arrábida 1

Serra bendita.

Porque a Arrábida merece vou continuar com o tema.

O ponto um, proposto para Arrábida a semana passada, foi a Agenda Arrábida.

É isso mesmo uma Agenda, nada de mais estudos, estratégias e muito menos consultas públicas. Esta da “consulta pública” é dos maiores logros do nosso tempo: gasta-se dinheiro e perde-se tempo no faz de conta. Quem tem o dever de decidir, pelas suas funções, que o faça; na negativa dê o lugar a alguém capaz.

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reconstruir a estrada de Borba

Óbvio e incontornável.

Não havia como não andar por aquela estrada (Ricardo Costa, Expresso, 20/11/2018). Pura verdade.

Pensámos durante dias a, aparente, estapafúrdia ideia: reconstruir a icónica estrada nº 255 que liga Borba a Vila Viçosa. Sim, não é lapso, esta é uma estrada icónica. Durante a nossa reflexão não conseguimos identificar um, um só, argumento contra a reconstrução. Tudo aponta para que a estrada seja reconstruída e reabilitada; nada nos diz o contrário. Nem a desgraça que ocorreu. Reconstruir a estrada é a melhor homenagem que se pode prestar às vítimas. Deixar ali aquela ferida, eventualmente um dia cicatriz, é o pior. Permitam uma questão: qual a estrada que não tem na sua história vítimas mortais. Todos os acidentes são estúpidos e evitáveis; o acidente da estrada 255, não é diferente. Todos os acidentes são muito graves quando envolvem vítimas mortais.

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agenda Arrábida

A Arrábida  necessita de uma Agenda. A melhor Agenda que defina o quê, quem o faz, em que prazo, com que meios e, ainda, plano de monitorização. Este é o conceito simples de uma agenda. É isto que a Arrábida tem de ter, um plano para a acção. Obviamente que não será perfeito, nunca o será, mas nada, como até aqui, é bem pior. O imenso capital da Arrábida tem que ser valorizado e tem que criar riqueza. A Arrábida é a primeira a beneficiar.

Por último a pergunta fatal, quem faz a Agenda Arrábida e quem assume a sua implementação? A semana passada já o respondi, obviamente, a Área Metropolitana de Lisboa (AML). Isto não significa que seja a AML a fazer tudo, claro que não. Muitos atores, incluindo privados, devem ser chamados à Agenda.

Tem riscos? Tem. Nada, como hoje, é o maior de todos os riscos, a começar pela tão apregoada e castradora “conservação da natureza”, que nem de conservação tem alguma coisa que valha a pena. Pela Arrábida.

artigo completo:

https://www.dropbox.com/s/c1qc38bfxf7oemz/Arr%C3%A1bida%201-%20carlos%20cupeto%20-%20Set%20DR%20Edi%C3%A7%C3%A3o%2081-pages-2.pdf?dl=0

reserva mundial de tudo

Muito, mas muito mais que reserva mundial de surf a Ericeira e a sua costa de sonho é uma reserva mundial de tudo.

Que poucos o saibam para não estragar.

Os estrangeiros sabem-no, os portugueses, para o bem e mal, como em quase tudo, andam distraídos.

artigo completo (Notícias do Mar):

https://www.dropbox.com/s/2tb56tecrnzpakz/Tejo%20a%20p%C3%A9%20na%20Ericeira%2C%20Dez%202018.pdf?dl=0

montras vivas

montras em Évora, por esta altura, chama-se Montras Vivas. Passo a passo a boa ideia vai-se afirmando.

obviamente, nunca vi ser muito diferente, a iniciativa tem inspiração e raiz privada; se o “Público” não atrapalhar já é muito bom.

é já no sábado que as montras de Évora vão ter mais vida. Esta é mais uma muito meritória iniciativa que pelo seu valor, contra muitos Velhos, se vai impondo.

pouco mais há dizer, saiam à rua, vivam o que a cidade tem de melhor e comprem preferencialmente a quem é cá da terra. Esta é uma das minhas mais velhas manias.

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aRRÁBIDA, proposta de extinção do ICNF

Se os dinossauros se extinguiram, a bem da natureza e do capital natural, porque não se extingue o ICNF?

Já escrevi duas ou três vezes sobre a Arrábida, falando do que acredito serem boas ideias. E agora, como se passa à prática?

Qual a agenda essencial para a Arrábida? Desde logo AGENDA.

Um. Nada de estudos e estratégias, o melhor caminho para estragar dinheiro. Agenda é ação.

Dois. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) é dos maiores cancros deste país. Não só não faz o que deve como impede que outros o façam. Todos o sabemos, não me vou perder em exemplos e justificações. Basta saber que em Portugal é mau viver num parque natural…  Como é mau esperar por alguém lúcido que acabe com o ICNF; a Área Metropolitana de Lisboa deve exigir e reclamar para si a responsabilidade e gestão da Arrábida. Só vantagens para todos, a começar pela serra. Esta óbvia transferência de competências do ICNF para câmaras municipais já se faz.

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interior miserável

Ao interior miserável junta-se agora a miséria da fronteira.

Mentira e mentira.

Provavelmente a mais vergonhosa fake news que por aí anda.

Tenho profunda convicção do contrário, com risco de me tornar arrogante. Não me convencem do interior pobre.

Tenho muita curiosidade em saber se a mentira que nos impingem é por ignorância ou se é intencional? Agora, como se a maldição cinzenta do interior não nos chegasse, junta-se o fatalismo da fronteira, como terra de ninguém, até agora, esquecida. A coisa é tanto mais grave quanto a responsabilidade de quem o apregoa.

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turismo em Setúbal

Desde o início deste ciclo de vacas gordas no turismo que tudo gira à volta desde, parece que a vida do país e das cidades começa e acaba com o turismo. Às vezes, vezes de mais, parece que isto vai ser sempre assim: crescer todos anos, cada vez mais turistas. De resto já sabemos, no turismo e no resto, quando a coisa vai com bons números, parece sempre que vai bem.

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vai à adega e prova o vinho

Conta a lenda que num dia frio e chuvoso de inverno Martinho seguia montado a cavalo quando encontrou um mendigo. Vendo o pedinte a tremer de frio e sem nada para lhe dar, pegou na espada, cortou o manto ao meio e cobriu o mendigo com uma das partes. Mais à frente encontrou outro mendigo, com quem partilhou a outra metade da capa. Martinho continuou viagem sem nada que o protegesse do frio. Diz a lenda que, nesse momento, as nuvens negras desapareceram e o sol surgiu. O bom tempo prolongou-se por três dias. Não sei onde entra aqui o vinho mas o ditado popular diz, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”.

Assim vai ser no próximo fim de semana por todo o Alentejo.

A nossa sugestão,

dia 10:

17:00, Adega do Mestre Daniel, Vila Alva, Cuba;

18:00, 125 anos do Moinho do Cú Torto, com Francisco Pimenta, Évora;

dia 11:

18:00, com a artista Maria do Céu Guerra, Sovibor, Borba.

 

sabedoria e conhecimento

neste mundo robótico, e artificial, na inteligência, pequenas coisas partilham e ensinam enorme sabedoria…

é estranho, só leio entusiasmos pela “inteligência artificial”, por onde anda a “inteligência natural”?

não tenho a ousadia de dissertar entre “saber” e “conhecer” mas sei, convictamente, o que me interessa é o saber; as pequenas coisas com enorme sabedoria.

a infinita sabedoria que só vê quem sabe – a reutilização de uma pequena garrafinha de dose individual de Martini, uma rolha de cortiça com duas ranhuras laterais: uma para entrar o ar outra para pingar o picante.

 

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan