o vinho e (não) alcoolismo

coisas de vinho acontece no dia 25, 18:30,  no Horas Incertas, bar/ restaurante.

os patrimónios à volta do vinho e tudo o resto na tertúlia do vinho no Alentejo.

desejamos que o vinho, esta fantástica bebida relacional, se constitua como uma via para o não alcoolismo.

sinta-se convidado e convide.

 

rede de saberes úteis

Conversas de Cesta

a rede informal de partilha de saberes úteis volta este domingo, dia 14, às 18:00 em Parede/Carcavelos (Livraria Mais).

no domingo o desafio é todos falarmos sobre o que vamos conversar em 2018 – que tema, quem, quando?

fazer parte da mudança ou estar conformado é a grande questão. Será que há respostas?

partilhe os seus saberes e traga amigos.

geraldo plaza reveillon

Em boa hora levaram-me ao réveillon da geraldo plaza*. Tudo justo e perfeito. Na Geraldo esbarrei com o incontornável Chora, amigo de sempre, desde o Liceu Nacional de Évora (LNE). Alguns dos que me estão a ler, incluindo o Paulo, sabem o quer dizer LNE. Sem dúvida, o ano terminou em alta, estar com o Chora na passagem de ano. Muito bom. O Chora no fim de 2017 representou, muito bem, o meu mais remoto passado em Évora. Tenho pena que o Eduardo Luciano (vereador da cultura) e o Ceia da Silva (presidente do turismo do Alentejo e Ribatejo) não o entendam.

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2018 e a seguir

Este é o tempo dos balanços e das análises que procuram antecipar os próximos doze meses ou algo mais. O balanço é à medida da nossa conveniência e as previsões serão o que Deus quiser. A semana passada escrevi sobre o meu tema de eleição, o campo, os seus recursos e o valor do local. Acredito convictamente neste futuro, sem escolha. Na verdade, é nesta dimensão que há vida, recursos,  pessoas, saberes e cultura.

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campo porque sim

O mundo rural e o desenvolvimento económico e social de Portugal  um desafio porque não há outro, porque sim. Consubstancia-se num estudo recentemente apresentado em Lisboa, o sitio certo para falar do campo. No que me toca, gosto muito mais da palavra “campo” do que da expressão “mundo rural”, opção que é muito mais do que uma mania pessoal, mas isso é outra história. A iniciativa nasceu há dois anos pela mão de quem sente o campo como deve, como uma mais-valia, um privilégio. Isto é, a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova na pessoa do seu magnífico presidente, que sempre tem contrariado a convicção nacional de que o campo é um inaceitável e fatal beco sem saída entre o maravilhoso litoral urbano e Espanha, que atravessamos de noite para chegar à Europa. As dicotomias rural e urbano, interior e litoral só fazem sentido a gente de vistas muito curtas.

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geraldo plaza

Centro comercial, durante anos, décadas, este foi um dos temas mais hilariantes do círculo eborense. Prestou – se a tudo, até para que o centro comercial mais conveniente e justo que Évora poderia acolher – o Eborin – fechasse. Conveniente e justo porque tinha a localização ideal e as lojas necessárias, ainda por cima pertencentes a eborenses. Entretanto, quando o mercado quis, Évora voltou a ter o (in)desejado shopping.

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Portugal – Espanha, guerra pela água

“A guerra hoje é em Espanha, mas não duvides, um dia, quando houver ainda menos água aqui, que a guerra vai ser entre Portugal e Espanha. Acreditas que Espanha vai deixar passar para Portugal a água que passa hoje, se precisar urgentemente dela? Só um tolo pensaria tal. Preparem-se: os portugueses também vão sofrer o que nós estamos a sofrer”, disse Manuel Ganãn, presidente da Assembleia de Defesa do Tejo na cidade de Aranjuez.

O Ministro do Ambiente português acredita que vai ser diferente, hoje no Público:

https://www.publico.pt/2017/12/27/sociedade/noticia/vai-haver-um-guerra-da-agua-entre-portugal-e-espanha-1797006

cozinhêros*

Sou leitor do Público desde o primeiro número. O Público publicou o meu Fugas a pé e por isso lhe estou reconhecido. Estou muito grato ao David Dinis, ao João Miguel Tavares e a muitos outros por todos os dias me darem a esperança de que poderei aspirar a um país melhor, mais normal; há gente, como eu, a acreditar nisso. Presto-lhes a minha homenagem de profunda gratidão, este país sem o Público seria muito pior.

Há dias, como quase todos, o Público trouxe-nos um guia de chefes e restaurantes. Folhei-o brevemente, não dá para mais.

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hospital de évora, um horror

Saio da habitual opinião, a razão é grave e justifica-o plenamente. Não se trata de uma história de que ouvi falar, são factos vividos por pessoa próxima. Vai-se a uma urgência quando se necessita. Volta-se à urgência por maioria de razão. Passam-se mais de 24 horas na sala de atendimento permanente do Hospital de Évora. Segue-se um internamento e a retirada da pedra da vesícula. Quase tudo normal, dez dias depois o regresso a casa para aguardar a necessária e anunciada operação à vesícula, prevista para uns meses depois. Começa aqui a história porque em dias sucessivos, a horas diversas, a situação clínica da doente agrava-se e  obriga-a a regressar várias vezes às urgências do Hospital do Espírito Santo onde padece muitas horas de espera, sempre com o mesmo fim, regresso a casa com uns comprimidos para as dores.

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tejo, e agora?

Há algum tempo que não punha os pés no Tejo. Aconteceu a semana passada, por coincidência no dia em que um jornal nacional põe o “Tejo morto” na primeira página e lhe dedica três páginas – provavelmente “incentivado” por um extenso trabalho realizado pelo El Pais uns dias antes. Nesta ausência fui lendo, ouvindo e vendo através da comunicação social. Posso-vos garantir que se não “tocasse” o Tejo com todos os meus sentidos não acreditava. É criminoso. Depois de algumas centenas de milhões de euros (não me enganei, centenas de milhões, algumas) de investimento em saneamento e todo o tipo de infraestruturas, um rio estar como está o Tejo não tem justificação. É inaceitável e inexplicável, é um crime e devia ser tratado como tal. Todos somos responsáveis, mas uns são bem mais que outros. Há um marco simbólico que, provavelmente, não aconteceu por acaso, e que assinala o início do abandono do rio, conduzindo à situação em que hoje está.

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan