miseráveis

miseráveis

estado-governo-gerigonça…

catarina-jerónimo-costa, com o amém de marcelo!

“estado aumenta em 14,6% o número de recibos verdes”

que moral tem este estado para exigir diferente ao mais vigarista dos cidadãos?

que vergonha!

que povo é este que assiste passivamente?

neste mesmo dia a catarina, como se nada tivesse a ver com a coisa (provavelmente a responsabilidade é do p coelho), brada de coimbra que o maior incumpridor é o instituto de emprego e formação profissional…

que mais falta acontecer?

 

telenovela na Tailândia, ou a prova que este mundo anda louco

o Público hoje de manhã titulava:

«Falta retirar cinco e garantir

que “isto nunca mais aconteça”»

garantir que isto nunca mais aconteça?

entretanto sobre muito do essêncial nem uma palavra.

conheço Chiang Rai e alguma coisa do campo à volta.

com o clima da Tailândia, chuvas torrenciais e  persistentes nesta altura do ano, só um palerma inconsciente (o treinador) é que se mete numa gruta para se proteger da chuva.

este senhor não é detido e não lhe são acatadas responsabilidades?

e já agora, quem é o demagogo que pode garantir que “isto nunca mais aconteça”?

finalmente, na edição espanhola do Huffpost,  Frank Cuesta indigna-se com a cambada de irresponsáveis que se meteu na gruta:

https://www.huffingtonpost.es/2018/07/10/frank-cuesta-estalla-sobre-los-ninos-de-tailandia-son-unos-irresponsables-y-un-necio_a_23478874/

catástrofe no Japão

como acontece uma coisa destas num país como o Japão?

já aconteceu; vai voltar a acontecer, em países ricos e pobres; só não sabemos quando e onde?

vivemos e construímos como se não houvesse natureza…, temos a ilusão que a tecnologia tudo resolve.

e quando for cá?

pensam que é só o fogo?

quando for cá vai ser bem pior.

querem saber uma coisa, que uns nos escondem e a maioria ignora? Portugal é um país perigoso.

educação

Seja qual for a questão esbarramos sempre na educação, não há caminho alternativo. Como todos sabemos há muito que a educação não vai bem no nosso país. O resultado só pode ser um. Confesso-vos que depois de mais 30 anos a lecionar, partilho, com alguns colegas, momentos de reflexão de autêntico desespero. O que fazer?

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Tejo ao vento

Há uns anos que a beira Tejo é palco para um bonito festival de papagaios ao vento. Imagine-se que vêm equipas de vários países. Deste ano não passou e fui lá espreitar. Valeu muito a pena. No caminho pensei: como voariam os ditos se não estava vento? Mas o Tejo é assim, uma vez na praia, mesmo sem perceber nada da coisa, o vento não enganava, fazia-se sentir de forma contínua e persistente. Tudo muito bom. Depois de andar um tempo de cabeça no ar, não faltou uma excelente esplanada, muito confortável, onde estavam umas largas, larguíssimas, dezenas de pessoas com o olhar entre a terra e o céu. Só faltou mesmo uma bebida fresca, pois não havia serviço de esplanada. Por aqui me fiquei, deixei de ver os papagaios e a magnífica paisagem, a imaginar como se pode tomar uma decisão destas: “não temos serviço de esplanada”?…

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pobres mas contentes

… “justiça para quem trabalhou” e “trabalho para quem precisa”, há alguém que não precise? E, quem trabalhou foi injustiçado? Falta saber o essencial, onde está esse trabalho para quem precisa? Como aparecem essas oportunidades de trabalho? É com mais uma lei, um programa, uma medida que se consegue trabalho? Ou, por ora, com o “milagre do turismo”? Muito significativo é o salto civilizacional que é falar de trabalho e não de emprego. Faltarão agora, só, umas décadas para o resto: sabermos de onde vem o trabalho que todos necessitamos. Esperemos pois, para, naturalmente, todos chegarmos à boa conclusão e deixarmo-nos de mentiras. O  “enganados mas contentes” também é um rótulo que nos assenta bem.

Artigo completo no Diário da Região (Setúbal):

https://www.dropbox.com/s/woew6orzr0f213c/carlos%20cupeto%20-pobres%20e%20contentes%20-%20DR%2015%20jun%2018.pdf?dl=0

toussinho

todo o país o conhece e muitos tivemos  o privilégio de com ele aprender, é o Professor, grande mestre, Galopim de Carvalho, o “divulgador de saber”.

nos finais dos anos 70, depois da Politécnica arder, cheguei à Faculdade de Ciências num clima de grande agitação social e politica. Para um eborense tímido a coisa não foi fácil e deu em chumbo no 1º ano, disfarçado com a reestruturação do curso; uma verdadeira Bolonha em setenta, imaginem. Julgo que muito graças à visão de outro grande geólogo, Carlos Romariz, que já por cá não anda.

quando o Prof. Galopim me apareceu pela frente foi uma lufada de ar fresco, mais concretamente de afectividade e carinho, muito para além da geologia. Ouvi na 24 de julho, onde tínhamos aulas devido ao fogo, a minha língua materna, alentejano, de Évora onde o Professor nasceu. Pela primeira vez um professor dizia qualquer coisa que na sala só eu compreendia. Lembro-me, como se fosse ontem, o professor falou numa venda (taberna com mercearia), onde, em trabalho de campo, tinha almoçado.

ontem em Évora, na apresentação do seu mais recente livro (açordas, migas e conversas), com muitas histórias, o professor partilhou, como sempre, muito saber.

Isabel (revisora oficial): olha que toussinho é com c.

Galopim: leste chouriço? Não, então está bem.

esta é enormidade de Galopim de Carvalho, Isabel é a sua mulher.

nesta agitação permanente, de há muitos anos, em que vive o ensino, essencialmente para cumprir estatísticas, o Professor escreve, “o professor tem de ter arte (por vocação própria ou porque para tal foi formado) de levar os educandos a «a aprenderem a gostar de saber» … compete em grande parte, ao professor, conduzir o aluno nesses três sentidos; “aprender a gostar de saber”, o “dever cívico de estudar”e a “autoestima”. Oh Professor, tão longe que temos andado disto.

porque inteiramente merecida, uma referência ao Sr. Ludgero,  deveriam haver mais homens destes. Quando passar por Évora,  Moinho do Cú Torto, e nunca mais vai esquecer o seu almoço ou jantar.

bem haja Professor.

nota: aqui ao lado, na Azaruja, onde fiz a escola primária, tenho quase a certeza que tóicinho  é a forma correcta para dizer toucinho.

 

arrumar Portugal

Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território 2018 – 2030, que está agora em cima da mesa, antes de ir para a gaveta até à próxima revisão, é uma excelente ferramenta que só por si, mesmo que apenas parcialmente implementado, iria tornar Portugal num país mais rico, próspero e harmonioso. É tão fácil, porque não o fazemos? A resposta a esta pergunta é bem simples mas fica para uma próxima oportunidade: o Portugal pobre mas contente.

Artigo completo:

https://www.dropbox.com/s/wr8lk09wozlyycz/carlos%20cupeto%20-%20arrumar%20Portugal%20%28PNPOT%29%20-%20DR%208%20jun%2018.pdf?dl=0

mais interior

O interior é aquela coisa a preto e branco, triste, envelhecida e pobre em oposição a outra, colorida, jovem, alegre e rica.

A diferença é a atitude das pessoas, moldadas durante muitos anos pela educação e cultura. E isto, meus amigos, não se altera com Movimentos e Programas.

Artigo completo no Público:

https://www.publico.pt/2018/06/07/sociedade/opiniao/mais-interior-1833439

regeobalização

Estou certo que a penúria e o descontentamento torna a governação mais fácil. Mais, determinado tipo de governação e política só são possíveis na miséria. Todavia, saibam que uma possível regionalização não é a magia para todas as nossas “mágoas”.

Artigo completo em:

https://www.dropbox.com/s/ej0vf6ppyr6qefy/carlos%20cupeto%20-%20regeobaliza%C3%A7%C3%A3o%20%20-%20Mirante%2007-06-2018.pdf?dl=0

 

restaurantes não são santuários…

[ultrapassar uma regra, quando inofensiva, sabe-me bem. O texto que se segue não é meu mas  merece estar no Otros Mundos]

Este texto é dedicado ao “Chef” Avilez, que estragou dois magníficos restaurantes, o Tavares e, principalmente, o Belcanto. E como esta praga não é nacional apenas, dedicado também ao Alain Ducasse, que assassinou o em tempos magnífico Louis XV, o restaurante (emblemático) do Hotel de Paris, em Monte Carlo. Felizmente, neste caso, pelo menos continua a magnífica garrafeira.

Restaurantes não são santuários…

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Portugal às voltas

O geógrafo Álvaro Domingues há muito que anda às voltas com Portugal. Veio a Évora apresentar o seu mais recente livro – Volta a Portugal – e aos costumes (quase) disse nada. Coisa rara de acontecer, o auditório na Universidade estava a abarrotar de gente, mesmo sendo hora de ir buscar os gaiatos à escola e passear o cão. Quando a coisa é bem divulgada e o tema é interessante, não falha. Há uns meses, quando o livro saiu, comprei-o e usei-o nas aulas de geografia. Facultei a obra aos meus alunos e incentivei-os a lerem. Foi particularmente útil ler os capítulos sobre o Alentejo e o Minho, escritos por outros que não o autor, e associar/comparar aos trabalhos de Orlando Ribeiro.

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan