“…portugueses, somos óptimos.”

uma pedrada no charco?

entrevista de Vasco Pulido Valente ao Público:

https://www.publico.pt/2018/10/21/politica/entrevista/portugueses-optimos-1848215

autoestradas estúpidas

Uma manhã destas percorri a Estrada Nacional nº 4 nos seus escassos 10 quilómetros entre Estremoz e Borba, contei 32 camiões de transporte internacional. Também vi muitos tratores da vindima para além do transito ligeiro particular e comercial e muitos turistas que no início de outubro ainda viajam por estas paragens, vindos da ou para a fronteira. Ao lado a autoestrada está deserta. Esta e as outras autoestradas são grande parte da razão da nossa enorme dívida.

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ambiente e desenvolvimento

Como se sente, também nesta matéria do ambiente, Portugal tem que dar um passo em frente, vários passos. O ambiente (leia-se geobiodiversidade e tudo à volta) constitui, sem dúvida, para Portugal uma mais valia sem paralelo. O ambiente não pode ser visto como um mero meio castrador e proibitivo, mas antes como um fator de competitividade. Assim o saibamos entender, a começar pela tutela. É uma oportunidade para os investidores e uma mais-valia para quem vive neste magnífico território. Desenvolvimento e qualidade ambiental são, não só compatíveis, como necessários. São a mesma face da moeda apesar de muitos ainda não o terem compreendido. Não é possível continuar a ignorar esta realidade, o ambiente como fator de competitividade e não como limitante do desenvolvimento económico e social.

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estado social

“O Estado social não produz coisa nenhuma, apenas se apropria da riqueza, redistribuindo os proveitos resultantes da produção de terceiros.”   (Ricardo Arroja, in: ECO – economia online)

será que é verdade?

tribunal de contas e UÉv

as conclusões  do relatório do TC relativamente às contas da UÉv são hilariantes.

um marciano que as ouvisse pensaria: “Estado Português é top”.

como não sou marciano e vivo com o Estado Português sinto todos os dias vários estados com diversas e dispares medidas.

haja estofo para aguentar, e pagar, este Estado.

na verdade cada povo tem o Estado que faz.

Deus nos ajude.

PS – em boa hora criei neste blogue o novo tópico NÚTÍCIAS, até parece que estava a pensar no Estado português.

moedas

Moedas, o Carlos.

Este nosso Comissário tira-me do sério. Não me deixou ir de fim de semana sem rabiscar este escrito. A eminência i-tec andou pela minha terra, Alto Alentejo, mas esta minha “paixão” pelo que o Comissário faz ficou bem enraizada aqui há 3 ou 4 meses, quando a criatura decidiu dar uma festa na universidade onde trabalho. Sim, porque isto é tudo uma festa, muito jovem e divertida. A coisa foi de tal maneira importante e marcante que já não me lembro do tema e muito menos do que o homem disse; uma verdadeira inutilidade. O que também me aborreceu foi ter insistido com os meus alunos para participarem e alguns, coitados, lá estavam. Quando entrei na sala fui assaltado por jovens, felizes e sorridentes, que me disseram que podia participar na sessão através de uma aplicação no smartphone. Não mandei a menina à merda por respeito à casa que me dá o pão. Isto é, estou numa sala e posso intervir na sessão que aí vai decorrer através do smartphone. Foi mais ou menos isto que este senhor e os seus amigos andaram a fazer em Marvão. Uma estupidez que nada interessa para a vida e os problemas das pessoas que esta gente não conhece nem quer conhecer. É assim que gastam o dinheiro dos meus impostos e isto chateia-me cada vez mais. E a vós, não?

inutilidades

escrito na pedra (Público)

bem a propósito do fogo e das outras cangalhadas…

fogo 2018 -1

fogo 2018 – 1, um porque não vá o diabo fazer com que em 2018 escreva mais sobre este tema.

o que escrevi neste blog em 2013 (setembro), 2016 (3 artigos em setembro), e em junho e julho de 2017 poderia, perfeitamente, ser escrito hoje.

qualquer poderia prever que o Algarve ia arder. Só faltava arder o Algarve.

até quando? Até haver matéria para arder.

Ronaldo e Tolentino em Itália

Já se percebeu que o Ronaldo saiu de Madrid apenas por uma questão de contas com as Finanças. Com o  padre Tolentino Mendonça,  que também vai para Itália , a questão não é tão clara. Já aqui escrevi sobre ele. Há alguns anos que leio os seus escritos e sempre que possível assisto às suas aparições falantes, designadamente na missa de domingo na capela do Rato. Faço-o porque, na generalidade, gosto do que o padre diz e escreve e assenta-me como uma luva; tem mística e magia. Ler Tolentino Mendonça é esbarrar na simplicidade da vida que tanto gostamos de complicar.

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan