Ronaldo e Tolentino em Itália

Já se percebeu que o Ronaldo saiu de Madrid apenas por uma questão de contas com as Finanças. Com o  padre Tolentino Mendonça,  que também vai para Itália , a questão não é tão clara. Já aqui escrevi sobre ele. Há alguns anos que leio os seus escritos e sempre que possível assisto às suas aparições falantes, designadamente na missa de domingo na capela do Rato. Faço-o porque, na generalidade, gosto do que o padre diz e escreve e assenta-me como uma luva; tem mística e magia. Ler Tolentino Mendonça é esbarrar na simplicidade da vida que tanto gostamos de complicar.

Continue reading

sem título

a história da Terra num copo de vinho (tabernas do Alentejo – opp 2017)

um programa de verão imperdivel: o badalado terroir assenta nas rochas, tudo se compreende com as rochas: substrato, altitude, exposição, clima… tudo esbarra na rocha.

a rocha regista a história da Terra, como as páginas de um livro, e isto passa para o copo. Este é nosso desafio e o nosso convite:

– Marvão, 10:00, 21 de julho;

http://www.cienciaviva.pt/veraocv/comum/2018/actividadeshoje.asp?accao=showaccao&id_accao=7189

– Vidigueira, 10:00, 28 de julho;

http://www.cienciaviva.pt/veraocv/comum/2018/actividadeshoje.asp?accao=showaccao&id_accao=7190

– Borba, 9:30, 4 de agosto.

http://www.cienciaviva.pt/veraocv/comum/2018/actividadeshoje.asp

gratuito mas com inscrição obrigatória (mesmo com lista de espera).

 

professor

Desculpem os médicos, engenheiros, arquitectos, jornalistas e todos os outros, mas a profissão de professor, sobretudo a de professor primário, é a mais importante. É aqui que tudo se decide. É aqui que os médicos aprendem a tratar bem dos doentes, que as pontes não caiem e que podemos ter a esperança de que um dia os juristas vão fazer leis justas e perfeitas. Um professor italiano enviou aos seus alunos uma lista de quarenta trabalhos para casa. O famoso tpc de férias. Como esta humanidade seria bem melhor se todos os professores usassem esta lista de tpc e se todos os alunos a considerassem.

Continue reading

miseráveis

miseráveis

estado-governo-gerigonça…

catarina-jerónimo-costa, com o amém de marcelo!

“estado aumenta em 14,6% o número de recibos verdes”

que moral tem este estado para exigir diferente ao mais vigarista dos cidadãos?

que vergonha!

que povo é este que assiste passivamente?

neste mesmo dia a catarina, como se nada tivesse a ver com a coisa (provavelmente a responsabilidade é do p coelho), brada de coimbra que o maior incumpridor é o instituto de emprego e formação profissional…

que mais falta acontecer?

 

telenovela na Tailândia, ou a prova que este mundo anda louco

o Público hoje de manhã titulava:

«Falta retirar cinco e garantir

que “isto nunca mais aconteça”»

garantir que isto nunca mais aconteça?

entretanto sobre muito do essêncial nem uma palavra.

conheço Chiang Rai e alguma coisa do campo à volta.

com o clima da Tailândia, chuvas torrenciais e  persistentes nesta altura do ano, só um palerma inconsciente (o treinador) é que se mete numa gruta para se proteger da chuva.

este senhor não é detido e não lhe são acatadas responsabilidades?

e já agora, quem é o demagogo que pode garantir que “isto nunca mais aconteça”?

finalmente, na edição espanhola do Huffpost,  Frank Cuesta indigna-se com a cambada de irresponsáveis que se meteu na gruta:

https://www.huffingtonpost.es/2018/07/10/frank-cuesta-estalla-sobre-los-ninos-de-tailandia-son-unos-irresponsables-y-un-necio_a_23478874/

catástrofe no Japão

como acontece uma coisa destas num país como o Japão?

já aconteceu; vai voltar a acontecer, em países ricos e pobres; só não sabemos quando e onde?

vivemos e construímos como se não houvesse natureza…, temos a ilusão que a tecnologia tudo resolve.

e quando for cá?

pensam que é só o fogo?

quando for cá vai ser bem pior.

querem saber uma coisa, que uns nos escondem e a maioria ignora? Portugal é um país perigoso.

educação

Seja qual for a questão esbarramos sempre na educação, não há caminho alternativo. Como todos sabemos há muito que a educação não vai bem no nosso país. O resultado só pode ser um. Confesso-vos que depois de mais 30 anos a lecionar, partilho, com alguns colegas, momentos de reflexão de autêntico desespero. O que fazer?

Continue reading

Tejo ao vento

Há uns anos que a beira Tejo é palco para um bonito festival de papagaios ao vento. Imagine-se que vêm equipas de vários países. Deste ano não passou e fui lá espreitar. Valeu muito a pena. No caminho pensei: como voariam os ditos se não estava vento? Mas o Tejo é assim, uma vez na praia, mesmo sem perceber nada da coisa, o vento não enganava, fazia-se sentir de forma contínua e persistente. Tudo muito bom. Depois de andar um tempo de cabeça no ar, não faltou uma excelente esplanada, muito confortável, onde estavam umas largas, larguíssimas, dezenas de pessoas com o olhar entre a terra e o céu. Só faltou mesmo uma bebida fresca, pois não havia serviço de esplanada. Por aqui me fiquei, deixei de ver os papagaios e a magnífica paisagem, a imaginar como se pode tomar uma decisão destas: “não temos serviço de esplanada”?…

Continue reading

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan