Luxemburgo – Portugal (0-2)

“o rendimento per capita do Luxemburgo é dos mais altos do mundo, mas depois têm estádios de merda. Realmente… há países com as prioridades todas trocadas” (Vasco Correia). Curiosamente 30% da população do Luxemburgo são portugueses, será que o problema é dos governantes/dirigentes?

web summit

Paddy Cosgrave afirmou hoje que este pequeno país é um “país startup”. Fiquei entusiasmado; enquanto isto a nossa miserável pobreza, leia-se produtividade, necessita de 2,5 vezes do território do país para gerar a nossa pobre riqueza, é mau demais.

Também hoje a cidade de Nova Deli está fechada porque a qualidade do ar é venenosa, irrespirável. Estou certo que em Lisboa vai surgir uma app que resolverá o problema. E um pingo de vergonha, não lhes ficaria bem?

no Público dois dias depois:

https://www.dropbox.com/home?preview=Emerg%C3%AAncia+Clim%C3%A1tica+-+Publico+Lisboa-20191106-p%C3%A1ginas-1%2C28-29+(1).pdf

solidão

os Cartuxos deixam Évora e Portugal, depois de mais de 400 anos embora não contínuos. “Falamos a Deus dos homens”, disse ontem na despedida o Padre Antão Lopez em Évora.

8+8+8 h de oração, trabalho e descanso; assim é o dia do Cartuxo, em solidão para chegar ao silêncio. “O mais difícil é quebrar a normalidade” – afinal há normalidade.

simplicidade é o segredo da vida feliz.


sabedoria

serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para modificar aquelas que posso mudar e sabedoria para reconhecer a diferença.” (Leitura Diária, 21, out, 19)

maratona de fora

hoje vivi a maratona de Lisboa de fora. Corri em sentido contrário um ou 2 quilómetros, toquei os olhos deles; meditar nos Himalaias é igual. Murakami, quando vendeu o bar e escolheu ser escritor, escreveu: “comparável à maratona, só escrever um livro” (determinação, esforço, persistência, capacidade de sacrifício…).

para quem está de fora as palavras são: admiração, transcendência e nostalgia.

[por favor, por vocês, corram a maratona]

em 2013 foi assim:

Rock’n Roll Marathon Series – Lisbon Marathon 2013


à beira mar plantados

era uma vez um povo que vivia num jardim à beira mar plantado.     brando clima, brandos costumes.                                                                       vida fácil, tudo a ajudar, até a história.                                                                até que num repente, no meio da floresta de iguais, surge um lobo mau, Sócrates.                                                                                                                                   contrariamente a que este povo pensa essa criatura não está só, tem muitos, mas muitos seguidores, e, muito importante: não surge do nada. pensavam que tudo se resumia a Sócrates?                                                                                                                         santa ingenuidade a deste povo; povo de onde emanam estas criaturas.   a candura imaculada deste Constâncio nunca inspirou confiança. tantos, mas tantos, iguais aí no ativo. Na verdade estes lobos, tipo Capuchinho Vermelho (Constâncio), são os mais perigosos.

pobreza

esta é uma micro estória de pobreza em que os portugueses aposta e, em particular, os alentejanos acreditam:

” ALENTEJO O Bloco de Esquerda está contra a prospeção de ouro e outros minerais nos concelhos de Évora, Montemor-o-Novo e Vendas Novas.”

estrada e condutor

fernando guerreiro

tempo

muito para além de algo que vai passando,

o tempo vive comigo todas as possibilidades infinitas do Universo em expansão,

este tempo em que acredito liberta-me de todas as amarras.

peça de arte na garagem

quem disse o que é a arte?

a arte também está na garagem.

esta arte tem um motor e duas rodas, quase monocromática: o preto e os cromados.

saiu da garagem e transmitiu arte.

segredou arte aos artistas.

levou os artistas por paisagens nunca vistas; por terras onde por estes dias já choveu.

quem disse que a arte só está nos museus, galerias e outras tais?

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan