vinho, escravo da geologia

Tim Marshall, num recente livro publicado em Portugal, Prisioneiros da Geografia, explica-nos o que somos pelo substrato (geografia).

E o vinho? Será que o vinho, para além da casta, do clima, do terroir e do enólogo é uma expressão da geologia?

Aqui bem perto de Évora, há 2000 anos, os romanos disseram-nos que sim.

o valor do lugar

Quando nada sobra, resta o lugar. A alma do lugar, a identidade de cada lugar, os vizinhos de sempre, a nossa gente, os iguais. Dramaticamente, este é o quadro dos nossos lugares. Depois da devastação do fogo apenas ficou o mais intangível mas, talvez, o mais importante: a alma, o que só sente quem lá vive. Afortunadamente, esse pouco pode ser muito, é muito. Na verdade, este espaço de proximidade tem a força necessária para levantar cabeça. O lugar, a nossa terra, a melhor do mundo, faz parte de nós, somos um.

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ana moura

autenticidade e simplicidade divina.

só uma palavra, não há outra, BRUTAL.

“sai-lhe do coração”

Ana Moura, imperdivel:

http://observador.pt/moura-o-outro-lado/

Ana Moura no otros mundos:

31 de março de 2013 (desfado)

desfado na A5

17 de setembro de 2014 (emoções sem ténis)

emoções sem ténis

20 de julho de 2015 (20 de julho de 2015)

20 de julho de 2015

 

 

 

 

prós e contras em Reguengos

A televisão pública prestou um péssimo serviço ao Alentejo e ao país ao vir a Reguengos promover o discurso do miserabilismo orquestrado pela moderadora.

Poucos se aproveitaram, pela positiva destacaram-se o Ministro da Agricultura e o Presidente da Câmara Municipal de Reguengos, também um ou outro empresário empreendedor.

As palavras  chave foram abandono e água. Alentejo abandonado? Mas abandonado por quem? Só se for pelos próprios alentejanos. Como é óbvio não há passos de mágica para trazer pessoas para o Alentejo. Não há lei, estratégia, ou incentivo que valha. A questão é essencialmente cultural e sistémica, aceitamos que a vida na cidade, quanto maior melhor, é que é boa e que o campo é miséria. Muita gente prova o contrário. Enquanto ao fim de vinte e picos anos de estudo um licenciado sair da universidade sem capacidade de criar a sua própria riqueza dificilmente isto muda. Já agora, como foi possível a Reitora da Universidade de Évora não ter tido a palavra? Enquanto o programa decorria devia ter-se levantado e saído. Bem pior foi o presidente do governo regional, isto é da CCDR – Alentejo. Como é possível falar-se do futuro do Alentejo sem que este responsável abra a boca? Esta sim é a verdadeira crise do Alentejo.

Água? Não há região nenhuma da Europa que tenha uma reserva estratégica de água como o Alentejo. Pois, se não chove há problema, se não houvesse Alqueva havia catástrofe. A palermice foi tão grande que não deu para compreender  o que quer Fátima Campos Ferreira? Que se construa outro Alqueva? Talvez dois seja mais acertado… Haja paciência. O discurso de garotos anti – Praça do Geraldo foi a cereja em cima do bolo. Verdadeiro problema, não só Alentejo mas do país, é o tal “licenciamento”, mas aí pouco ou nada os governos podem fazer, proliferam os mangas de alpaca que sustentados por um emaranhado de legislação insistem que o país continue pobre.

évora, o embuste do património da humanidade

a barracada de mau gosto permanente na Praça do Geraldo é um bom exemplo.

e se isto é verdade?

nós, os homens livres, que cá vivemos e amamos esta cidade, bem o sabemos.

e mais, a coisa é bem mais grave do que se escreve hoje no Público.

obviamente que os responsáveis somos todos nós, os eborenses; uns mais que outros, como sempre.

Artigo no jornal Público, 2 de nov 2017:

https://www.dropbox.com/s/w19reu4oobbi3md/%C3%A9vora%20o%20embuste%20do%20patrim%C3%B3nio%20da%20humanidade%20-%20P%C3%BAblico%202%20de%20nov%202017.pdf?dl=0

as pequenas grandes questões do up global

as pequenas grandes questões do nosso modelo de globalização começam a dar que pensar:

http://www.huffingtonpost.es/2017/11/02/la-comentada-reflexion-de-teresa-rodriguez-tras-abrir-una-bolsa-de-pipas_a_23264296/

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan