estrada de Borba

Como o sabedor povo diz, “uma desgraça nunca vem só”. Depois da desgraça da charmosa, real, e ancestral estrada de Borba,  outras desgraças, igualmente graves, sucedem-se. Este país, lamentavelmente para todos nós, assemelha-se, cada vez mais, a uma desgraça. O que mais se lamenta é que temos tudo para ser o contrário, um país fantástico onde seria muito bom viver.

A estrada chamada Portugal:

https://www.dropbox.com/s/chvrqlz3683spjk/estrada%20Portugal%20-%20Set-DR%2023%20nov%2018.pdf?dl=0

A desgraça total:

https://www.dropbox.com/s/4uqt28bznksufif/geologia%20%26%20estrada%20de%20Borba%20%20DS_2018_11_30-pages-4.pdf?dl=0

Sic Notícias, Expresso da Meia Noite, quando o Estado falha:

https://sicnoticias.sapo.pt/programas/expressodameianoite/2018-11-24-Quando-o-Estado-falha

autoestrada e comboio

Na semana passada, no dia em escrevi sobre a autoestrada estúpida aconteceu um grave acidente na Estrada Nacional nº 4 junto a Vila Boim- Terrugem. Um jornal nacional noticiou e publicou a fotografia de um camião de grandes dimensões que se despistou, felizmente para o talude da estrada. Hoje volto ao tema porque a estupidez é tão grande que não se esgota e merece ser insistentemente gritada.

 

 

Espanta-me muito que a partidarice local/regional não clame por tão justa causa: “portagens a custo que possibilite a criação de riqueza”. Numa linguagem bem mais comum à esquerda do nosso contentamento: “o povoamento do Alentejo e a criação de emprego”, o PCP não diria melhor. Como é que as Comunidades Intermunicipais cá da terra estão quietas e caladas? Como é que a Sra Presidente de Montemor aceita que a sua terra seja esventrada e devassada, com elevadíssimo risco, com um tráfego que nada tem a ver com Montemor? O mesmo Vendas Novas? Será que a estupidez gera estupidez e que, supostamente a hipotética defesa do negócio das bifanas, ou das empadas, justifica tal aberração?

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desordenamento da pobreza (PNPOT)

Em Portugal, o ordenamento do território é tão importante quanto inconsequente. Inconsequente, porque tudo o que se planeia no papel fica uns anos à espera da próxima revisão/actualização. Os ciclos de planeamento esgotam-se nas gavetas.

O Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT), proposta de lei aprovada no Conselho de Ministros Extraordinário de 14 de julho último, é a mãe de todas as estratégias. A coisa é tão absurdamente óbvia que não necessita de justificação; todavia vai falhar, mais uma vez, tão só porque é de impossível implementação. É neste ponto que estamos em Portugal, é assim na Europa: a política do ordenamento do faz de conta.

Artigo completo no jornal Expresso:

https://www.dropbox.com/s/24flijur0jpbuy4/desordenamento%20e%20pobreza%20-%20Expresso%20-%2011%20ago%202018%20-%20carlos%20cupeto.pdf?dl=0

fogo 2018 -1

fogo 2018 – 1, um porque não vá o diabo fazer com que em 2018 escreva mais sobre este tema.

o que escrevi neste blog em 2013 (setembro), 2016 (3 artigos em setembro), e em junho e julho de 2017 poderia, perfeitamente, ser escrito hoje.

qualquer poderia prever que o Algarve ia arder. Só faltava arder o Algarve.

até quando? Até haver matéria para arder.

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan