alentejo mágico

          paula varela, zambujeira, 17 – jan – 2019

arrábida 2

Dois, natureza. Um valor incalculável.

Calcular, em Euros, o valor do Capital Natural da Arrábida é a tarefa principal para proteger e valorizar a natureza e criar a riqueza para que se viva mais feliz nesta abençoada terra.

A natureza exige ser viva e vivida, esta deve ser a inspiração, o DNA, da Agenda Arrábida. A natureza não vivida é morta. A Arrábida merece e tem de ser vivida. Só assim pode ter vida e ser rica. A prática de proibir para proteger é errada. É tempo de corrigir tamanho disparate. A Agenda Arrábida deve começar por aqui. Como? A vida, o quotidiano, o bom senso mostra-nos que proteção e valorização de recursos não só são compatíveis como se complementam e potenciam. O inventário do Capital Natural da Arrábida está mais que feito. Falta calcular o seu valor em Euros, esta é uma tarefa não só necessária como prioritária. Esta informação vai possibilitar a tomada de decisão mais consciente e verdadeira. Logo de seguida vem a questão: o que fazer, como valorizar este potencial? Espreitar o que faz quem faz melhor que nós não custa muito. Provavelmente seremos surpreendidos pela simplicidade de muitas ações e, sobretudo, pelo seu efeito muito positivo. Isto é, contrariamente ao que se sempre pensa por cá, não são necessários milhões de Euros.

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país avariado

Suspeito que este país do faz de conta precisa de urgente arranjo. Estou enganado? Antes estivesse. Não passa dia que não depare com fartas evidências de que a tal crise ainda por aí anda e bem presente. Enganam-nos como querem e lhes apetece até ao momento que necessitamos de ir ao hospital, de viajar de comboio, de recorrer à justiça… Falar em eficiência energética, descarbonização, luta contra as alterações climáticas, aposta nos transportes públicos, economia circular, ciclovias, etc., etc., como faz com muita facilidade o Primeiro Ministro, ainda por cima com um subjacente e cínico sorriso, é fácil. Depois encalhamos num país miseravelmente produtivo que necessita de 2,5 vezes o seu território para gerar a nossa pobre riqueza, é mau demais.

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o moinho do cú torto

Aqui mora o Alentejo, o Moinho é a verdadeira alma do lugar. Muito mais que um restaurante o  Moinho é um monumento que tem Évora ao lado. Isto não é por acaso, há um homem como poucos, um homem que é uma força viva desta terra, o Sr. Ludgero. Por aqui, muito mais que almoços e jantares como em poucos restaurantes, acontecem coisas fantásticas pela mão deste Senhor e da sua equipa, um verdadeiro serviço público em prol da sua cidade, do Alentejo, da sua cultura e identidade.

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“a Índia não é uma viagem banal”

partilhar a experiência de uma viagem à Índia é o que vão fazer a Isabel,  o Rui e o António na Conversas de Cesta no próximo domingo às 18:00.

junte-se a nós e convide os seus amigos.

” a Índia não é uma viagem banal”, conta-nos o fotografo francês Georges Dussaud no seu novo album L’Odeur de l’  Inde. Muito curioso é o fotografo francês comparar a experiência que viveu na Índia com a sua larga “vivência de fotografia” no norte de Portugal.

No Público de hoje:

https://www.publico.pt/2019/01/06/culturaipsilon/noticia/georges-dussaud-india-nao-viagem-banal-1855025

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan