2014-02-20

tempestade no mar e em terra

o mar não se compadece com política barata

o mar não se compadece com política barata

No balanço dos efeitos no litoral da tempestade no mar foi possível ver o ridículo de um responsável de uma escola de surf a mostrar computadores portáteis danificados e o caos em que ficaram as instalações da escola. Isto, obviamente, para em seguida reivindicar o apoio do Estado. Entre outras questões mais profundas este, ainda jovem, gestor deve pensar em mudar de profissão, não basta o surf estar na moda.

A cena repetiu-se por todo o país, muitas barracas (a que chamam bares, restaurantes, escolas, etc.) foram ao ar – nada que não se soubesse que ia acontecer e que vai voltar a acontecer – e o Estado é chamado a pagar.

 

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riscos naturais por todos os lados

Os riscos naturais rodeiam-nos por todos os lados.

Já aconteceram e vão voltar a acontecer.

Em todos os locais, regiões e países, pobres e ricos.

Seja como for os meios de ação disponíveis (humanos e materiais), em caso de ocorrência e na prevenção, são sempre mais escassos que o necessário. Tudo isto são certezas.

A grande incerteza é saber quando e onde?

O que fazer?

i. avaliar e assumir o risco;

ii. prevenir;

iii. em caso de ocorrência, ação rápida e eficaz de forma articulada por parte de todos os agentes de proteção civil.

Ordenamento do território e formação/sensibilização de todos constituem a melhor, mais eficaz e económica receita.

Ninguém fica de fora e cada um apenas tem de fazer o que deve.

Programa das III Jornadas de Proteção Civil de Csacais – A Ação das Cãmaras Municipais. 2013_PROTECAO_CIVIL_JORNADAS_CARTAZ

Apresentação de Carlos A Cupeto (Universidade de Évora). III jornadas protecção civil_Cascais – UÉ carlos cupeto

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan