medo

Neste tempo de grandes incertezas e desafios o medo é a maior das verdades. Acontece que o medo é, também, o maior dos vírus. Se o corona é mau o que diremos do medo? Desde os primórdios dos tempos até hoje o medo acompanhou o Homem, é o seu maior obstáculo. Temos muito medo do desconhecido, assim é desde o tempo das cavernas. É por isto que gostamos de tudo o que nos contam sobre o “bicho” que condiciona a nossa vida essencialmente pelo medo. Devoramos milhares de estudos, muitas vezes contraditórios, com avidez, quase como uma primeira necessidade. A maioria das vezes o efeito é contraditório e ficamos ainda mais distantes da verdade, quiçá com mais medo, mesmo que escondido. É neste caldo que os ridículos proliferam como nunca e, às vezes, até os aceitamos como bons: visitar uma igreja no centro histórico de Évora que ostenta o Clean & Safe é muito mais seguro do que se não tivesse lá o pateta autocolante. Gastam o dinheiro dos nossos impostos com estes folclores e depois falta para a saúde, educação, justiça e cultura. Será que um hotel antes de ter este autocolante na porta não era suficientemente limpo, higiénico e sanitariamente seguro? Esta coisa barra a entrada do bicho no hotel? O mais ridículo de todos os Clean & Safe vi-o num tuk-tuk, lindo, para sustentar a minha razão.

Entretanto “vamos ficar todos bem”, “ninguém pode ficar para trás” e inúmeras versões de “os ricos que paguem a crise”. É este o quadro de manipulação, de um povo cada vez menos livre, onde o medo gosta de viver e crescer. “Viva” a dependência do Estado, do subsídio, das boas medidas do governo.  Na verdade, o vírus não é nada democrático e, há cada vez mais vizinhos mais pobres. Todos nós estamos mais pobres.

Nunca como agora necessitamos tanto de verdade, pela nossa própria cabeça e vontade. Vamos perder esta oportunidade? Tudo nos diz que sim.

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Adaptado de Esquire, de Matthew Buchanan