Luxemburgo – Portugal (0-2)

“o rendimento per capita do Luxemburgo é dos mais altos do mundo, mas depois têm estádios de merda. Realmente… há países com as prioridades todas trocadas” (Vasco Correia). Curiosamente 30% da população do Luxemburgo são portugueses, será que o problema é dos governantes/dirigentes?

novo aeroporto

porque não acredito em estudos de impacte ambiental não me passou pela cabeça ler o Estudo de Impacte Ambiental do aeroporto do Montijo. Por um passado recente com responsabilidades no Tejo sei bem da importância ecológica do estuário deste rio. Olha-se para a seguinte fotografia e parece-me absurdo fazer ali um aeroporto:


entre centenas de perguntas com difícil resposta faço uma: quanto custa preparar geotecnicamente estes solos para suportarem uma pista?

entretanto temos o aeroporto de Lisboa:

esta fotografia foi tirada da janela da cozinha de uma pessoa amiga que vive no bairro de Alvalade em Lisboa. Em largos períodos do dia a periodicidade da passagem dos aviões é de três minutos. Há dias em que ela tem de sair de casa porque não suporta mais o incomodo. Dificilmente poderia haver uma pior localização para o principal aeroporto do país. Não nos esqueçamos localização do aeroporto de Faro…

em matéria de aeroportos é esta a triste realidade de um país que nos dizem exemplar!

tudo o que é bom…

tudo o que é bom merece ser partilhado.

o bom é o que mais gosto de partilhar, embora às vezes possa não parecer porque infelizmente escasseia.

artigo de Miguel Esteves Cardoso:

https://www.dropbox.com/s/m30wjxd8q855ctq/mec%20-%20jo%C3%A3o%20felix%20-%20Publico-20190520-p%C3%A1ginas-13.pdf?dl=0

ambiente para quê?

…a avaliação de impacte ambiental (AIA) só serve verdadeiramente a quem não deve estar no mercado. Para quem trabalha bem, faz o que deve, não precisa da AIA – atrapalha, empata e convida à aldrabice. Há uns bons anos alguém disse: “o ambiente é aquela coisa que me rodeia por todos os lados e que não me deixa trabalhar.” Na verdade, o ambiente não pode ser visto como um mero meio castrador e proibitivo, mas antes como um fator de competitividade. Assim o saibamos entender, a começar pela tutela. É uma oportunidade para os investidores e uma mais-valia para quem vive neste magnífico território. Desenvolvimento e qualidade ambiental são, não só compatíveis, como necessários. São a mesma face da moeda, apesar de muitos ainda não o terem compreendido.

artigo completo no Expresso de 22 de dez de 2018:

https://www.dropbox.com/s/19lfam2x1t24ez7/avalia%C3%A7%C3%A3o%20ambiental%20-%20Expresso%20-%2022%20dez%2018%20-%20carlos%20cupeto-pages-35.pdf?dl=0

Outros artigos sobre o tema “sustentabilidade” no Expresso na Categoria “Expresso” – no final desta pagina do blog.

porto de Setúbal

há uns miseráveis, sempre os mesmos, que só sobrevivem na pobreza, que não querem este país próspero, feliz e em paz.

Bruno de Carvalho, Trump, Bolsonaro … são óptimos para nos distrairmos.

o nosso Presidente ajuda à festa, anda em festa e quer festa.

o Público de hoje notícia:

“Tensão no Porto de Setúbal trava exportações da Autoeuropa

Estivadores precários recusam-se a trabalhar enquanto patrões não rasgarem contratos já assinados. Fábrica da Volkswagen em Palmela tem 6 mil carros parados à espera de embarcar para o estrangeiro.”

a famosa “luta entre trabalhadores e patrões” mantém – se actual. Para quê compreender que ambos são parte incontornável do ecossistema económico – social?

depois dos problemas laborais da Autoeuropa resolvidos há outras formas de lá chegar…

e se a Autoeuropa se aborrece e debanda para outras paragens?

o objectivo é este.

ps – obviamente que este escrito nada tem a ver com as eventuais justas razões dos estivadores.

pegada ecológica de Portugal…

pegada ecológica de Portugal, uma vergonha.

https://www.publico.pt/2018/10/30/ciencia/noticia/pegada-ecologica-portuguesa-recuou-crise-precisos-22-planetas-1849297

isto é o resultado de anos e anos a tapar o sol com uma peneira…
programas e projectos de milhões e milhões que para nada servem a não ser para iludir a coisa, isto é, para agravar a coisa como mostra esta notícia.
ainda ontem no Público uma sra professora escreveu sobre um destes programas do “faz de conta”:

https://www.publico.pt/2018/10/29/sociedade/opiniao/admiravel-mundo-sustentavel-1848716

enquanto isto há milhões de pessoas com fome e está em curso a sexta grande extinção…
o nosso António Costa é exímio, aprende com muita facilidade a retórica que convém, a propósito do OE 2019 foi ouvi-lo a falar em eficiência energética, descarbonização, luta contra as alterações climáticas, aposta nos transportes públicos, economia circular, ciclovias, etc., etc.

quê antes do para quê

Tim Marshall em Prisioneiros da Geografia (2017, ed. portuguesa) escreve que a geografia é uma parte fundamental, tanto do “porquê” como do “quê”. A terra onde nascemos e vivemos diz-nos o que somos e porquê. Porquê ou para quê? Na ciência da vida importa mais o para quê  mas também o quê. Provavelmente só chegamos ao para quê se compreendemos bem o quê.  Ter respostas, resolver desafios, oscila entre o “favorável”, ou não tanto, inicialmente. O quê permite-nos equacionar o desafio como o primeiro passo para a resposta que nos interessa, o para quê. O quê associado ao para quê dá-nos Paz e retira-nos ansiedade. A ansiedade das “muitas coisas”, estas e outras, do “já já”, o imediato, sem tempo. A apreensão e insegurança trata-se com saber, com tempo e com a certeza que há sempre um para quê que joga a nosso favor. Seguimos um caminho, que às vezes não compreendemos, mas que é o nosso, à medida. Verdadeiramente sem surpresas, só pode ser assim. É justo e perfeito para nos levar onde temos que ir. Este trilho da vida só é positivamente percorrido com grandes doses de compreensão e aceitação. Sem muitas perguntas. As respostas têm um tempo, muitas vezes não é o nosso.

Para quê:

http://www.otrosmundos.cc/?s=por+qu%C3%AA

arrumar Portugal

Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território 2018 – 2030, que está agora em cima da mesa, antes de ir para a gaveta até à próxima revisão, é uma excelente ferramenta que só por si, mesmo que apenas parcialmente implementado, iria tornar Portugal num país mais rico, próspero e harmonioso. É tão fácil, porque não o fazemos? A resposta a esta pergunta é bem simples mas fica para uma próxima oportunidade: o Portugal pobre mas contente.

Artigo completo:

https://www.dropbox.com/s/wr8lk09wozlyycz/carlos%20cupeto%20-%20arrumar%20Portugal%20%28PNPOT%29%20-%20DR%208%20jun%2018.pdf?dl=0

Portugal às voltas

O geógrafo Álvaro Domingues há muito que anda às voltas com Portugal. Veio a Évora apresentar o seu mais recente livro – Volta a Portugal – e aos costumes (quase) disse nada. Coisa rara de acontecer, o auditório na Universidade estava a abarrotar de gente, mesmo sendo hora de ir buscar os gaiatos à escola e passear o cão. Quando a coisa é bem divulgada e o tema é interessante, não falha. Há uns meses, quando o livro saiu, comprei-o e usei-o nas aulas de geografia. Facultei a obra aos meus alunos e incentivei-os a lerem. Foi particularmente útil ler os capítulos sobre o Alentejo e o Minho, escritos por outros que não o autor, e associar/comparar aos trabalhos de Orlando Ribeiro.

Continue reading

queixume

Não parece, mas é verdade, todas as semanas penso em escrever coisas positivas e não reclamar. Mas o país não ajuda e as nossas cabeças estão muito mais dimensionadas para o “mal dizer”. É bem mais fácil. Muito mais fácil se ficarmos por aí e se não pensarmos em melhores alternativas: como fazer melhor?  O mundo seria muito mais feliz se andássemos todos pela positiva, a começar por mim. Alguém escreveu um dia que “o mundo é aquilo que vemos”. O queixume é dar força ao que não queremos; isto é, a coisa fica ainda pior. Na verdade, o principal actor da minha vida sou eu e por isso sou eu que decido os tons daquilo que vejo.

Continue reading

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan