conversas de cesta

Domingo, dia 24, 18:00, na Parede/Carcavelos – o banco do tempo. Conversas de Cesta, partilhar o que tenho na cesta.
As pessoas deixaram de conversar, de partilhar. Estamos tão perto e tão longe uns dos outros.
Cada um de nós tem na “Cesta” saberes que são úteis aos outros, partilhar não custa, acrescenta.
Um convidado e um tema são o pretexto para uma conversa boa. Todos os meses no segundo e quarto domingo do mês.
O conceito é a “partilha informal de saberes úteis”, sem inscrição, sem custos, sem compromisso. Rigorosamente sem custos e sem recursos financeiros.
A escolha é de cada um:
ignorar,
nada fazer ou,
fazer o que deve.
Fazer parte da mudança é o convite.
Tornar a Cesta enorme.
Contribuir positivamente para a “nossa terra” melhor.
“Se eu mudar o mundo muda”, esta é a nossa grande convicção, queremos fazer a nossa parte.
Faça a sua.”   Em 12 anos temos mais de 200 tertúlias realizadas. A quase totalidade delas com grande nível. O cartaz programa de outubro como um excelente exemplo, a Fátima Sousa é uma conceituada física e Rui Dias o melhor geólogo português vão Conversar sobre temas de grande atualidade e interesse. Em http://www.otrosmundos.cc/category/conversas-de-cesta/ poderá aceder a mais alguns exemplos.  

3T, arte

Há uns tempos, de forma mais consolidada, percebi o poder transformador das artes. A arte transforma as pessoas e as cidades para melhor. Não sei como, mas creio, que as artes terão um papel determinante na eventual saída da emergência planetária em que nos encontramos. No mínimo, como ferramenta para elevar o nível de consciência da Humanidade. Mais  recentemente com o André Carmo, geógrafo, cientista social, colega na universidade em Évora, que estuda e investiga a arte como transformadora das cidades – Lisboa, Seixal, Porto, Moita, Barreiro, Loures, Montemor – o – Novo são alguns dos exemplos estudados, a coisa ficou ainda mais clara. Nestas e noutras terras foram estudadas verdadeiras dinâmicas de transformação com uma enorme diversidade de projetos e ações. Um dos casos, de necessária transformação de um passado industrial para um novo contexto, é o Barreiro. Era muito avisado que o próximo Governo desse mais atenção a esta matéria, conforme evidenciam alguns exemplos é um investimento que compensa largamente.  A promessa de 2% do Orçamento Geral do Estado ser afeto à cultura não pode servir apenas para as eleições e ficar no papel. Para isto é preciso visão onde, a mais das vezes, abunda a miopia. Segundo Richard Florida, professor americano,  referente  em estudos urbanos com foco na teoria social e econômica, temos que atuar segundo os “3T”, tecnologia, talento e tolerância; bem precisamos.

miseráveis

o Tejo, o nosso rio, é bem o espelho do resto.

hoje no Público:

https://www.dropbox.com/s/x3lcqs69b5bh1dr/tejo%20-%20Publico-20190514-p%C3%A1ginas-22.pdf?dl=0

conversas de cesta, dia 24, 18:00

tertúlia, conversas de cesta, uma rede informal de partilha de saberes úteis.

participe e convide.


amor

popularismo e populismo

O popularismo, no mínimo tão perigoso como o populismo, anda por aí em força, só comparável à amnésia deste povo. Os absurdos contraditórios do tipo “as nossas contas públicas estão ótimas, o país está bem”, quando é o contrário, deixam-me perplexo. Na verdade o “sucesso” das nossas contas assenta em cortes (cativações, isto é, igual a manhoso  em alentejano) e em aumento de impostos e contribuições. Nada de criar riqueza, de aumentar a produtividade. Uma fatura enorme, incalculável, a pagar no futuro não muito longínquo. Um verdadeiro popularismo que por cá, até agora, ofusca completamente o populismo que parece ameaçar a Europa. Vivemos num país improdutivo, sem riqueza, habilidoso, de “contas com esquemas” que nos são contadas com um sorriso. O popularismo é nosso, a habitual esperteza saloia portuguesa só possível no seio de um povo pobre, inculto e conformado. Os inconformados, os melhores, fizeram a mala de cartão e andam por esse mundo a gerar riqueza.

Entretanto o populismo  rodeia-nos por todo o lado e está aqui ao nosso lado. Será que nos vamos manter isolados e ficar “orgulhosamente sós”? Alguém acredita que a qualidade dos nossos partidos, políticas e políticos nos salvaguarda da ameaça do populismo? Fui espreitar os ditos extremistas aqui ao lado na Andaluzia e vi coisas, que no mínimo, nos devem fazer pensar.  Dizem eles que querem “apoiar os que criam emprego e riqueza – as pessoas autónomas, comerciantes, empreendedores e pequenas e médias empresas”, apoiar significa baixar impostos e taxas. Desculpem-me se sou politicamente incorreto, mas eu quero isto em Portugal. Por cá, como não se produz, a opção é taxar, cada mais, quem trabalha.  Incentivar a criação de riqueza, como forma de luta contra a pobreza, que em Portugal é cada vez mais preocupante, sempre foi uma das minhas mais fortes convicções. Isto é mau? É populismo?

arrábida 5

Serra Bendita

Terminamos com Arrábida 5, o último ponto da Agenda.

Cinco: Fazer.

O texto que deu origem a esta série de artigos, que hoje concluo, foi publicado a 11 de dezembro de 2018. Tinha cinco pontos e terminava assim: “só falta fazer”. Ora, os referidos cinco textos sobre a “serra bendita” visam, essencialmente, contribuir para que se faça a Agenda Arrábida, Serra Bendita porque não? Acredito profundamente nesta Agenda como uma excelente opção e um sério compromisso pela Arrábida, onde todos ganham, sobretudo a serra. Há tudo para fazer.

A semana passada escrevi sobre uma inolvidável experiência que tive nas terras altas da Escócia, o West Highland Way (WHW), uma das 10 grandes rotas mais bonitas do mundo: é assim que é vendida e é por este alto valor que se paga. As terras altas da Escócia, na verdade, são fantásticas. Uma terra inóspita, das mais despovoadas da Europa, que vale essencialmente por isso – ar limpo, puro e fresco, sem humanos. Mas falta-lhe quase tudo o resto, tudo o resto que a Arrábida tem em abundância. Se o WHW é bom, a Arrábida é muito melhor: a diversidade paisagística e cultural e a biodiversidade da Arrábida não têm paralelo. Porque não tirar partido desta riqueza? Não há uma razão válida para não o fazer.

A Agenda da Arrábida vai-nos levar à serra, a viver a serra. Na Escócia, antes de pisarmos o campo, somos explicitamente convidados a ler o Scotland’s Outdoors  Responsibly, que se resume em três significativos e simples tópicos:

– é responsável pelos seus atos e ações;

– respeite as outras pessoas;

– cuidado com o ambiente.

Não é preciso mais para termos uma Arrábida viva e vivida como merecemos. Depende de nós.

governo local

Muitos, mas muitos concelhos por todo o país, com vantagem para todos, deviam ser um só. Só o não são por politiquices de trazer por casa e por falta de coragem dos decisores assente em graves problemas culturais. É por estas e outras tais que somos pobres e vamos continuar a sê-lo. Sabemos que em muitos concelhos as propostas de governo que vamos tendo são más, enfermam da cultura partidária que se sobrepõe a tudo o resto.

artigo completo no Diário da Região/Setubalense de hoje:

https://www.dropbox.com/s/51fqfp8twdw5cxp/carlos%20cupeto%20-%20governo%20local%20-%20DR-%20Setubalense%20%2025%20out%2018.pdf?dl=0

Conversas de Cesta

… é difícil ver como tudo se encaixa.

o cientista Rui Dias (Centro de Ciência Viva de Estremoz – UÉv) vai-nos ajudar a compreender melhor a Grande História – Cosmos, Terra, Vida e Humanidade.

apoios: Livraria Mais, TTerra, Grupo Diário do Sul, Câmara Municipal de Cascais.

tempo

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan