Tejo a pé – 23 fev. Magoito, Lomba do Pianos, Praia da Samarra

A onde te levam os teus passos? Andar, enquanto prática básica humana, é um ato físico, mas também, e não menos, cultural. Não há melhor forma de conhecer uma região, uma cidade, um povo. Andar tem um enorme eco espiritual, cultural e político. Todos no Tejo a pé sentimos isto, se andarmos o mundo, a terra onde vivemos, é melhor. Andar liberta-nos da geografia como nenhuma outra forma de deslocação. Andar é um ato de união, é isso que fazemos há mais de 10 anos, muito informalmente, sem caprichos, no Tejo a pé. Andamos porque sim. Andamos devagar, pouco, ao ritmo de todos, mas andamos. Andar é ver o mundo à nossa volta como nos esquecemos de o fazer, é redescobrir terras conhecidas, para, finalmente nos conhecermos melhor. Andar é, provavelmente, o verbo com mais significado, incluindo viver. Mesmo o caminho de ida e volta nunca são iguais e isso ensina-nos muito. “Caminhar é uma das belas artes” (Thomas De Quincey, Londres, 1802), venha daí connosco, em fevereiro dia 23, na boa terra de Sintra, com passos na zona do Magoito-Praia da Samarra.

Programa completo:

https://www.dropbox.com/s/bt5rk29649danh4/tejo%20a%20p%C3%A9%20em%20fevereiro.pdf?dl=0

sabedoria

serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para modificar aquelas que posso mudar e sabedoria para reconhecer a diferença.” (Leitura Diária, 21, out, 19)

maratona de fora

hoje vivi a maratona de Lisboa de fora. Corri em sentido contrário um ou 2 quilómetros, toquei os olhos deles; meditar nos Himalaias é igual. Murakami, quando vendeu o bar e escolheu ser escritor, escreveu: “comparável à maratona, só escrever um livro” (determinação, esforço, persistência, capacidade de sacrifício…).

para quem está de fora as palavras são: admiração, transcendência e nostalgia.

[por favor, por vocês, corram a maratona]

em 2013 foi assim:

Rock’n Roll Marathon Series – Lisbon Marathon 2013


2019

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan