wine tourism

turismo com alma, aquele que acrescenta valor à nossa terra porque os actores são a nossa gente e os protagonistas os turistas.

turistas de última geração, os que participam e fazem parte da história:

– visita à vinha e breve história geológica – porque razão a mesma planta/casta 50 metros ao lado dá um vinho diferente?;

– apresentação do vinho e prova;

– o sabor do lugar.

  • notícia no jornal Público:

https://www.dropbox.com/s/1rae5rg4n2nn2jb/A%20hist%C3%B3ria%20da%20Terra%20num%20copo%20-%20P%C3%BAblico%203%20ago%202017.pdf?dl=0

  • descrição da “história da Terra num copo”:

https://www.dropbox.com/s/b64vx0eladyyw56/doc%20de%20apoio%20hist%20da%20Terra%20num%20copo%202017.pdf?dl=0

  •  a “história da Terra num copo”em imagens:

https://www.dropbox.com/s/4wek654a8s1nt6a/a%20hist%C3%B3ria%20da%20Terra%20num%20copo%20em%20imagens.pdf?dl=0

Tejo – confraria

A propósito da história que hoje escrevo dei conta de quase uma dúzia de escritos especificamente sobre o Tejo. Reli alguns e confesso que este cortejo de textos ao longo de quase cinco anos é, em meu entender, um contributo para a causa de que me orgulho.  Às vezes, a curiosidade é maior que o bom senso e cometemos “loucuras”. Assim foi no feriado de 15, em que rumei a Cáceres pelo Tejo, onde a Confraria Ibérica do Tejo (CIT) organizou um seminário. Mais um a juntar a dezenas de outros que deste há muito vão acontecendo. Como cristão, interrogo-me se terá sido pecado dedicar um feriado santo a ir a Cáceres. Na verdade, o Tejo merece isto e muito mais e, no fim, valeu a pena ir a Cáceres.

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dia do ambiente

Dentro de dias alguns celebram mais um dia internacional do ambiente. Se tudo tem dias, porque não o ambiente? Nesse dia, algumas associações ambientalistas inúteis e prejudiciais à causa, vão procurar ecrã com mais alguns estudos de coisa nenhuma: uns dados da Agência Portuguesa do Ambiente com tratamento estatístico são quanto basta. Entretanto, a semana passada, uma revista semanal da nossa praça fez o seu número anual a que chama “edição verde”. O melhor respeita a uma entrevista aquele que foi o responsável da BBC pelos mais espectaculares programas de TV sobre natureza realizados até hoje. Diz o senhor Tom Hugh-Jones que o mais assustador “não é Donald Trump, somos todos nós – a forma como vivo a minha vida…, a forma como as pessoas que conheço vivem as suas vidas… Bem posso dizer que me preocupo com as alterações climáticas mas depois vou de avião para Portugal. Fico envergonhado por não conseguir comprometer-me mais.” Concordamos totalmente, escrevemo-lo no DS muitas vezes: o dia europeu sem carros, o dia do ambiente e quase tudo o resto é um folclore que só serve para não fazer o que devemos.

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solo e água

Nas nossas terras todos conhecemos alguns sinais, bons exemplos, indicando-nos que alguma coisa está em processo de mudança para melhor. Enquanto o folclore, às vezes ofensivo, das startups anima os nossos melhores centros de excelência, quase sempre ligados às universidades, a fazerem inutilidades em série, o mundo real onde as pessoas vivem, onde os rios correm e as árvores crescem, começa a mostrar-nos excelentes práticas. Num destes fins de semana tentei visitar num dos bairros, tipicamente rural, da cidade em que habito, um mercado local que começa a ter fama. Os pequenos produtores juntaram-se, ganharam alguma escala, ajudam-se e a coisa está a correr bem; entre a agricultura tradicional e a biológica, as pessoas reconhecem a qualidade dos produtos e aderem com natural facilidade.  Escrevo “tentei”, porque, como um perfeito urbano, falhei o dia, fui no sábado e o mercado é ao domingo. Mas, graças à simpatia das pessoas simples do campo, rapidamente fui informado que ali mesmo ao lado num outro bairro – daqueles que não deviam existir, porque não é rural nem urbano e de qualidade nada tem –, havia nesse mesmo dia um mercado “muito melhor”.

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participar

Participar é das atitudes que mais falta fazem nestes tempos. Andamos muito afastados do que nos rodeia, demitimo-nos. Vivemos na ilusão de que o essencial (meios e recursos) – e porque não o acessório? –, está garantido. Parece-nos que é tudo seguro e confortável. Acomodámo-nos naquela conveniente ilusão para onde nos empurraram e nós deixámos. Este adormecimento é o que mais convém a quem nos governa. Mais do que sempre, participar é um dever. Entretanto, de quando em vez, surgem boas oportunidades que a maioria das vezes nos passam despercebidas. Está a decorrer o Orçamento Participativo Portugal. À semelhança do que se passa em muitos concelhos deste país, com os orçamentos participativos anuais, todos temos a oportunidade de propor ideias, de forma simples e expedita. Todos estamos em pé de igualdade e as ideias valem pelo seu mérito. Qualquer cidadão pode propor as ideias dos seus sonhos ou ambições, para o país, para a sua região ou terra. Às vezes até são ideias que não necessitam de muitos meios, mas como grandes ideias que são, resultam em grandes benefícios. Cada um de nós tem a oportunidade de mostrar o que vale sem custos. Podemos apresentar o número de ideias que entendermos, a sua aceitação vai depender do mérito de cada uma dessas ideias. Depois de propostas, as melhores ideias são escolhidas e postas à votação de todos os portugueses. Cada um de nós terá dois votos disponíveis e a oportunidade de votar em duas ideias, uma de âmbito nacional e outra de âmbito regional.

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refood – évora

Um dia destes ao fim da tarde fui a um dos nossos muitos supermercados, aqueles da nossa grande satisfação, e dei com um grupo de pessoas paradas num corredor…, percebi depois que esperavam pela fornada de pão quente. “Pão quente a toda a hora”, é com esta e outras tais que nos cativam como bons consumidores. Não aceitamos menos. Sou do tempo em que ia com o meu pai ao sábado à Torre dos Coelheiros, vá lá saber-se porque à Torre?, buscar o pão para toda a semana, “pão casero”. Para nossa casa e para uma série de vizinhos. Hoje muitos de nós não aceita comer pão de ontem. Mas os pobres, doentes, velhos, novos, desempregados, etc. continuam a ser nossos vizinhos e estes, muitas vezes, não têm que comer. Não é lá longe, como muitas vezes a televisão nos mostra, é na nossa rua. Pessoalmente não faço a ideia do que é viver com o ordenado mínimo, ter que escolher entre uma garrafa de azeite e as lâminas de barbear. Todavia sei que hoje, muito mais do que no tempo do pão da Torre, vivo numa sociedade de desperdício. O desperdício é uma das marcas do nosso tempo que mais me incomoda. Basta pensar no desperdício que nos caracteriza para perceber que “esta coisa” não pode ter um final feliz. Algo vai ter que mudar radicalmente. No mínimo é estranho, ou seja, para sermos mais correctos, é inaceitável um mundo em que a percentagem de obesos é semelhante à percentagem de pessoas com fome.

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“mostre o seu alentejo.com”

O que vou escrever, provavelmente,  é politicamente incorreto. Às vezes é preciso, não tem nada a ver com pessoas mas com o que as pessoas fazem, ou não fazem; todavia, as câmaras municipais, as organizações, etc. são efetivamente as pessoas. O turismo é um sucesso, as páginas do Diário do Sul assim o testemunham todas semanas, senão mesmo todos os dias. Ainda esta semana Estremoz é notícia por confirmar tudo o que já sabemos, número de turistas aumentou. Mesmo que nada fizéssemos para que assim fosse assim seria: todos os anos mais turistas. Isto é, o enorme sucesso da atividade turística, quase só, fruto de um contexto internacional e civilizacional “momentâneo”. O ir sempre para mais longe, sempre mais depressa, com maior frequência, e sempre mais barato e acessível é possível a mais humanos não é, obviamente, “eterno”. Continue reading

ano novo

Ano Novo é quase uma expressão mágica envolta por um véu que para além do qual desejamos espreitar e ter boas vistas. Sempre assim é e o resultado final é sempre o mesmo: ao dia sucede-se a noite e o amanhã depende do que somos hoje. Simples, certo e seguro; tudo o resto é bem mais incerto.

Vivemos um tempo de incerteza mas onde o essencial está à parte e por isso é certo. E nesta equação o mais relevante, a grande e boa notícia, é que esse essencial depende somente de cada um de nós.

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natalando

Esta é aquela época maravilhosa em que tudo parece mudar para pequenos e grandes. Como já aqui escrevi, para além de patetas e insustentáveis relvados, temos agora pistas de gelo. Esta das pistas de gelo é das modas mais estúpidas de que me recordo. Não consigo ver nenhum jeito nisto.

Este é o tempo em que ficamos bem retratados, sucedem-se os jantares e almoços de paz e amor e compramos o que não necessitamos muitas vezes com o dinheiro que não temos. Por uns dias vivemos no mundo do pai natal para depois voltar tudo à mesma.

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desperdício

Se há uma só palavra que caracteriza o nosso tempo e modo de vida é, sem dúvida, desperdício. É certo que é no desperdício que somos verdadeiramente eficazes. Mal usamos tudo o que tocamos: alimentos, energia, água e até o tempo. Vivíamos perto do local de trabalho, íamos almoçar a casa e agora é o que sabemos. Lembro-me de a minha mãe estar algumas vezes sem ferro de passar a roupa porque o aparelho tinha ido arranjar ao eletricista, que por acaso até vivia por cima. Parece um mundo de ficção, mas não foi assim há tanto tempo. Entretanto, fazem-nos crer que os recursos são infinitos e gratuitos. Os limões chegam-nos do Chile e as reservas de petróleo são inesgotáveis, é mais fácil acreditar no Pai Natal.

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan