barcelona

ri palhaço. chora homem. sofre cão.

em mais um dia muito triste, depois de uma barbaridade, que dificilmente se compreende e aceita como manda a Bíblia, nada mais falta ler, ouvir e ver.

entretanto este jardim retângular, (des)governado por  um bando de irresponsáveis e incompetentes, não precisa de terroristas, as árvores encarregam-se do trabalho, quando ardem ou caem.  Continuamos em festa, como ontem se viu o PR e Primeiro Ministro em Pedrogão na nova cozinha da velhinha de 91 anos. Tudo normal, a irresponsabilidade não é responsável. Os turistas que venham em quantidades e levem o que quiserem desde que paguem alguns euros, mesmo que o país morra à sede. Ainda ontem às 15:00 com 40ºC em Montemor – o – Novo um joper regava abundantemente uma pateta rotunda relvada.

pouco tempo depois de Barcelona um (ir)responsável governamental apressou-se a adiantar que não haviam portugueses entre as vitimas; “uf correu tudo bem!”. Vinte e quatro horas depois sabemos que há uma portuguesa entre as vitimas mortais e a jovem neta está desaparecida.

isto de zero mortos ou um morto, num país onde se arde com alguma facilidade, não tem muita importância, apenas revela e confirma uma enorme irresponsabilidade e incompetência.

 

mágicos do turismo

Continuamos, por mais umas semanas, no tal tempo de férias. Por muito que custe a admitir o sucesso do turismo é apenas o imediato e esta é “apenas” a industria mais predadora do século XXI: o objetivo é viajar cada vez para mais longe em menos tempo com a intensidade máxima, dando uma nova expressão à máxima do “quanto mais melhor.” Depois da viagem em low cost, o turista no destino exige e consome sem limites. Este turismo é um produto do nosso tempo com uma fatura de valor incalculável, que inevitavelmente será cobrada um dia: “faz e leva o quiseres desde que pagues”, o quanto basta para o nosso contentamento. No fim, como sempre é, resta-nos uma certeza o custo disto vai ser enorme. Tudo o que estamos a vender como produto turístico (monumentos e pouco mais) todos os outros têm, muitas vezes melhor.

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despovoamento do campo

O conhecido jornalista José Gomes Ferreira diz em O Mirante que “a desertificação do mundo rural é uma tendência irreversível”. Refere-se ao despovoamento, claro, mas felizmente está equivocado. Na verdade, como bem diz, o abandono do campo não é um fenómeno português, mas global. Diz-se que cerca de 80 por cento dos europeus vivem em cidades, mas suponho que não são cidades como Santarém e Abrantes; são das outras, grandes, onde há muito deixou de haver estações do ano. Só que esta verdade de hoje é meramente circunstancial e um dia destes, num repente, a coisa vai mudar. É inevitável que mude.

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turismo depredador

“alegres, cegos e patetas” é a melhor legenda para os responsáveis portugueses eufóricos com o sucesso do turismo:

http://observador.pt/2017/07/30/fotogaleria-lavertezzo-o-paraiso-suico-que-foi-destruido-por-um-video-viral-no-facebook/#comment-post-2200862-1617682

enquanto isto, por cá, na busca dos euros para o abençoado crescimento, “paga e leva o que quiseres”, intensidade máxima, dando uma nova expressão à máxima do “quanto mais melhor.”

está-se mesmo a ver qual vai ser o fim.

famílias

À beira da pausa anual, alguns temos este privilégio de dias para nós a que chamamos férias, dou comigo a refletir sobre o passado recente e o momento atual. Dou conta que já passaram duas dezenas  anos em que todas as semanas tento tocar os leitores do Diário do Sul com alguma coisa que valha a pena. O que penso e escrevo é decorrente do meu “nível de consciência”. Aqui não há volta a dar e não há mentira possível, escrevo o que sou. Por isso qualquer leitor, mesmo que só me tenha lido duas ou três vezes, sobre água, ambiente, turismo ou o que seja, provavelmente já não terá grandes surpresas. Isto é, neste tempo de valores às vezes confusos, está aqui uma criatura muito conservadora na convicção da mais – valia de muito do que ficou lá para trás. Na primeira linha ponho a família e tudo o que de bom lhe está associado.

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401

quatrocentos e um, otros mundos desde março de 2013 atingiu 401 artigos/publicações.

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emparelhamento

Uma das palavras mais usadas para caracterizar o up local é  proximidade. Na verdade a proximidade é sinónimo de contiguidade, pequena demora ou mesmo vizinhança. A proximidade surge na forma de amizade, ajuda, contacto, reciprocidade, troca de ideias e outras formas de relação social entre o indivíduo e o que o rodeia. Tudo isto é o Diário do Sul na região em que se insere e nós, os seus leitores, não só o reconhecemos como o sentimos. Sei que as pessoas, profissionais, que fazem o jornal vivem o reciproco. Isto é, é a proximidade que confere ao jornal a perfeita simbiose com a região. A mais das vezes as notícias e os acontecimentos são vividos pelas duas partes da mesma forma; porque as pessoas se conhecem. O Sr. Piçarra, o Sr. Oliveira, a Maria Antónia ou o Paulo para além de um nome teem um rosto e um jeito que quase todos conhecem. Esta similitude de emoções só é possível porque as pessoas se tocam, vivem todos os dias a mesma temperatura do ar.

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turismo, pedras e vinho

Ciência no Verão

Universidade de Évora/Centro de Ciência Viva no Verão e Adega de Borba.

Numa breve visita à vinha é possível observar e interpretar alguns episódios da fabulosa história da Terra e tentar transpo-los para o vinho. Na adega procuraremos, no vinho, o sabor do lugar (the taste of the place) . Este é o espantoso mundo da  enogeobiodiversidade  que desejamos viver numa experiência que associa ciência, arte e cultura, através de um simples copo de vinho.

https://www.dropbox.com/s/4wek654a8s1nt6a/a%20hist%C3%B3ria%20da%20Terra%20num%20copo%20em%20imagens.pdf?dl=0

https://www.dropbox.com/s/7n3329gheugz3p8/tejo%20confraria%20%20carlos%20cupeto%20-22-06-2017.pdf?dl=0

 

 

atitude

a atitude é uma pequena coisa que faz a grande diferença. A atitude é um dos nossos maiores recursos:

  • renovável;
  • infinito;
  • melhoria permanente e infinita.

No O Mirante:

https://www.dropbox.com/s/13axgkwu1b0c7o2/atitude%20-%20carlos%20cupeto%20-%2013-07-2017.pdf?dl=0

 

patrimónios (Cuba)

Providencialmente, os últimos dias trouxeram-me cultura. Na verdade, cada vez mais acredito que o caminho da mudança é por aí e quem julga que a ciência e os patrimónios, e bem assim, a arte, são intocáveis, engana-se profundamente. Tive a oportunidade de ir a Cuba e tomar contacto próximo com o Cuba Leader; quase que se pode resumir numa palavra: fantástico. Já sabia que este pequeno concelho do Baixo Alentejo tem identidade cultural, mas é muito mais que isso; assume a sua matriz como um recurso incontornável e primordial. E não é que tem razão?

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan