à beira Tejo

Na TSF Runners 2015 com Pedro L e José V. Foto de JV.

Há muito que nada escrevo na “emoções com ténis”. As corridas têm sido poucas ou nenhumas. Neste final de época, para compensar, em dois fins de semana consecutivos duas boas corridas: TSF Runners e Lagoa de St André.

Aproveito as boleia do José Vale e aqui vão algumas (boas) emoções com ténis.

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a corrida da vergonha

Fico com vergonha de calçar uns ténis de 100 € e ir correr por prazer.

 

Sara

Por todo o país, da arquitetura à medicina, da moda ao desporto, há Saras que se distinguem e que são permanentemente ignoradas. Este país, que todos conhecemos, tem aversão a distinguir e reconhecer o mérito, sobretudo no feminino.

Na verdade, o desporto, pelo mediatismo que tem, presta-se muito para a referência e o exemplo.

Sara Moreira, a enorme atleta portuguesa, merece todo o reconhecimento que se lhe possa fazer. Quase que apetece escrever que há mais vida para além de Ronaldo, obviamente sem o mínimo desprimor para este. Um ano depois de ter sido mãe, Sara Moreira, na estreia da distância, consegue o terceiro lugar na maratona de Nova Iorque. Quem corre uns quilómetros, como aqui já confessei que faço há mais de 40 anos, consegue fazer uma modesta ideia do que significa ficar em terceiro nos 42,192 quilómetros de uma das mais emblemáticas provas do atletismo mundial, ainda por cima quando se está a estrear na distância. “Sou ambiciosa e acredito sempre”, disse a atleta a propósito do que viveu em Nova Iorque, no dia que é apenas o culminar de uma vida de trabalho, persistência e dedicação.

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episódio de vida a correr

Apesar do défice de horas de sono, como sempre, acordei cedo e levantei-me pouco depois.

A primeira tarefa, escolhida por razões óbvias, foi escrever o texto semanal para publicação nos periódicos. O duplo prazer aconteceu ao escrever sobre corrida, concretamente sobre a fabulosa Sara Moreira. A motivação para o tema foi uma recente entrevista da Sara sobre o seu terceiro lugar na maratona de Nova Iorque – para quem não tem noção há uma palavra que pode sintetizar o feito: épico. Isto porque o que a Sara nos conta é uma lição para os desafios da nossa vida e pode sintetizar-se na sua frase: “sou ambiciosa e acredito sempre”. Em tempos de desafios permanentes é assim que temos de acordar todos os dias: fortes e determinados.

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regresso

joelho 2(escrevo estas passadas para os meus amigos com quem corro muitas ou poucas vezes)

Há muito tempo que este curto texto tinha o título anunciado: regresso. Só não sabia quando. A Grande Inteligência (ou Grande Arquiteto do Universo para os maçons) não me impediria de correr. Se assim fosse, que inteligência seria essa?

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emoções sem ténis

joelho

Hoje correu-se mais uma edição da Corrida do Tejo. Não é o que foi e o encanto dos10 km de Algés à praia da Torre já não é o mesmo. Não a corri mas sinto-a.

A emoção hoje vem de não ter calçado os ténis e por não ter corrido, como tantas vezes já aconteceu. Mas hoje é diferente.

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correr

fotografia de Tó Zé Tavares

fotografia de Tó Zé Tavares

Quem calça uns ténis para correr, irá compreender o que vou escrever, os restantes experimentem porque nunca é tarde e vale a pena. Se tivesse alguma dúvida, há dias, ouvi da Sonja (mestre de pilates e da vida) dizer que o movimento mais arriscado e perigoso é estar parado.

Em menino, lembro-me de correr pela rua fora com um sorriso na cara atrás de uma roda com uma gancheta (os mais novos perguntem aos mais antigos o que é este brinquedo).

Alegria é voltar a correr depois de uns meses parado por motivo de lesão, podes confirmar Mª João?

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amadora forever

 

Muito tempo depois a listada do Newcastle voltou a sai da gaveta. Até nisto a Amadora é diferente pela quantidade de "bocas" que ouvi mas nem por isso o tempo de corrida foi bom.

Muito tempo depois a listada do Newcastle voltou a sair da gaveta. Até nisto a Amadora é diferente, pela quantidade de “bocas” que ouvi, mas, nem por isso, o tempo de corrida foi bom.

“Manuel Damião e Carla Salomé Rocha confirmaram nesta terça-feira o seu favoritismo e ganharam a 39.ª edição da São Silvestre da Amadora.” Esta podia ser a notícia mas não é.

Correr a São Silvestre da Amadora, a última corrida do ano, está definitivamente no meu calendário desportivo, esta é a notícia. Esta é a minha notícia.

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o sonho do Império, “um encontro com a história”

descobrimentos

 

8 de dez de 2013 fica marcado pela 1ª ½ maratona dos Descobrimentos. Descobriram uma corrida com longo e promissor futuro.

Depois de um acordar primaveril, embora fresco, na Parede a Praça do Império surpreendeu-nos com um denso nevoeiro sebastianista e um frio de cortar os ossos. O pior é que ainda faltava quase uma hora para ouvir o sinal de partida e dar corda aos sapatos. Estávamos francamente mal vestidos para aquelas condições meteorológicas. Inventámos quase tudo para aquecer. Procurámos o CCB mas as lojas ainda estavam fechadas e depressa percebemos que aqueles corredores abertos do magnífico edifício potenciavam o desconforto térmico.

Finalmente, depois da homenagem a Mandela:. a corrida começou.

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run qualquer coisa

A conversa antes e depois só é comparável ao paleio de pescadores, caçadores e motoqueiros. Assim foi em Vila Franca junto à praça de toiros, como não podia deixar de ser, antes da partida para a 17ª Corrida das Lezírias.

Lezíria, tantas vezes em cima da mesa e nunca antes corrida por mim. Só faltou mesmo encontrar o Sr Madaleno – da associação de regantes da Lezíria Grande – numa daquelas imensas retas em terra batida.

Por sorte encontrei alguns dos atletas que já vou conhecendo. Se duvidas houvesse a corrida começou logo ali. No antes a grande admiração era eu nunca ter corrido aquela prova. Está tudo dito; como é possível estar ali uma pessoa de calções e ténis que nunca tenha corrido as Lezírias? Estou no meio de craques que, como os bons fiéis, fazem disto a missa do domingo.

Texto completo (pdf):  Run qualquer coisa 1

Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan