vinho trabalha bem

 

A vantagem de andar de olhos abertos é enorme. Quando menos se espera, vemos coisas fantásticas que enriquecem a nossa existência. Um dia destes, nas recorrentes viagens que faço de um lado para outro, onde nada de relevante se espera por razões óbvias, aconteceu uma daquelas situações que valem a pena. Os meus olhos bateram na traseira de um camião TIR que ostentava uma imagem fabulosa. Por ir de olhos abertos ganhei o dia e mais alguma coisa: a enorme fotografia tinha como ponto central um caminho de terra que se perdia no infinito da planície alentejana. Acontece que o referido caminho era ladeado por vinhas, também elas infinitas. A (con)fusão da estrada em que estávamos a rolar (A6) com esta imagem foi qualquer coisa de soberbo. Tão bom como o excelente vinho que produzimos e que, como este exemplo evidencia, tão bem promovemos. Este sublime exemplo mostra-nos que é possível fazer bem mais e melhor.

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tejo a pé em março e abril

desde há 10 anos que um grupo de amigos (amigo trás amigo) faz uma caminhada.

Tejo a pé porque a coisa surgiu informalmente na ex Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P.

em março andámos pelo Tramagal.

Notícia no Notícias do Mar que todos os meses nos publica:

https://www.dropbox.com/s/5wvqu6n2t3a5unw/noticias%20do%20mar%20-%20tejo%20a%20p%C3%A9%20no%20Tramagal%20-%20mar%202018.pdf?dl=0

em abril vamos ao Sado e Palmela, imperdível:

https://www.dropbox.com/s/f50ps07evv6zoet/caminhada%20-%20projecto%20rom%C3%A3%20%28abril%202018%29.pdf?dl=0

viva a animalidade

A forma como tratamos os animais é o perfeito retrato do que somos. No largo de  Santa Apolónia, em Lisboa, a estação ferroviária  onde muito se chega e parte, há um pequeno chafariz encimado por uma placa onde se pode ler: “os animais necessitam de mais humanidade”. Somos uma Humanidade que de “humanidade”, no melhor dos sentidos, pouco ou nada tem. Quanto mais conheço a humanidade, mais aprecio e admiro a animalidade.

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falar de vinho ao fim da tarde

a tertúlia do vinho em Évora/Alentejo volta dia 19, 5ª feira, 18:30, no Estrela d’ Ouro.

Estrela d’ Ouro (no centro UNESCO da cidade de Évora) será o palco para “o vinho ao fim da tarde”.

O vinho ao fim da tarde,com Vanessa Scnhitzer, estudante de PhD na UÉv.

Provaremos Courela da Toure da Agrovinaz.

Depois do dia de trabalho venha passar um bom bocado, traga os seus amigos.

 

o elefante do Tejo

E a montanha pariu um elefante. Um elefante que o Ministério do Ambiente (MA), o Governo e o Estado Português aceitam como se fossem pipocas na matiné do cinema. A nós, povo, cabe-nos assistir, impávidos e serenos, aos programas da impreparada Fátima Campos Ferreira – lembram-se do programa sobre o Alentejo diretamente de Reguengos de Monsaraz? Tejo: desde logo a coima de 12.500 €, à Celtejo, proposta pela Inspeção Geral do Ambiente, transformada numa advertência pelo tribunal, confirma a empresa como cumpridora da lei, isto é, das regras impostas pelo MA. Não bate certo já todos o compreendemos.

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auto-suficiência [Conversas de Cesta]

o grande desafio da auto – suficiência partilhado por quem o faz.

muitos de nós sonhamos com um modo de vida diferente, mais sustentável.

muitos lemos ou ouvimos falar… todos temos ideias fantásticas e planos ainda melhores para um futuro distante, talvez um dia. Todavia há quem faça agora, com sucesso.

a Tatiana e o Cláudio vivem a 15 minutos de Lisboa e são auto-suficiências, é da sua experiência que nos vêm falar no domingo, dia 8 às 18:00.

venha também, partilhe este convite com os seus amigos.

floresta, fogo e comissão

[comissão técnica independente: há “comissões técnicas” que não são independentes? ]

João Guerreiro, coordenador da Comissão Técnica Independente (CTI), afirmou duas coisas lapidares que há muito escrevi nestas páginas: i. “As autoridades de protecção civil não entenderam bem o que podia vir a acontecer”, se a protecção civil não entende quem entende? Para que serve então a Autoridade Nacional de Protecção Civil? ii. “É fundamental a profissionalização do combate e da primeira intervenção”, obviamente, uma guerra, como o fogo, não se combate com amadorismo “voluntário”.

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o vinho e a literatura

a 16ª tertúlia Coisas de vinho que decorreu, dia 22 de março, na livraria Fonte de Letras no centro de Évora, foi um momento alto. José Mora Ramos, engenheiro de barragens, escritor, ensaísta, dramaturgo, realizador e artista, não fez a coisa por menos.

a sala encheu,  as presenças da Magnífica Reitora, Ana Costa Freitas, e da Directora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, elevou, mais uma vez, a sessão.

seguiu-se um agradável jantar de grande qualidade no restaurante Dona Laura.

voltamos no dia 26 de abril com mais um tema, um produtor e noutro cenário.

Reportagem no Diário do Sul:

https://www.dropbox.com/s/6b3jg2yh5odwdo1/o%20vinho%20e%20a%20literatura%20-%20DS%20-%20mar%C3%A7o%202018.pdf?dl=0

Reportagem no Mirante:

http://omirante.pt/omirantetv/2018-03-27-Vinho-e-Literatura-tertulia-em-Evora

ainda a floresta

Pelas razões que todos sabemos a floresta continua na ordem do dia. Pode parecer um paradoxo, mas para escrever sobre floresta vou-me fixar na nossa magnífica capital, Lisboa. É verdade, Lisboa tem uma floresta magnífica e admirável que devia servir de exemplo para todo o país. Mais, o exemplo do Parque Florestal de Monsanto pode e deve constituir motivo de orgulho para todos nós. Saibam que qualquer desses emblemáticos parques verdes, mais ou menos urbanos, que as grandes capitais mundiais exibem e que todo o mundo conhece, até pelo cinema, são ridículos quando comparados com Monsanto. No meu tempo de menino, ir a Lisboa visitar o Jardim Zoológico era um sonho de todas as crianças. Pois bem, o Zoo que me desculpe, mas Monsanto está muito à frente. O sonho das crianças e pais de hoje devia associar Monsanto ao Zoo.

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água

“o ministro do ambiente julga que é dono da água”, afirma o presidente da CAP ao jornal Público.
é forte mas é verdade; não está em causa a postura do MA.
a verdade é, quem manda na água são os agricultores que consomem 80% da água em Portugal. nesta e noutras matérias o MA é uma figura decorativa.
numa sociedade do futuro, com”nível de consciência superior” o ambiente é intrínseco a todos os sectores e o MA não tem razão de existir. Em boa verdade, se pensarmos um pouco, talvez já assim seja.

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan