acordo de Paris

O presidente dos Estados Unidos rasgou o acordo de Paris sobre alterações climáticas. Vale a pena nós, leitores de o Diário do Sul, focarmo-nos e esgotarmos a nossa atenção neste tema? Duvido muito. Anda meio mundo a falar sobre o tema, o que é quase tão nefasto como a própria decisão de Trump; distraímo-nos.  Acredito que, contrariamente ao que gritam, a trumpada interessa enormemente aos governantes europeus que assim têm um bom bode expiatório para nos contentar. Como sabemos, o acordo de Paris, como todos os outros que o antecederam, não é mais que um entretém que nada resolve do que deve. Deve ficar muito claro e explicito que com este escrito não apoio Trump nem tão pouco a sua decisão. Apenas compreendo que, num contexto completamente insustentável, de miséria, muitas cidades americanas se regozijem por as minas de carvão voltarem a laborar.

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dia do ambiente

Dentro de dias alguns celebram mais um dia internacional do ambiente. Se tudo tem dias, porque não o ambiente? Nesse dia, algumas associações ambientalistas inúteis e prejudiciais à causa, vão procurar ecrã com mais alguns estudos de coisa nenhuma: uns dados da Agência Portuguesa do Ambiente com tratamento estatístico são quanto basta. Entretanto, a semana passada, uma revista semanal da nossa praça fez o seu número anual a que chama “edição verde”. O melhor respeita a uma entrevista aquele que foi o responsável da BBC pelos mais espectaculares programas de TV sobre natureza realizados até hoje. Diz o senhor Tom Hugh-Jones que o mais assustador “não é Donald Trump, somos todos nós – a forma como vivo a minha vida…, a forma como as pessoas que conheço vivem as suas vidas… Bem posso dizer que me preocupo com as alterações climáticas mas depois vou de avião para Portugal. Fico envergonhado por não conseguir comprometer-me mais.” Concordamos totalmente, escrevemo-lo no DS muitas vezes: o dia europeu sem carros, o dia do ambiente e quase tudo o resto é um folclore que só serve para não fazer o que devemos.

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ano novo

Ano Novo é quase uma expressão mágica envolta por um véu que para além do qual desejamos espreitar e ter boas vistas. Sempre assim é e o resultado final é sempre o mesmo: ao dia sucede-se a noite e o amanhã depende do que somos hoje. Simples, certo e seguro; tudo o resto é bem mais incerto.

Vivemos um tempo de incerteza mas onde o essencial está à parte e por isso é certo. E nesta equação o mais relevante, a grande e boa notícia, é que esse essencial depende somente de cada um de nós.

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a europa e o nosso campo

Cork é uma média cidade no litoral do sul da Irlanda, com cerca de 130 mil pessoas. Nunca lá estive mas deve viver-se bem em Cork. Vem isto a propósito desta cidade ter acolhido em 1996 e 2016 (5 e 6 de setembro) uma “Conferência europeia sobre o desenvolvimento rural” promovida por Phil Hogan, Comissário Europeu para a Agricultura e Desenvolvimento Rural. Seria interessante comparar as conclusões de 96 com as de 2016 e, sobretudo, avaliar resultados após 20 anos de trabalho – desde 96 até hoje. Não vamos por aí, pois a conclusão fundamental é bem conhecida de nós, portugueses: “aos costumes disse nada”. Afinal não somos assim tão diferentes dos povos mais a norte.

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vida distante

Antes de iniciar este escrito dei uma volta por alguns sítios de informação. Nada mais se lê que banca, europa e terrorismo, o maravilhoso mundo a que chegámos e em que vivemos. Até o Europeu do nosso contentamento começa a ficar distante, embora as medalhas do Senhor Presidente continuem a ser distribuídas.

Bem a propósito, um amigo, gestor de empresa própria de sucesso, sempre bem informado, escreveu-me:  “até o LIDL já compra a fruta e as verduras aos produtores locais. Enquanto isso tens o presidente do governo de Espanha a dizer que a situação de Portugal é muito pior que a de Espanha, Portugal a dizer que está melhor que a Grécia, a Itália a dizer que está melhor que a Espanha, a França a dizer que está melhor que a Itália e estes cabrões todos fazem uma suposta União Europeia… O que é um belíssimo exemplo do que significa a globalização!” Transcrevo porque me parece uma excelente imagem do esterco em que vivemos. Triste vida esta que nos entra pela casa dentro e sobre a qual nada, ou quase, podemos fazer. Esta é a face oposta do que escrevi a semana passada sobre a vida de proximidade. Ganha força uma questão que formulei há muitos anos e que, certamente, por aqui já a terei escrito: “quanto vale um hectare de terra fértil com um poço de água potável?”

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vida de proximidade

Como sabemos vivemos num mundo global sem escala e sem rosto, onde é fácil parecer sério e conveniente e não o ser. Não é possível e aceitável viajar para Londres por 30 €, ou comprar uma cadeira, feita do outro lado do mundo, provavelmente por uma criança, a dois Euros; estas, como muitas outras, são enormes mentiras. Obviamente que isto vai acabar. Por isto, e muito mais, sou um fervoroso adepto do local, o que chamo o valor do local, o up local; a terra onde vivemos, os seus recursos e saberes. Na verdade trata-se dos recursos e patrimónios da nossa terra, naturais e culturais, que todos conhecemos, vemos, apalpamos e cheiramos.

borba 41 º C

25 de julho, 15:00, em Borba 41ºC. Na escada de acesso ao Centro Cultural um homem afia sábia e calmamente a navalha. Que mais pode fazer?

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tecnologia e pêras rocha

Para substituir as mesas da cantina:

http://futurism.com/videos/the-table-that-keeps-your-food-warm-and-drinks-cool/

fico efusivamente satisfeito com o nível tecnológico que atingimos e contraditoriamente preocupado por me interrogar sobre quem vai tratar das pêras rocha do Oeste para servir no refeitório?

a minha escolha é, claramente, o UP LOCAL.

isto é, escolho as pêras rocha saboreadas numa velha mesa de madeira nacional.

inevitavelmente temos que fazer escolhas; ou sabem-me dizer onde há refeitórios com mesas destas e pêras rocha?

só consigo encontrar mesas destas com pêras da Argentina,  e disto eu desconfio e muito.

Conversas em torno da Ciência “Beat in Science”

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Comemoração do 11º aniversário do CCVEstremoz

Datas: 12, 19 e 26 de Maio, 21h15 | Local: Beat in Box Caffé, Estremoz

3 dias | 3 temáticas | 9 cientistas

Com intuito de comemorar a sua décima capicua (número cuja inversão é ele próprio, ou seja, que lido da esquerda para a direita ou vice-versa é o mesmo), a primeira na casa das dezenas, o CCVEstremoz irá promover um Ciclo de Palestras, seguido de debate, aberto ao público, intitulado “Beat in Science” a ter lugar nos dias 12, 19 e 26 de Maio no “Beat in Box Caffé”, Estremoz. Cada um destes três dias terá uma temática própria, para o qual serão convidados três oradores, alguns dos quais com ligações claras à cidade, que irão apresentar temáticas científicas diversas, todas elas de alguma forma interligadas à cidade Estremoz e à sua envolvente.

O CCVEstremoz convida desde já todos os potenciais interessados a estarem presentes em cada um dos três dias de conferências.

Semanalmente, são anunciados os oradores convidados para os 3 dias de conferências. Não percas…

Vamos olhar a cidade de Estremoz e a sua envolvente de forma diferente e, contamos contigo!

As Conversas em torno da Ciência “Beat in Science”, são uma organização do CCVEstremoz, da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, do Instituto de Ciências da Terra e do Município de Estremoz; Contam com os media partners, Jornal Brados do Alentejo, Jornal Ardina do Alentejo, Jornal E e da Rádio de Estremoz; Com o patrocínio da Pastelaria Formosa, de Tiago Cabaço Winery e do Beat in Box Caffé.

 

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É já no próximo dia 19 de maio que se realiza o segundo conjunto de conferências “Riscos Geológicos, Recuperação Ambiental e Alterações Climáticas no Alentejo”… Revelamos em primeira mão as suas temáticas e oradores:

Está Alqueva a mudar o clima do Alentejo?

por Rui Salgado (Departamento de Física da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora | Instituto de Ciências da Terra)

Sismos no Alentejo: Porquê?, Onde?, e Quando?

por Bento Caldeira (Departamento de Física da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora | Instituto de Ciências da Terra)

 A Alma do Mármore

https://www.dropbox.com/home/uploads?preview=carlos+cupeto+11+anivers%C3%A1rio+19+de+maio+fundo+cinza.pdf

por Carlos Cupeto (Departamento de Geociências da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora)

MODERAÇÃO: Hugo Cortes (Jornal E)

Após a sua intervenção, trocamos ideias numa agradável e calorosa tertúlia?

Contamos que sim, contamos consigo!

Registe já na agenda… 21h15, dia 19 de maio, Beat in Box Caffé em Estremoz!

 

 

florestas urbanas

árvores no espaço urbano é o melhor dos “equipamentos” que as nossas cidades podem ter.

chega de tapetes de relva.

a floresta urbana, árvores, simplesmente árvores, tem que ocupar o espaço público:

https://www.dropbox.com/home?preview=florestas+urbanas+-++07-04-2016.pdf

o absurdo dos relvados num país patético que insiste em ser pobre:

http://www.otrosmundos.cc/2014/01/relvas/#more-496

árvores, só árvores sem relva algumas imagens:

https://picasaweb.google.com/109212587513581186400/FlorestaUrbanaArvoresSimplesmenteArvoresNoEspacoUrbano?authkey=Gv1sRgCNW0oP7NsdbKAw

 

 

 

 

 

 

 

 

saúde e alterações climáticas

Café de Ciência é daquelas iniciativas que nos orgulha como portugueses.

Dia 6, no Parlamento, decorreu a 14ª edição com o tema: saúde e alterações climáticas.

– impacte das ondas de calor na saúde;

– qualidade do ar e doenças respiratórias;

– disponibilidade e qualidade da água;

– propagação de doenças infeciosas;

– estratégias de mitigação de riscos;

são alguns dos tópicos que foram conversados.

Provavelmente este é o maior desafio global da Humanidade: e se o mar subir 5 metros nos próximos 100 anos?

Alterações Climáticas = Alimentos (escassez) + Saúde, esta é a equação fatal.

Em maio este tema vai estar na Conversas de Cesta.

Entretanto cumpra o seu dever assista ao Café de Ciência no Parlamento, em:

http://www.cienciaviva.pt/divulgacao/cafe/saude.asp

 

 

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan