despovoamento do campo

O conhecido jornalista José Gomes Ferreira diz em O Mirante que “a desertificação do mundo rural é uma tendência irreversível”. Refere-se ao despovoamento, claro, mas felizmente está equivocado. Na verdade, como bem diz, o abandono do campo não é um fenómeno português, mas global. Diz-se que cerca de 80 por cento dos europeus vivem em cidades, mas suponho que não são cidades como Santarém e Abrantes; são das outras, grandes, onde há muito deixou de haver estações do ano. Só que esta verdade de hoje é meramente circunstancial e um dia destes, num repente, a coisa vai mudar. É inevitável que mude.

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turismo depredador

“alegres, cegos e patetas” é a melhor legenda para os responsáveis portugueses eufóricos com o sucesso do turismo:

http://observador.pt/2017/07/30/fotogaleria-lavertezzo-o-paraiso-suico-que-foi-destruido-por-um-video-viral-no-facebook/#comment-post-2200862-1617682

enquanto isto, por cá, na busca dos euros para o abençoado crescimento, “paga e leva o que quiseres”, intensidade máxima, dando uma nova expressão à máxima do “quanto mais melhor.”

está-se mesmo a ver qual vai ser o fim.

famílias

À beira da pausa anual, alguns temos este privilégio de dias para nós a que chamamos férias, dou comigo a refletir sobre o passado recente e o momento atual. Dou conta que já passaram duas dezenas  anos em que todas as semanas tento tocar os leitores do Diário do Sul com alguma coisa que valha a pena. O que penso e escrevo é decorrente do meu “nível de consciência”. Aqui não há volta a dar e não há mentira possível, escrevo o que sou. Por isso qualquer leitor, mesmo que só me tenha lido duas ou três vezes, sobre água, ambiente, turismo ou o que seja, provavelmente já não terá grandes surpresas. Isto é, neste tempo de valores às vezes confusos, está aqui uma criatura muito conservadora na convicção da mais – valia de muito do que ficou lá para trás. Na primeira linha ponho a família e tudo o que de bom lhe está associado.

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401

quatrocentos e um, otros mundos desde março de 2013 atingiu 401 artigos/publicações.

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emparelhamento

Uma das palavras mais usadas para caracterizar o up local é  proximidade. Na verdade a proximidade é sinónimo de contiguidade, pequena demora ou mesmo vizinhança. A proximidade surge na forma de amizade, ajuda, contacto, reciprocidade, troca de ideias e outras formas de relação social entre o indivíduo e o que o rodeia. Tudo isto é o Diário do Sul na região em que se insere e nós, os seus leitores, não só o reconhecemos como o sentimos. Sei que as pessoas, profissionais, que fazem o jornal vivem o reciproco. Isto é, é a proximidade que confere ao jornal a perfeita simbiose com a região. A mais das vezes as notícias e os acontecimentos são vividos pelas duas partes da mesma forma; porque as pessoas se conhecem. O Sr. Piçarra, o Sr. Oliveira, a Maria Antónia ou o Paulo para além de um nome teem um rosto e um jeito que quase todos conhecem. Esta similitude de emoções só é possível porque as pessoas se tocam, vivem todos os dias a mesma temperatura do ar.

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turismo, pedras e vinho

Ciência no Verão

Universidade de Évora/Centro de Ciência Viva no Verão e Adega de Borba.

Numa breve visita à vinha é possível observar e interpretar alguns episódios da fabulosa história da Terra e tentar transpo-los para o vinho. Na adega procuraremos, no vinho, o sabor do lugar (the taste of the place) . Este é o espantoso mundo da  enogeobiodiversidade  que desejamos viver numa experiência que associa ciência, arte e cultura, através de um simples copo de vinho.

https://www.dropbox.com/s/4wek654a8s1nt6a/a%20hist%C3%B3ria%20da%20Terra%20num%20copo%20em%20imagens.pdf?dl=0

https://www.dropbox.com/s/7n3329gheugz3p8/tejo%20confraria%20%20carlos%20cupeto%20-22-06-2017.pdf?dl=0

 

 

atitude

a atitude é uma pequena coisa que faz a grande diferença. A atitude é um dos nossos maiores recursos:

  • renovável;
  • infinito;
  • melhoria permanente e infinita.

No O Mirante:

https://www.dropbox.com/s/13axgkwu1b0c7o2/atitude%20-%20carlos%20cupeto%20-%2013-07-2017.pdf?dl=0

 

patrimónios (Cuba)

Providencialmente, os últimos dias trouxeram-me cultura. Na verdade, cada vez mais acredito que o caminho da mudança é por aí e quem julga que a ciência e os patrimónios, e bem assim, a arte, são intocáveis, engana-se profundamente. Tive a oportunidade de ir a Cuba e tomar contacto próximo com o Cuba Leader; quase que se pode resumir numa palavra: fantástico. Já sabia que este pequeno concelho do Baixo Alentejo tem identidade cultural, mas é muito mais que isso; assume a sua matriz como um recurso incontornável e primordial. E não é que tem razão?

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tabernas do Alentejo – arte e ciência

Está em curso a votação dos projectos do Orçamento Participativo Portugal.

A nossa nossa identidade cultural é fundamental para a suficiência e sustentabilidade local, isto é, para a qualidade de vida das pessoas nas suas terras.

O projecto Tabernas do Alentejo – arte e ciência foi formulado para conhecer e valorizar os nossos mais ancestrais patrimónios. “A cultura como herança moral da humanidade” (D. Amálio Marichalar em Sines) é o resgate em que  estamos empenhados – participe com o seu voto (é simples e rápido).

vote neste link:

https://opp.gov.pt/projetos/todos/211-tabernas-do-alentejo-arte-e-ciencia

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bola de berlim na praia

só um estúpido, muito estúpido, é contra a tecnologia digital; e só um parvo, muito parvo, considera uma app que numa praia chama o vendedor de bolas de berlim uma excelente inovação, muito útil para o cidadão comum.

ri palhaço, chora homem, sofre cão.

Vontade inadiável de comer uma bola de Berlim na praia? Há uma app para isso

este é um excelente exemplo que bem justifica o ponto onde estamos em termos civilizacionais: um Mundo onde há cada vez mais pobres que não têm água nem alimentos.

enquanto o nosso verão vai ser muito melhor nas praias, na China há uma nova profissão – o polinizador. Como exterminaram com os insectos polinizadores agora há o chinês polinizador, não sabemos se com alguma app, eventualmente de uma startup portuguesa, mas sim com um pincel a recolher pólen de uma flor para o depositar noutra.

http://consorcioapicola.cl/2012/10/10/china-disminucion-de-la-poblacion-de-abejas-obliga-agricultores-a-polinizar-a-mano/

http://www.fenatracoop.com.br/site/em-sichuan-china-homens-abelhas-polinizam-os-pomares-com-as-maos/

como se vê estamos mesmo no bom caminho.

“em que pensa o porco?

só em bolota.”

 

 

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan