laurásia

Como ninguém sabe o que é um milhão de anos, talvez não seja fácil imaginar que há muitos milhões de anos existia um enorme continente no hemisfério norte da Terra que incluía as actuais América do norte, Europa e Ásia; esse continente chama-se Laurásia. A organização dos continentes já não é assim hoje, como sabemos, a Terra “mexe-se”, e é também por isso que aconteceu o sismo de Arraiolos. É também por isto que somos “escravos da geologia” e temos o bom vinho que temos. Mas a motivação deste escrito não é nada disto, mas sim a Laura.

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desafios, reformas e compromissos

PORTUGAL NO FUTURO: DESAFIOS, REFORMAS E COMPROMISSOS

no sábado passado, em Lisboa, decorreu o III Congresso da Plataforma para o Crescimento Sustentável (PCS).

a PCS é, segundo os próprios, uma “think tank que visa contribuir para a afirmação de um modelo de desenvolvimento sustentável, num quadro de ampla participação nacional e internacional.”

gostei muito do que lá ouvi e por isso aqui o partilho, no quadro da minha total independência partidária e ideológica, assente numa profunda convicção de que podemos ser um país melhor, mais rico e feliz – para tal temos que lutar contra a pobreza, designadamente a de espírito, não contra a riqueza.

‘O Manifesto para um Estado Moderno’:

http://www.crescimentosustentavel.org/media/manifesto_estado_moderno_bx.pdf

A intervenção de Jorge Moreira da Silva:

A intervenção do Senhor Presidente da República:

 

 

 

 

chuva e vento num país pateta

Com o avanço da idade menos coisas nos vão surpreendendo. Todavia, no final da semana passada, ainda consegui ficar surpreendido com duas notícias que aparentemente nada têm a ver uma com a outra, mas têm. As escolas não têm dinheiro para o aquecimento das salas de aula e as crianças passam frio. Entretanto, o ministro autorizou que se pague essa despesa. Será mesmo verdade? O ministro e demais intervenientes não se dão conta do ridículo?

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geraldo plaza reveillon

Em boa hora levaram-me ao réveillon da geraldo plaza*. Tudo justo e perfeito. Na Geraldo esbarrei com o incontornável Chora, amigo de sempre, desde o Liceu Nacional de Évora (LNE). Alguns dos que me estão a ler, incluindo o Paulo, sabem o quer dizer LNE. Sem dúvida, o ano terminou em alta, estar com o Chora na passagem de ano. Muito bom. O Chora no fim de 2017 representou, muito bem, o meu mais remoto passado em Évora. Tenho pena que o Eduardo Luciano (vereador da cultura) e o Ceia da Silva (presidente do turismo do Alentejo e Ribatejo) não o entendam.

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2018 e a seguir

Este é o tempo dos balanços e das análises que procuram antecipar os próximos doze meses ou algo mais. O balanço é à medida da nossa conveniência e as previsões serão o que Deus quiser. A semana passada escrevi sobre o meu tema de eleição, o campo, os seus recursos e o valor do local. Acredito convictamente neste futuro, sem escolha. Na verdade, é nesta dimensão que há vida, recursos,  pessoas, saberes e cultura.

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geraldo plaza

Centro comercial, durante anos, décadas, este foi um dos temas mais hilariantes do círculo eborense. Prestou – se a tudo, até para que o centro comercial mais conveniente e justo que Évora poderia acolher – o Eborin – fechasse. Conveniente e justo porque tinha a localização ideal e as lojas necessárias, ainda por cima pertencentes a eborenses. Entretanto, quando o mercado quis, Évora voltou a ter o (in)desejado shopping.

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Portugal – Espanha, guerra pela água

“A guerra hoje é em Espanha, mas não duvides, um dia, quando houver ainda menos água aqui, que a guerra vai ser entre Portugal e Espanha. Acreditas que Espanha vai deixar passar para Portugal a água que passa hoje, se precisar urgentemente dela? Só um tolo pensaria tal. Preparem-se: os portugueses também vão sofrer o que nós estamos a sofrer”, disse Manuel Ganãn, presidente da Assembleia de Defesa do Tejo na cidade de Aranjuez.

O Ministro do Ambiente português acredita que vai ser diferente, hoje no Público:

https://www.publico.pt/2017/12/27/sociedade/noticia/vai-haver-um-guerra-da-agua-entre-portugal-e-espanha-1797006

cozinhêros*

Sou leitor do Público desde o primeiro número. O Público publicou o meu Fugas a pé e por isso lhe estou reconhecido. Estou muito grato ao David Dinis, ao João Miguel Tavares e a muitos outros por todos os dias me darem a esperança de que poderei aspirar a um país melhor, mais normal; há gente, como eu, a acreditar nisso. Presto-lhes a minha homenagem de profunda gratidão, este país sem o Público seria muito pior.

Há dias, como quase todos, o Público trouxe-nos um guia de chefes e restaurantes. Folhei-o brevemente, não dá para mais.

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tejo, e agora?

Há algum tempo que não punha os pés no Tejo. Aconteceu a semana passada, por coincidência no dia em que um jornal nacional põe o “Tejo morto” na primeira página e lhe dedica três páginas – provavelmente “incentivado” por um extenso trabalho realizado pelo El Pais uns dias antes. Nesta ausência fui lendo, ouvindo e vendo através da comunicação social. Posso-vos garantir que se não “tocasse” o Tejo com todos os meus sentidos não acreditava. É criminoso. Depois de algumas centenas de milhões de euros (não me enganei, centenas de milhões, algumas) de investimento em saneamento e todo o tipo de infraestruturas, um rio estar como está o Tejo não tem justificação. É inaceitável e inexplicável, é um crime e devia ser tratado como tal. Todos somos responsáveis, mas uns são bem mais que outros. Há um marco simbólico que, provavelmente, não aconteceu por acaso, e que assinala o início do abandono do rio, conduzindo à situação em que hoje está.

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guia de Portugal

Neste tempo em que tudo aponta para o turismo talvez seja oportuno (re)visitar  o Guia de Portugal (1927).

Felizmente vamos tendo umas Fundações que muito para além de cumprirem o seu objeto enriquecem, e de que maneira, este país. No caso presente a Fundação Calouste Gulbenkian reeditou o texto integral que reproduz a 1ª edição do Guia de Portugal pela Biblioteca Nacional de Lisboa em 1927. São oito deliciosos volumes que agora mesmo estão a preço de Natal. Todas as casas portuguesas deviam ter esta obra, um hino há nossa memória e identidade. Bem sabemos que para alguns, demais, “memória e identidade”, é algo estranho e mesmo absurdo. Sobre o monte alentejano pode ler-se “…é um modelo de hospitalidade e asseio. Lá dentro a mesa é franca e a chama da lareira aquece todos os que chegam.” Tem a ver connosco. Gozamos de “uma beleza própria, embora só uma longa intimidade com a sua paisagem a permita apreender”.

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan