montras vivas

montras em Évora, por esta altura, chama-se Montras Vivas. Passo a passo a boa ideia vai-se afirmando.

obviamente, nunca vi ser muito diferente, a iniciativa tem inspiração e raiz privada; se o “Público” não atrapalhar já é muito bom.

é já no sábado que as montras de Évora vão ter mais vida. Esta é mais uma muito meritória iniciativa que pelo seu valor, contra muitos Velhos, se vai impondo.

pouco mais há dizer, saiam à rua, vivam o que a cidade tem de melhor e comprem preferencialmente a quem é cá da terra. Esta é uma das minhas mais velhas manias.

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aRRÁBIDA, proposta de extinção do ICNF

Se os dinossauros se extinguiram, a bem da natureza e do capital natural, porque não se extingue o ICNF?

Já escrevi duas ou três vezes sobre a Arrábida, falando do que acredito serem boas ideias. E agora, como se passa à prática?

Qual a agenda essencial para a Arrábida? Desde logo AGENDA.

Um. Nada de estudos e estratégias, o melhor caminho para estragar dinheiro. Agenda é ação.

Dois. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) é dos maiores cancros deste país. Não só não faz o que deve como impede que outros o façam. Todos o sabemos, não me vou perder em exemplos e justificações. Basta saber que em Portugal é mau viver num parque natural…  Como é mau esperar por alguém lúcido que acabe com o ICNF; a Área Metropolitana de Lisboa deve exigir e reclamar para si a responsabilidade e gestão da Arrábida. Só vantagens para todos, a começar pela serra. Esta óbvia transferência de competências do ICNF para câmaras municipais já se faz.

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estrada e condutor

fernando guerreiro

a dor de cabeça do clima…

a ajudar à festa, isto é, o beco sem saída em que nos encontramos, há os ambientalistas salvadores.

este texto do professor Francisco Ferreira, presidente da Zero, é lindo:

https://www.publico.pt/2018/12/07/sociedade/opiniao/politicos-decidir-maior-ambicao-rapidez-medidas-justica-climatica-1853916

a zero é um excelente exemplo de como a coisa anda e chega até aqui.
durante anos participa na “paródia” das cimeiras e aplaude-as.
quando os resultados são catastróficos, ótimo, “vamos aproveitar para subir ao palco que tanto gostamos para gritar que é preciso mudar.”
é um jogo com as regras em que a zero (que nome tão feliz), as irmãs (zangadas – querqus – ou não) e as primas sempre ganham.

a Zero é mesmo zero e o resultado está à vista.

o nosso futuro…

o presidente do Instituto Superior Técnico escreve hoje no Público sobre a sustentabilidade da Terra.

o presidente do IST é um cientista e tem muito mais responsabilidade, no que pensa e escreve, do que qualquer um.

escreveu isto:

https://www.publico.pt/2018/12/07/ciencia/opiniao/ciencia-tecnologia-futuro-planeta-1853729#comments

comentei a assim:

está no seu papel, sr professor.

o presidente do ist não pode escrever coisa diferente (?)

todavia, por muito que se esforce qualquer tonto que olhe um bocadinho à sua volta, até ler o Público, tira-lhe a razão.

o sr professor acredita mesmo que mais e mais tecnologia resolve a coisa?

peço-lhe que leia: dez mil milhões – enfrentando o nosso futuro, de Stephen Emmott, um cientista seu colega.

depois da leitura, pf, volte a escrever sobre o tema.

interior miserável

Ao interior miserável junta-se agora a miséria da fronteira.

Mentira e mentira.

Provavelmente a mais vergonhosa fake news que por aí anda.

Tenho profunda convicção do contrário, com risco de me tornar arrogante. Não me convencem do interior pobre.

Tenho muita curiosidade em saber se a mentira que nos impingem é por ignorância ou se é intencional? Agora, como se a maldição cinzenta do interior não nos chegasse, junta-se o fatalismo da fronteira, como terra de ninguém, até agora, esquecida. A coisa é tanto mais grave quanto a responsabilidade de quem o apregoa.

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turismo em Setúbal

Desde o início deste ciclo de vacas gordas no turismo que tudo gira à volta desde, parece que a vida do país e das cidades começa e acaba com o turismo. Às vezes, vezes de mais, parece que isto vai ser sempre assim: crescer todos anos, cada vez mais turistas. De resto já sabemos, no turismo e no resto, quando a coisa vai com bons números, parece sempre que vai bem.

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as virtudes e valores do interior

as enormes virtudes e valores do interior são culturalmente transformadas em miséria, abandono e etc.

o “interiorismo” é um tema muito querido a otros mundos, acredito profunda e convictamente no inverso da história que nos contam. Esta história assenta, essencialmente, na ignorância. O interior despovoado e miserável (esta palavra é minha; a que melhor retrata tudo  que se diz e escreve sobre o interior) é a maior e mais perigosa das fake news.

a coisa é tanto mais grave quanto a responsabilidade de quem o apregoa.

no P2 de 25 de novembro Álvaro Domingos é um excelente exemplo, leiam e pensem:

https://www.dropbox.com/s/mcsmpdsndo0i9jx/%C3%A1lvaro%20domingues%20e%20o%20interior%20P2%20Porto-20181125-pages-18-19.pdf?dl=0

As desgraças de Álvaro Domingues, no P2 de domingo, 25 de novembro,  são as piores fakes news do chorrilho que por aí se diz e conta. Consegue bater a Joana Amaral Dias na CMTV. Sabemos que o geógrafo tem uma boa máquina fotográfica e tempo para percorrer o país. No P2 conta-nos a história que já todos sabemos, a desgraça do interior. Quase que nos consegue enganar quando nos induz a pensar que o problema da “geografia emocional do interior” (as coisas que ele discorre!) é a falta de Euros… De essencial nada, de novo o habitual e de contributos para resolver a coisa o mesmo de sempre, ainda menos. A esta equação chamada Álvaro Domingues, geógrafo professor numa prestigiada universidade, exige-se bastante mais. Já nos chega Borba de que Álvaro nada percebe, como sempre “aos costumes disse nada”.  Pobre país este que está sujeito a tanta desgraça.

estrada de Borba

Como o sabedor povo diz, “uma desgraça nunca vem só”. Depois da desgraça da charmosa, real, e ancestral estrada de Borba,  outras desgraças, igualmente graves, sucedem-se. Este país, lamentavelmente para todos nós, assemelha-se, cada vez mais, a uma desgraça. O que mais se lamenta é que temos tudo para ser o contrário, um país fantástico onde seria muito bom viver.

A estrada chamada Portugal:

https://www.dropbox.com/s/chvrqlz3683spjk/estrada%20Portugal%20-%20Set-DR%2023%20nov%2018.pdf?dl=0

A desgraça total:

https://www.dropbox.com/s/4uqt28bznksufif/geologia%20%26%20estrada%20de%20Borba%20%20DS_2018_11_30-pages-4.pdf?dl=0

Sic Notícias, Expresso da Meia Noite, quando o Estado falha:

https://sicnoticias.sapo.pt/programas/expressodameianoite/2018-11-24-Quando-o-Estado-falha

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan