401

quatrocentos e um, otros mundos desde março de 2013 atingiu 401 artigos/publicações.

COMPARTILHAR para uma rede informal de saberes úteis é a nossa missão.

emparelhamento

Uma das palavras mais usadas para caracterizar o up local é  proximidade. Na verdade a proximidade é sinónimo de contiguidade, pequena demora ou mesmo vizinhança. A proximidade surge na forma de amizade, ajuda, contacto, reciprocidade, troca de ideias e outras formas de relação social entre o indivíduo e o que o rodeia. Tudo isto é o Diário do Sul na região em que se insere e nós, os seus leitores, não só o reconhecemos como o sentimos. Sei que as pessoas, profissionais, que fazem o jornal vivem o reciproco. Isto é, é a proximidade que confere ao jornal a perfeita simbiose com a região. A mais das vezes as notícias e os acontecimentos são vividos pelas duas partes da mesma forma; porque as pessoas se conhecem. O Sr. Piçarra, o Sr. Oliveira, a Maria Antónia ou o Paulo para além de um nome teem um rosto e um jeito que quase todos conhecem. Esta similitude de emoções só é possível porque as pessoas se tocam, vivem todos os dias a mesma temperatura do ar.

Continue reading

turismo, pedras e vinho

Ciência no Verão

Universidade de Évora/Centro de Ciência Viva no Verão e Adega de Borba.

Numa breve visita à vinha é possível observar e interpretar alguns episódios da fabulosa história da Terra e tentar transpo-los para o vinho. Na adega procuraremos, no vinho, o sabor do lugar (the taste of the place) . Este é o espantoso mundo da  enogeobiodiversidade  que desejamos viver numa experiência que associa ciência, arte e cultura, através de um simples copo de vinho.

https://www.dropbox.com/s/4wek654a8s1nt6a/a%20hist%C3%B3ria%20da%20Terra%20num%20copo%20em%20imagens.pdf?dl=0

https://www.dropbox.com/s/7n3329gheugz3p8/tejo%20confraria%20%20carlos%20cupeto%20-22-06-2017.pdf?dl=0

 

 

atitude

a atitude é uma pequena coisa que faz a grande diferença. A atitude é um dos nossos maiores recursos:

  • renovável;
  • infinito;
  • melhoria permanente e infinita.

No O Mirante:

https://www.dropbox.com/s/13axgkwu1b0c7o2/atitude%20-%20carlos%20cupeto%20-%2013-07-2017.pdf?dl=0

 

patrimónios (Cuba)

Providencialmente, os últimos dias trouxeram-me cultura. Na verdade, cada vez mais acredito que o caminho da mudança é por aí e quem julga que a ciência e os patrimónios, e bem assim, a arte, são intocáveis, engana-se profundamente. Tive a oportunidade de ir a Cuba e tomar contacto próximo com o Cuba Leader; quase que se pode resumir numa palavra: fantástico. Já sabia que este pequeno concelho do Baixo Alentejo tem identidade cultural, mas é muito mais que isso; assume a sua matriz como um recurso incontornável e primordial. E não é que tem razão?

Continue reading

tabernas do Alentejo – arte e ciência

Está em curso a votação dos projectos do Orçamento Participativo Portugal.

A nossa nossa identidade cultural é fundamental para a suficiência e sustentabilidade local, isto é, para a qualidade de vida das pessoas nas suas terras.

O projecto Tabernas do Alentejo – arte e ciência foi formulado para conhecer e valorizar os nossos mais ancestrais patrimónios. “A cultura como herança moral da humanidade” (D. Amálio Marichalar em Sines) é o resgate em que  estamos empenhados – participe com o seu voto (é simples e rápido).

vote neste link:

https://opp.gov.pt/projetos/todos/211-tabernas-do-alentejo-arte-e-ciencia

partilhe nas suas redes com os seus amigos.

bola de berlim na praia

só um estúpido, muito estúpido, é contra a tecnologia digital; e só um parvo, muito parvo, considera uma app que numa praia chama o vendedor de bolas de berlim uma excelente inovação, muito útil para o cidadão comum.

ri palhaço, chora homem, sofre cão.

Vontade inadiável de comer uma bola de Berlim na praia? Há uma app para isso

este é um excelente exemplo que bem justifica o ponto onde estamos em termos civilizacionais: um Mundo onde há cada vez mais pobres que não têm água nem alimentos.

enquanto o nosso verão vai ser muito melhor nas praias, na China há uma nova profissão – o polinizador. Como exterminaram com os insectos polinizadores agora há o chinês polinizador, não sabemos se com alguma app, eventualmente de uma startup portuguesa, mas sim com um pincel a recolher pólen de uma flor para o depositar noutra.

http://consorcioapicola.cl/2012/10/10/china-disminucion-de-la-poblacion-de-abejas-obliga-agricultores-a-polinizar-a-mano/

http://www.fenatracoop.com.br/site/em-sichuan-china-homens-abelhas-polinizam-os-pomares-com-as-maos/

como se vê estamos mesmo no bom caminho.

“em que pensa o porco?

só em bolota.”

 

 

àgua como fogo

Às vezes, a curiosidade é maior que o bom senso e cometemos “loucuras”. Assim foi no feriado de 15, em que rumei a Cáceres pelo Tejo, onde a Confraria Ibérica do Tejo (CIT) organizou um seminário. Mais um a juntar a dezenas de outros que deste há muito vão acontecendo. Como cristão, interrogo-me se terá sido pecado dedicar um feriado santo a ir a Cáceres. Na verdade, os rios merecem isto e muito mais e, no fim, valeu a pena ir a Cáceres. A nova CIT pode ser uma boa oportunidade para cuidar do Tejo, mas aquilo que presenciei em Cáceres deixa-me muitas dúvidas: mais do mesmo, isto é, gastar dinheiro que contribui para a nossa pobreza. Bom, o certo é que em Cáceres o Tejo estava bem representado, o que infelizmente só por si não chega. Do mais curioso que se passou em Cáceres foi, na primeira mesa redonda do dia, ficar evidente que cada um dos presentes tinha uma ideia diferente do que se estava ali a passar. O ponto alto do ridículo aconteceu quando a representante do Governo português, Helena Freitas – mulher com peso, porque coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior – se viu obrigada a intervir e a dizer aos organizadores o que estavam ali fazer.

Continue reading

festas e festarolas

Entre o quotidiano, muitas vezes exigente,  que nos entra pela porta o tempo é de autárquicas. Leia-se o Diário da Região (este texto foi publicado neste jornal no dia 28 de junho) e não restam dúvidas. Na verdade o folclore é imenso, em franca oposição ao estado de alma e vontade para o exercício do dever da participação do comum do cidadão. Talvez para contrariar, ou disfarçar o desalento do cidadão, as festas multiplicam-se, como bem referiu Manuel Henrique Figueira recentemente neste jornal.  Interrogo-me donde vem o dinheiro para tanta festa, quando quase sempre falta para o essencial e importante?

Continue reading

fogo, pior que dantes

Li o que escrevi em anos idos sobre fogos e torna-se incontornável voltar ao tema. Setembro de 2013: “o que se passou no Caramulo é demasiado grave para ficarmos pelo habitual (…) Num contexto só comparável a uma situação de guerra, a exigência técnica e o risco são demasiado elevados para bombeiros voluntários amadores. Neste combate, nesta frente, só podem estar profissionais altamente qualificados, preparados e equipados.” Há menos de um ano, em agosto de 2016, andei nas florestas de Pedrogão Grande e Figueiró dos Vinhos e neste mesmo jornal escrevi: “Andei, passo a passo, algumas dezenas de quilómetros na floresta do centro do país e a pergunta que constantemente me assolava era só uma: ‘como é possível isto não arder?’ No estado em que se encontra a floresta vai arder de certeza.” Ainda a este propósito escrevi em setembro de 2016 que a área ardida em Portugal é maior que a de toda a Europa: “Por cá o ‘negócio do fogo’ está mal equacionado, pois a grande fatia do investimento é feita num segmento da fileira não rentável, o apagar fogo. Imagine-se o resultado diferente se os mesmos recursos fossem investidos em limpeza, conservação e valorização da floresta.” Chegamos a 2017 e tudo pior que dantes. Um ano e uma comissão interministerial de sete ministros depois, o que mudou? Nada. Somos um país do terceiro mundo (bombeiros voluntários, gente que descansa a consciência com paletes de leite para os bombeiros e roupas para os desalojados…), com riscos, sistemas (comunicações, centro de comando…) e equipamentos (jipes, carros de combate, fardas…) do primeiro mundo.

Continue reading

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan