“…portugueses, somos óptimos.”

uma pedrada no charco?

entrevista de Vasco Pulido Valente ao Público:

https://www.publico.pt/2018/10/21/politica/entrevista/portugueses-optimos-1848215

autoestradas estúpidas

Uma manhã destas percorri a Estrada Nacional nº 4 nos seus escassos 10 quilómetros entre Estremoz e Borba, contei 32 camiões de transporte internacional. Também vi muitos tratores da vindima para além do transito ligeiro particular e comercial e muitos turistas que no início de outubro ainda viajam por estas paragens, vindos da ou para a fronteira. Ao lado a autoestrada está deserta. Esta e as outras autoestradas são grande parte da razão da nossa enorme dívida.

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estado social

“O Estado social não produz coisa nenhuma, apenas se apropria da riqueza, redistribuindo os proveitos resultantes da produção de terceiros.”   (Ricardo Arroja, in: ECO – economia online)

será que é verdade?

quê antes do para quê

Tim Marshall em Prisioneiros da Geografia (2017, ed. portuguesa) escreve que a geografia é uma parte fundamental, tanto do “porquê” como do “quê”. A terra onde nascemos e vivemos diz-nos o que somos e porquê. Porquê ou para quê? Na ciência da vida importa mais o para quê  mas também o quê. Provavelmente só chegamos ao para quê se compreendemos bem o quê.  Ter respostas, resolver desafios, oscila entre o “favorável”, ou não tanto, inicialmente. O quê permite-nos equacionar o desafio como o primeiro passo para a resposta que nos interessa, o para quê. O quê associado ao para quê dá-nos Paz e retira-nos ansiedade. A ansiedade das “muitas coisas”, estas e outras, do “já já”, o imediato, sem tempo. A apreensão e insegurança trata-se com saber, com tempo e com a certeza que há sempre um para quê que joga a nosso favor. Seguimos um caminho, que às vezes não compreendemos, mas que é o nosso, à medida. Verdadeiramente sem surpresas, só pode ser assim. É justo e perfeito para nos levar onde temos que ir. Este trilho da vida só é positivamente percorrido com grandes doses de compreensão e aceitação. Sem muitas perguntas. As respostas têm um tempo, muitas vezes não é o nosso.

Para quê:

http://www.otrosmundos.cc/?s=por+qu%C3%AA

o porquê do “para quê”

o tio, já ido, de uma amiga ensinou-lhe o efeito positivo do “para quê”.

não compreendemos  o que nos acontece, como se tivéssemos que tudo compreender, e perguntamos “porquê”.

“porque fiquei agora desempregado?”

raramente o porquê nos leva a um lugar que valha a pena. Leva-nos ao passado, na melhor das hipóteses à “causa das cousas”, à causa.

porque razão isto ou aquilo? Desde logo cheira a “não aceitação”, a resistência, a revolta…

e se a pergunta for “para quê”. Experimente e sentirá a diferença.

“para que fiquei sem trabalho?”

para procurar um trabalho melhor, para mudar de lugar, para tirar o curso que sempre desejei, ou, para conhecer o amor da minha vida na fila do Instituto de Emprego e Formação Profissional…

com o “para quê” tudo muda para melhor. Sem custo, é grátis. Abre uma janela com vista bem melhor que a porta fechada.

na verdade a mudança é a nossa única certeza. Para quê? Para crescer!

nútícias

três das notícias na TV às 13:00 mostram bem o mundo em que vivemos.

O fogo na Grécia não conta, lá como cá, ou no Japão (onde morreram centenas de pessoas devido às cheias), o essencial do drama é o mesmo: desordenamento do território. Explica-se pelo “lucro fácil” de uma minoria com a conivência dos governantes.

  1. Um empresário americano de sucesso (Trump) foi às putas (a notícia boa seria o empresário americano que o não fez, se souberem de algum digam-me p.f.). Como pôde pagar foi ao gourmet (Playboy) e não ao “chinês”. A profissional arrecadou 150 mil € para não abrir o bico. Isto tem alguma coisa de estranho? Merece notícia? A imigrante com quem é casado custa-lhe muito mais para estar calada. Como qualquer gaiato, se lhe dermos menos atenção ele fará menos disparates. Aqui ao lado, o “respeitável” rei, não só fez o mesmo como a levou a caçar elefantes, uma actividade de contacto com a natureza muito nobre e meritória; um exemplo, nada que se compare com o Trump. Por cá também não temos nada repreensível, somos um exemplo.
  2. Demi Lovato foi internada de urgência com excesso de heroína no sangue. Outra grande e original notícia. É raro esta gente fazer isto? Provavelmente fazem-no porque a sociedade não os compreende; num mundo onde há 800 milhões de humanos com fome e outros tantos obesos fico muito preocupado com a Demi.
  3. Algures no interior de Portugal numa casa isolada um casal de oitenta e cinco anos é assaltado, espancado e a senhora assassinada. Roubam 150 €. Esta é a notícia que me deixa de coração partido e revoltado.

 

mais interior

O interior é aquela coisa a preto e branco, triste, envelhecida e pobre em oposição a outra, colorida, jovem, alegre e rica.

A diferença é a atitude das pessoas, moldadas durante muitos anos pela educação e cultura. E isto, meus amigos, não se altera com Movimentos e Programas.

Artigo completo no Público:

https://www.publico.pt/2018/06/07/sociedade/opiniao/mais-interior-1833439

regeobalização

Estou certo que a penúria e o descontentamento torna a governação mais fácil. Mais, determinado tipo de governação e política só são possíveis na miséria. Todavia, saibam que uma possível regionalização não é a magia para todas as nossas “mágoas”.

Artigo completo em:

https://www.dropbox.com/s/ej0vf6ppyr6qefy/carlos%20cupeto%20-%20regeobaliza%C3%A7%C3%A3o%20%20-%20Mirante%2007-06-2018.pdf?dl=0

 

viva a animalidade

A forma como tratamos os animais é o perfeito retrato do que somos. No largo de  Santa Apolónia, em Lisboa, a estação ferroviária  onde muito se chega e parte, há um pequeno chafariz encimado por uma placa onde se pode ler: “os animais necessitam de mais humanidade”. Somos uma Humanidade que de “humanidade”, no melhor dos sentidos, pouco ou nada tem. Quanto mais conheço a humanidade, mais aprecio e admiro a animalidade.

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vergonha de Simplex

O Governo aproveitou a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) para, com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, anunciar a simplificação do licenciamento de actividades na área do turismo. Muito mais do que este anúncio, o que todos queremos é que isto seja uma realidade em todo o país e em todos os sectores. Um amigo, empresário de sucesso, diz-me muitas vezes: “Carlos, só quero que me deixem trabalhar.” Na verdade, não é pedir muito. É um grito de desespero de quem conhece a realidade do licenciamento no nosso país.

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan