ridículos

O ridículo é uma das palavras chave deste tempo. Eles rodeiam-nos por todo o lado. A coisa assume tal dimensão que às vezes me interrogo se estou certo do que vejo e lembro-me de Anais Nin, escritora francesa (1903-1977), que nos diz, “não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos”. O ridículo poderei ser eu. Até aqui tudo bem, o pior é quando a coisa passa algumas fronteiras e roça a aquela “qualidade” que nada resolve e a todos prejudica, a estupidez.  Dos que mais me custa aceitar é a “grande a oportunidade que temos com digitalização”. Contam-nos esta estupidez e exigem que acreditemos, no enorme benefício da digitalização da economia, do ensino, da vida… Não bastam as dificuldades que todos passamos, sobretudo os de sempre, os mais desfavorecidos, cada vez em maior número, como ainda assobiam para o lado a fazerem de nós parvos. Como esta há dezenas de exemplos diários, em todas as dimensões e escalas. Acredito que muitas vezes nem os próprios autores acreditam no que dizem e fazem.  Neste tempo falta bom senso e o fundamental, verdade. Provavelmente este é um dos bens, cada vez, mais raro e escasso. Quando sabemos que a palavra “crise” tem na sua origem grega o significado de “verdade” maior é a razão para perseguir esta qualidade. Os meus olhos veem o caminho contrário; estamos cada vez mais longe das verdades necessárias à nossa Paz e Bem.

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan