sustentabilidade insustentável

Para além de tudo o resto o modo de vida a que chegámos é uma mentira maior que este mundo, conveniente para uma ínfima minoria.

A seca que vivemos em Portugal é uma boa oportunidade para tornarmos a conversa em coisa séria.

Hoje no jornal Público:

https://www.publico.pt/2018/02/23/sociedade/opiniao/sustentabilidade-insustentavel-1803240

enoturismo – coisas de vinho

este mês, dia 22, vamos conversar sobre Enoturismo:
José Mateus Ginó (Presidente Executivo da FEA) e António Ceia da Silva (Presidente da Entidade Regional de Turismo)
vinho à prova FEA – Pedro Baptista

o anfitrião é a Fundação Eugénio de Almeida – Adega da Cartuxa – Quinta de Valbom – Évora.
jantar vínico (20:30), inscrição obrigatória, número de pessoas limitado, preço 25€/pessoa:

enoturismo.cartuxa@fea.pt

telef: 266 748 383

(pf divulgue pela sua rede de contactos)

sustentabilidade local

Klaus Schwab é o presidente executivo do Fórum Económico Mundial, que todos os anos reúne na pequena cidade Suíça de Davos. A reunião deste ano aconteceu há umas três semanas e alguns dos leitores certamente que se lembram de ter ouvido falar no assunto. Este ano o nosso governo esteve lá euforicamente representado, incluindo o primeiro ministro. Euforicamente, porque o sucesso do país, Portugal, extravasa naturalmente as nossas fronteiras, mesmo que a OCDE tenha dito, na semana passada, que o nosso ensino superior está tão longe do que devia ser, como o diabo da cruz.

Continue reading

boas ideias para a minha terra

Boas ideias para a minha terra pode ser uma grande motivação. Depois de uma primeira edição em 2017, está em curso o Orçamento Participativo Portugal 2018. Tal como no ano passado, os grandes protagonistas somos nós, os cidadãos. Não há políticos pelo meio, ou o que seja, que nos possa atrapalhar. Não há desculpas. Até 24 de Abril, todos nós podemos submeter boas ideias para a nossa terra, para Portugal, em www.opp.gov.pt. Aquela ideia que todos temos no café… bom de falar, sempre mais difícil de concretizar.

Continue reading

Portugal, caro e perigoso

A brandura que nos caracteriza, em quase tudo, não se confirma em matéria da perigosidade natural do nosso território. Portugal é um país naturalmente perigoso e cada vez mais o será. Provavelmente, os tais brandos costumes levam-nos viver o dia ignorando esta dispendiosa realidade sem nada fazer. O ano de 2017 é excelente para ilustrar esta verdade: fogo e seca.

O país é perigoso devido à sua localização geográfica (incluindo uma coisa que se chama geodinâmica interna; neste caso a perigosidade vem-nos da “localização tectónica”), à sua geodiversidade, ao seu clima e à sua exposição atlântica. Com este contexto, a probabilidade de acontecerem fenómenos naturais perigosos é elevada. A tendência é que esta realidade se agrave progressivamente perante as alterações climáticas em curso, que se juntam assim à variabilidade climática e a tudo o resto já referido. Apenas sabemos que este tipo de ocorrências, que causam danos humanos e materiais, dando lugar ao risco, serão cada vez mais frequentes, intensas e imprevistas.

Artigo completo na edição do Expresso de 3 de fev. de 2018:

https://www.dropbox.com/s/dlamzomfvygmmv6/carlos%20cupeto%20-%20Expresso%203%20fev%202018%20-%20portugal%20caro%20e%20perigoso.pdf?dl=0

Amarante – terra de patrimónios

As terras de patrimónios têm um encanto especial. Por ora o termo “patrimónios” é orgulhosamente um exclusivo meu. Enquanto isto, Amarante com o seu Tâmega, convidou-me a vivê-la durante um fim de semana. Esta é uma terra de patrimónios com muito encanto. Provavelmente este é um dos segredos mais bem guardados de Portugal; encanto, beleza, cultura e tradição. Não é Porto, não é Douro, não é Minho nem Trás-os-Montes, é tudo isto.

Continue reading

terras de rio

As terras de rio têm um encanto especial. Por ora o Tejo não conta, melhor, conta, devemos acreditar que o desencanto é momentâneo. A última vez que aqui escrevi sobre o Tejo alguns consideram-me exagerado. Infelizmente tinha razão. Enquanto isto, Amarante com o seu Tâmega, convidou-me a vivê-la durante um fim de semana. Esta é uma terra de rio com muito encanto. Provavelmente este é um dos segredos mais bem guardados de Portugal; encanto, beleza, cultura e tradição. Não é Porto, não é Douro, não é Minho nem Trás-os-Montes, é tudo isto.

Continue reading

laurásia

Como ninguém sabe o que é um milhão de anos, talvez não seja fácil imaginar que há muitos milhões de anos existia um enorme continente no hemisfério norte da Terra que incluía as actuais América do norte, Europa e Ásia; esse continente chama-se Laurásia. A organização dos continentes já não é assim hoje, como sabemos, a Terra “mexe-se”, e é também por isso que aconteceu o sismo de Arraiolos. É também por isto que somos “escravos da geologia” e temos o bom vinho que temos. Mas a motivação deste escrito não é nada disto, mas sim a Laura.

Continue reading

desafios, reformas e compromissos

PORTUGAL NO FUTURO: DESAFIOS, REFORMAS E COMPROMISSOS

no sábado passado, em Lisboa, decorreu o III Congresso da Plataforma para o Crescimento Sustentável (PCS).

a PCS é, segundo os próprios, uma “think tank que visa contribuir para a afirmação de um modelo de desenvolvimento sustentável, num quadro de ampla participação nacional e internacional.”

gostei muito do que lá ouvi e por isso aqui o partilho, no quadro da minha total independência partidária e ideológica, assente numa profunda convicção de que podemos ser um país melhor, mais rico e feliz – para tal temos que lutar contra a pobreza, designadamente a de espírito, não contra a riqueza.

‘O Manifesto para um Estado Moderno’:

http://www.crescimentosustentavel.org/media/manifesto_estado_moderno_bx.pdf

A intervenção de Jorge Moreira da Silva:

A intervenção do Senhor Presidente da República:

 

 

 

 

o outro Tejo

O excelente edifício da Casa das Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Rodão, recebeu o II Seminário Transfronteiriço – Desenvolvimento das Comunidades Ribeirinhas do Rio Tejo.  A iniciativa coube à Confraria Ibérica do Tejo (CIT) que, em junho de 2017, promoveu o I Seminário em Cáceres; a este propósito dediquei esta mesma coluna. No que respeita a Vila Velha de Rodão, vou fazer o mesmo, é o meu contributo para a nobre causa do Tejo, mas sou sincero, não sei por onde, nem como começar. O meu sentimento é profundamente contraditório.

Continue reading

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan