homens e cães (nútícia)

nútícia:

https://observador.pt/2018/08/02/levei-o-meu-cao-a-um-hotel-de-luxo-e-ele-foi-cinco-estrelas/?utm_source=Newsletters+Observador&utm_campaign=f0f1f92c22-EMAIL_CAMPAIGN_2017_11_16_COPY_01&utm_medium=email&utm_term=0_4e99f7d1e5-f0f1f92c22-184123325#comment-post-2755581-1991323

nota:

o problema dos cães são os donos!

ao que consta nunca nenhum cão roubou uma toalha num hotel.

mas atenção: deixem os cães em paz; um cão, ou cadela (Catarina, como devo escrever?), e um homem (do sexo masculino) é um homem – teem necessidades, hábitos e “culturas” diferentes.

nova nútícia

este lugar anda tão louco que merece nútícias.

surge assim a mais recente categoria de textos neste blog: nútícias. A coisa tem matéria prima abundante e promete sucesso.

obviamente que a nútícia não é Robles. Era só o que faltava um agrupamento partidário estar isento de imoralidade e vigarice como sempre se auto-proclamou.

a nútícia é a Terra. No 1º de agosto soubemos que  Terra esgotou os seus recursos renováveis.

isto é, a 5 meses do fim do ano já não temos recursos para viver.

é como se uma família todos os meses, um pouco depois do dia 15, ficasse sem os recursos essenciais para viver. Não é bem a mesma coisa porque essa família ainda tem a esperança num vizinho com bom coração.

todavia, se a coisa se repete todos os meses e cada vez mais cedo o vizinho é capaz de começar a ficar com má cara.

na Terra não há vizinhos que nos valham. Há ciência e tecnologia em que muitos, os que estão confortavelmente sentados, até ver, acreditam que tudo resolve.

acredita nisto?

mas, a melhor  nútícia é o churrilho de palermices que as TV nos trouxeram como as melhores práticas para salvar a Terra.

alguém trata um cancro em estado avançado com aspirina?

tenham dó!

 

o porquê do “para quê”

o tio, já ido, de uma amiga ensinou-lhe o efeito positivo do “para quê”.

não compreendemos  o que nos acontece, como se tivéssemos que tudo compreender, e perguntamos “porquê”.

“porque fiquei agora desempregado?”

raramente o porquê nos leva a um lugar que valha a pena. Leva-nos ao passado, na melhor das hipóteses à “causa das cousas”, à causa.

porque razão isto ou aquilo? Desde logo cheira a “não aceitação”, a resistência, a revolta…

e se a pergunta for “para quê”. Experimente e sentirá a diferença.

“para que fiquei sem trabalho?”

para procurar um trabalho melhor, para mudar de lugar, para tirar o curso que sempre desejei, ou, para conhecer o amor da minha vida na fila do Instituto de Emprego e Formação Profissional…

com o “para quê” tudo muda para melhor. Sem custo, é grátis. Abre uma janela com vista bem melhor que a porta fechada.

na verdade a mudança é a nossa única certeza. Para quê? Para crescer!

borba – estremoz (4 de agosto): geologia, vinho, ciência, arte e cultura

numa breve visita à vinha (Adega de Borba) é possível observar e interpretar alguns episódios da fabulosa história da Terra e tentar transpo-los para o vinho. Na Adega de Borba, depois de uma visita,  procuraremos, no vinho, o sabor do lugar. Este é o espantoso mundo da enogeobiodiversidade que desejamos viver numa experiência que associa ciência, arte e cultura, através de um simples copo de vinho.

enogeobiodiversidade; vinho, escravo da geologia?

https://www.dropbox.com/s/0is4mm7a4b8frm0/vinho%20e%20geologia%20Borba%20-%20Estremoz.pdf?dl=0

 

inscrições gratuitas (lista de espera):

http://www.cienciaviva.pt/veraocv/comum/2018/actividadeshoje.asp?accao=showaccao&id_accao=6959

vila de frades (vidigueira): geologia e vinho

sábado, em Vila de Frades (Quinta do Quetzal), Vidigueira, aconteceu mais um evento Tabernas do Alentejo – arte e ciência / Ciência Viva no Verão.

uma história contada, e provada, num copo de vinho.

a relação entre a geologia e o vinho (Vidigueira):

https://www.dropbox.com/s/jwhmrao4t5quef7/vinho%20e%20geologia%20vidigueira_fundo%20branco.pdf?dl=0

fotografias:

https://photos.google.com/share/AF1QipOwcKpp-F3N3Jp36Dh_g42K_-yB5gZj1m_fzC7nvT9GjLMaIohHy2oTZ91sycC2ww?key=UTIxTlpjUTU3UldRQ3RkcjJSQnhqRTNPN3JXSTBR

nútícias

três das notícias na TV às 13:00 mostram bem o mundo em que vivemos.

O fogo na Grécia não conta, lá como cá, ou no Japão (onde morreram centenas de pessoas devido às cheias), o essencial do drama é o mesmo: desordenamento do território. Explica-se pelo “lucro fácil” de uma minoria com a conivência dos governantes.

  1. Um empresário americano de sucesso (Trump) foi às putas (a notícia boa seria o empresário americano que o não fez, se souberem de algum digam-me p.f.). Como pôde pagar foi ao gourmet (Playboy) e não ao “chinês”. A profissional arrecadou 150 mil € para não abrir o bico. Isto tem alguma coisa de estranho? Merece notícia? A imigrante com quem é casado custa-lhe muito mais para estar calada. Como qualquer gaiato, se lhe dermos menos atenção ele fará menos disparates. Aqui ao lado, o “respeitável” rei, não só fez o mesmo como a levou a caçar elefantes, uma actividade de contacto com a natureza muito nobre e meritória; um exemplo, nada que se compare com o Trump. Por cá também não temos nada repreensível, somos um exemplo.
  2. Demi Lovato foi internada de urgência com excesso de heroína no sangue. Outra grande e original notícia. É raro esta gente fazer isto? Provavelmente fazem-no porque a sociedade não os compreende; num mundo onde há 800 milhões de humanos com fome e outros tantos obesos fico muito preocupado com a Demi.
  3. Algures no interior de Portugal numa casa isolada um casal de oitenta e cinco anos é assaltado, espancado e a senhora assassinada. Roubam 150 €. Esta é a notícia que me deixa de coração partido e revoltado.

 

a história da Terra

na Alemanha, no magnífico vale de Mosela, a Winningen de Reinhard Lowenstein, na 13ª geração da família vínica,  tem as suas vinhas nas mesmas rochas que a Terrenus tem em Marvão: xistos devónicos e quartzitos ordovícicos. Nessa altura, há mais de 400 milhões de anos, os continentes e os oceanos eram muito diferentes dos de hoje; o oceano onde se  formaram as rochas de Marvão foi o mesmo das rochas de Mosela. Reinhard afirma, “sem dúvida, que o mais importante para o vinho é a geologia”, quem diria? Foi isto que provámos no vinho da Terrenus (Rui Reguinga) em Marvão: um vinho mineral de xisto (sem barrica), e um vinho rochoso de quartzito (sem barrica).

Dia 28, sábado, continuamos a contar a história da Terra num copo de vinho na Vidigueira (terra de vinho) com a parceria da QUETZAL:

Tabernas do Alentejo – arte e ciência (OPP 2017) & Ciência Viva no Verão.

Inscrições em:

http://www.cienciaviva.pt/veraocv/comum/2018/actividadeshoje.asp?accao=showaccao&id_accao=7190

 

Ronaldo e Tolentino em Itália

Já se percebeu que o Ronaldo saiu de Madrid apenas por uma questão de contas com as Finanças. Com o  padre Tolentino Mendonça,  que também vai para Itália , a questão não é tão clara. Já aqui escrevi sobre ele. Há alguns anos que leio os seus escritos e sempre que possível assisto às suas aparições falantes, designadamente na missa de domingo na capela do Rato. Faço-o porque, na generalidade, gosto do que o padre diz e escreve e assenta-me como uma luva; tem mística e magia. Ler Tolentino Mendonça é esbarrar na simplicidade da vida que tanto gostamos de complicar.

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sem título

a história da Terra num copo de vinho (tabernas do Alentejo – opp 2017)

um programa de verão imperdivel: o badalado terroir assenta nas rochas, tudo se compreende com as rochas: substrato, altitude, exposição, clima… tudo esbarra na rocha.

a rocha regista a história da Terra, como as páginas de um livro, e isto passa para o copo. Este é nosso desafio e o nosso convite:

– Marvão, 10:00, 21 de julho;

http://www.cienciaviva.pt/veraocv/comum/2018/actividadeshoje.asp?accao=showaccao&id_accao=7189

– Vidigueira, 10:00, 28 de julho;

http://www.cienciaviva.pt/veraocv/comum/2018/actividadeshoje.asp?accao=showaccao&id_accao=7190

– Borba, 9:30, 4 de agosto.

http://www.cienciaviva.pt/veraocv/comum/2018/actividadeshoje.asp

gratuito mas com inscrição obrigatória (mesmo com lista de espera).

 

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan