amazónia

Amazónia, num repente, é o tema do dia de toda a gente. Como se fosse simples e como se todos tivessem a formação e informação suficiente para mandar palpites. Na verdade é assim com tudo. Perdoem-me, mas também tenho o direito de opinar. Interrogo-me, este jogo, sem regras, interessa a quem? Rapidamente penso no fogo de Pedrogão, aqui na nossa terra em direto na TV. Dois anos depois onde está o português que honestamente pode falar publicamente de Pedrogão com perfeito e total conhecimento da coisa? A Amazónia é só o maior e mais complexo ecossistema do planeta Terra, a cerca de 8 mil quilómetros de Lisboa. Quem pode, por dá cá aquela palha, mandar uns palpites? Simbolicamente a triste figura do colega Francisco Ferreira, dessa aberração que se chama Zero, é bem o retrato da coisa: solo, água, floresta, recursos minerais, fauna, flora, etc. fala-se de tudo sem se saber de nada. É o Bolsonaro que o justifica? O ridículo é tão grande que qualquer ignorante se arroga o direito de opinar.  Na verdade, pela sua importância global, a Amazónia “é de todos”, mais corretamente “interessa a todos”. Salvas as devidas proporções o maior lago artificial da Europa, o nosso Alqueva, é de todos, no mínimo dos nossos vizinhos espanhóis, certo? Imaginemos que os nossos parceiros, ou apenas os espanhóis pelo interesse mais direto e óbvio, encetavam uma campanha de opinião e de reclamação de tão importante e valiosa massa de água. Alguém acredita que o D. Afonso Henriques iria gostar? Haja paciência.


HD, otro mundo

otros mundos

este mundo é muito igual a otros. depois de uma pausa, sem razão, apenas porque sim, ou não porque não, otros mundos volta.

na verdade todos os dias há razão para escrever otros mundos.

ou o escrevemos, ou não.

a Essência É, não necessita de justificação, estudo ou investigação, tão comuns no nosso tempo e que, a mais das vezes, para nada servem além de justificar os recursos gastos, mal gastos.

escrever porquê? escrever para quê? dizem alguns: escrever para viver; escrever para partilhar; escrever para o próprio. um famoso escritor escreveu que escrevia para ele…

escrever porque SIM…

à beira mar plantados

era uma vez um povo que vivia num jardim à beira mar plantado.     brando clima, brandos costumes.                                                                       vida fácil, tudo a ajudar, até a história.                                                                até que num repente, no meio da floresta de iguais, surge um lobo mau, Sócrates.                                                                                                                                   contrariamente a que este povo pensa essa criatura não está só, tem muitos, mas muitos seguidores, e, muito importante: não surge do nada. pensavam que tudo se resumia a Sócrates?                                                                                                                         santa ingenuidade a deste povo; povo de onde emanam estas criaturas.   a candura imaculada deste Constâncio nunca inspirou confiança. tantos, mas tantos, iguais aí no ativo. Na verdade estes lobos, tipo Capuchinho Vermelho (Constâncio), são os mais perigosos.

pobreza

esta é uma micro estória de pobreza em que os portugueses aposta e, em particular, os alentejanos acreditam:

” ALENTEJO O Bloco de Esquerda está contra a prospeção de ouro e outros minerais nos concelhos de Évora, Montemor-o-Novo e Vendas Novas.”

by bike

Como, quase, todos sabemos estes tempos estão patetas e querem fazer de nós parvos. Na cidade onde vivo, do dia para a noite, aconteceu o 1º Encontro Nacional de Rotas e Infraestruturas Cicláveis. Ao que lá disseram a propósito do dia da bike (a bicicleta portuguesa) que a UNESCO instituiu (dia 3 de junho). Parece que andamos a fazer grandes descobertas e que usar a bicicleta é uma grande inovação – mobilidade sustentável, todos muito amigos do ambiente etc. Haja paciência. Num repente o transporte dos pobres virou uma inovação só possível aos mais abastados. Fiquei a saber que há uma empresa pública, Infraestruturas de Portugal Património (IP Património) dedicada à grande causa. Neste caso justificada pelas linhas de comboio e estações abandonadas que há uns anos se chamam Vias Verdes. Até quando é que vamos suportar que o nosso dinheiro seja assim estragado? Apesar do Encontro ser Nacional o que valeu a pena foram os exemplos que vieram de fora, designadamente de Espanha. O resto, por cá, é o faz de conta habitual, uma “família” de gente com o interesse nas bikes que governa a vida com a coisa. Como sempre. O presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta informou, com satisfação, que o Ministro das Infraestruturas criou um grupo de trabalho para por ordem na coisa: obviamente que ficamos todos a saber que nada se vai resolver.  Dois singelos exemplos, aqui do lado, mostram o ponto onde estamos. Numa serra despovoada da Andaluzia (como o nosso “desgraçado” interior) há uma destas vias verdes (Via Verde de la Sierra, está tudo na net) com cerca de 36 km que é gerida profissionalmente. Esta infraestrutura, via verde, criou 35 postos de trabalho diretos. Em Girona, na Espanha rica e povoada, foi criado o Consórcio das Vías Verdes de Girona, uma entidade pública de carácter associativo e de natureza institucional e local. O orçamento anual é cerca de um milhão de Euros e as receitas mais de três milhões. E por aqui me fico.

faz de conta…

um pacote de bolachas de 1,8 €, três embalagens, 3 materiais.

viva a charada do ambiente, sustentabilidade e outras tais.

um enorme faz de conta…

sismo de 1969

E se fosse hoje? Esta é a pergunta. Portugal é um país, naturalmente, perigoso e cada vez mais o será. O país é perigoso devido à sua localização geográfica (incluindo uma coisa que se chama geodinâmica interna; neste caso a perigosidade vem-nos da “localização tectónica”), à sua geodiversidade, ao seu clima e à sua exposição atlântica. Com este contexto, a probabilidade de acontecerem fenómenos naturais perigosos é elevada.

Na Conversas de Cesta, Luís Lopes, professor na Universidade de Évora vai conduzir a conversa à volta deste importante assunto.

Domingo, dia 26, 18:00, no Junqueiro (Parede/Carcavelos).

Sinta-se convidado e convide.

tudo o que é bom…

tudo o que é bom merece ser partilhado.

o bom é o que mais gosto de partilhar, embora às vezes possa não parecer porque infelizmente escasseia.

artigo de Miguel Esteves Cardoso:

https://www.dropbox.com/s/m30wjxd8q855ctq/mec%20-%20jo%C3%A3o%20felix%20-%20Publico-20190520-p%C3%A1ginas-13.pdf?dl=0

miseráveis

o Tejo, o nosso rio, é bem o espelho do resto.

hoje no Público:

https://www.dropbox.com/s/x3lcqs69b5bh1dr/tejo%20-%20Publico-20190514-p%C3%A1ginas-22.pdf?dl=0

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan