aRRÁBIDA, proposta de extinção do ICNF

Se os dinossauros se extinguiram, a bem da natureza e do capital natural, porque não se extingue o ICNF?

Já escrevi duas ou três vezes sobre a Arrábida, falando do que acredito serem boas ideias. E agora, como se passa à prática?

Qual a agenda essencial para a Arrábida? Desde logo AGENDA.

Um. Nada de estudos e estratégias, o melhor caminho para estragar dinheiro. Agenda é ação.

Dois. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) é dos maiores cancros deste país. Não só não faz o que deve como impede que outros o façam. Todos o sabemos, não me vou perder em exemplos e justificações. Basta saber que em Portugal é mau viver num parque natural…  Como é mau esperar por alguém lúcido que acabe com o ICNF; a Área Metropolitana de Lisboa deve exigir e reclamar para si a responsabilidade e gestão da Arrábida. Só vantagens para todos, a começar pela serra. Esta óbvia transferência de competências do ICNF para câmaras municipais já se faz.

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a dor de cabeça do clima…

a ajudar à festa, isto é, o beco sem saída em que nos encontramos, há os ambientalistas salvadores.

este texto do professor Francisco Ferreira, presidente da Zero, é lindo:

https://www.publico.pt/2018/12/07/sociedade/opiniao/politicos-decidir-maior-ambicao-rapidez-medidas-justica-climatica-1853916

a zero é um excelente exemplo de como a coisa anda e chega até aqui.
durante anos participa na “paródia” das cimeiras e aplaude-as.
quando os resultados são catastróficos, ótimo, “vamos aproveitar para subir ao palco que tanto gostamos para gritar que é preciso mudar.”
é um jogo com as regras em que a zero (que nome tão feliz), as irmãs (zangadas – querqus – ou não) e as primas sempre ganham.

a Zero é mesmo zero e o resultado está à vista.

as virtudes e valores do interior

as enormes virtudes e valores do interior são culturalmente transformadas em miséria, abandono e etc.

o “interiorismo” é um tema muito querido a otros mundos, acredito profunda e convictamente no inverso da história que nos contam. Esta história assenta, essencialmente, na ignorância. O interior despovoado e miserável (esta palavra é minha; a que melhor retrata tudo  que se diz e escreve sobre o interior) é a maior e mais perigosa das fake news.

a coisa é tanto mais grave quanto a responsabilidade de quem o apregoa.

no P2 de 25 de novembro Álvaro Domingos é um excelente exemplo, leiam e pensem:

https://www.dropbox.com/s/mcsmpdsndo0i9jx/%C3%A1lvaro%20domingues%20e%20o%20interior%20P2%20Porto-20181125-pages-18-19.pdf?dl=0

As desgraças de Álvaro Domingues, no P2 de domingo, 25 de novembro,  são as piores fakes news do chorrilho que por aí se diz e conta. Consegue bater a Joana Amaral Dias na CMTV. Sabemos que o geógrafo tem uma boa máquina fotográfica e tempo para percorrer o país. No P2 conta-nos a história que já todos sabemos, a desgraça do interior. Quase que nos consegue enganar quando nos induz a pensar que o problema da “geografia emocional do interior” (as coisas que ele discorre!) é a falta de Euros… De essencial nada, de novo o habitual e de contributos para resolver a coisa o mesmo de sempre, ainda menos. A esta equação chamada Álvaro Domingues, geógrafo professor numa prestigiada universidade, exige-se bastante mais. Já nos chega Borba de que Álvaro nada percebe, como sempre “aos costumes disse nada”.  Pobre país este que está sujeito a tanta desgraça.

estrada de Borba

Como o sabedor povo diz, “uma desgraça nunca vem só”. Depois da desgraça da charmosa, real, e ancestral estrada de Borba,  outras desgraças, igualmente graves, sucedem-se. Este país, lamentavelmente para todos nós, assemelha-se, cada vez mais, a uma desgraça. O que mais se lamenta é que temos tudo para ser o contrário, um país fantástico onde seria muito bom viver.

A estrada chamada Portugal:

https://www.dropbox.com/s/chvrqlz3683spjk/estrada%20Portugal%20-%20Set-DR%2023%20nov%2018.pdf?dl=0

A desgraça total:

https://www.dropbox.com/s/4uqt28bznksufif/geologia%20%26%20estrada%20de%20Borba%20%20DS_2018_11_30-pages-4.pdf?dl=0

Sic Notícias, Expresso da Meia Noite, quando o Estado falha:

https://sicnoticias.sapo.pt/programas/expressodameianoite/2018-11-24-Quando-o-Estado-falha

Presidente em Setúbal

Para que fique claro o que vai ler deixo uma curta declaração de interesse. Votei no Prof. Marcelo mas muito dificilmente vou voltar a fazê-lo.

Não ponho em causa a fragilidade social de Setúbal e muito menos o meritório trabalho que inúmeras associações desenvolvem no terreno. Graças a Deus que há muita gente que localmente tenta contrariar esta realidade, se assim não fosse o dia de muitos seria ainda pior. Todavia assiste-me a convicção que a acção do Presidente, “efeito Marcelo”, para pouco ou nada serve. Serve para animar a “festa do dia”. Compare-se com outras realidades análogas onde o Presidente muito se esforçou e esforça: fogo, despovoamento do interior, etc. Obviamente, aos costumes disse nada.

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porto de Setúbal

há uns miseráveis, sempre os mesmos, que só sobrevivem na pobreza, que não querem este país próspero, feliz e em paz.

Bruno de Carvalho, Trump, Bolsonaro … são óptimos para nos distrairmos.

o nosso Presidente ajuda à festa, anda em festa e quer festa.

o Público de hoje notícia:

“Tensão no Porto de Setúbal trava exportações da Autoeuropa

Estivadores precários recusam-se a trabalhar enquanto patrões não rasgarem contratos já assinados. Fábrica da Volkswagen em Palmela tem 6 mil carros parados à espera de embarcar para o estrangeiro.”

a famosa “luta entre trabalhadores e patrões” mantém – se actual. Para quê compreender que ambos são parte incontornável do ecossistema económico – social?

depois dos problemas laborais da Autoeuropa resolvidos há outras formas de lá chegar…

e se a Autoeuropa se aborrece e debanda para outras paragens?

o objectivo é este.

ps – obviamente que este escrito nada tem a ver com as eventuais justas razões dos estivadores.

Montijo, Tancos, BPN…

Há um país cuja capital tem um aeroporto no centro. Ao aterrar, os aviões passam por cima de hospitais, escolas e prédios de habitação a escassos 100 ou 150 metros de altura. Enquanto isto, qual grupo de adolescentes no intervalo das aulas, discute-se a localização de um novo aeroporto que tão pouco vai acabar com este absurdo. Montijo, Alcochete, ou o que seja é incomensuravelmente melhor do que a Portela. Só mesmo num país e num tempo de loucos, em que tudo parece magia, se acena com avaliação de impacto ambiental (AIA) como tempero para as posições dos vários lados da mesa.

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discutir ideias

Boaventura de Sousa Santos hoje no Público – P2 propõe a discussão de ideias em contraponto ao mal dizer.

discutir ideias?
que ideias?

pobreza vs riqueza?

trabalho vs emprego?

rendimento mínimo garantido (ainda é assim que se chama?)?

igualdade do que é diferente?

moral democrática da esquerda vs fascismo da direita?

ilegitimidade democrática do bolsonaro vs legitimidade do costa?

aeroporto no centro de lisboa vs montijo?

pegada ecológica do país miserável?

intensidade/eficiência energética miserável?

produtividade miserável?

incêndios?

tancos?

Bolsonaro está a chegar?

Público, 3, nov, 2018

Tancos: “se pesam que me calam, não me calam.” (Presidente da República)

Estou enganado ou isto é gravíssimo?

Quem quer calar Marcelo e porquê?

Que democracia? Que governo?

JN, 2, nov, 2018

BPN, 10 anos e 6 mil milhões depois: “ninguém quer saber o que se passa” (Mariana Mortágua)

Esta sra é economista, deputada e pertence a um partido que apoia o governo e o orçamento de estado.

O que faz esta sra no Parlamento?

suspeito que também vamos ter um Bolsonaro.

os fascismos espreitam (o PCP e não diria melhor).

pegada ecológica de Portugal…

pegada ecológica de Portugal, uma vergonha.

https://www.publico.pt/2018/10/30/ciencia/noticia/pegada-ecologica-portuguesa-recuou-crise-precisos-22-planetas-1849297

isto é o resultado de anos e anos a tapar o sol com uma peneira…
programas e projectos de milhões e milhões que para nada servem a não ser para iludir a coisa, isto é, para agravar a coisa como mostra esta notícia.
ainda ontem no Público uma sra professora escreveu sobre um destes programas do “faz de conta”:

https://www.publico.pt/2018/10/29/sociedade/opiniao/admiravel-mundo-sustentavel-1848716

enquanto isto há milhões de pessoas com fome e está em curso a sexta grande extinção…
o nosso António Costa é exímio, aprende com muita facilidade a retórica que convém, a propósito do OE 2019 foi ouvi-lo a falar em eficiência energética, descarbonização, luta contra as alterações climáticas, aposta nos transportes públicos, economia circular, ciclovias, etc., etc.

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan